sábado, 12 de maio de 2018

O PRÉ-CANDIDATO GERALDO ALCKMIN: ESTRATÉGIAS DE VITÓRIA

              O eleitor do Brasil de tanto votar em candidatos errados e corruptos vem aprendendo com seus próprios erros e tem se tornado uma espécie de ‘gato escaldado’ e, mesmo assim, ainda vota por paixão e amizade, por influência de familiares e de amigos e continua a trocar o seu precioso voto por uma cesta básica, por doações domésticas costumeiras: uma caixa d’água; meia dúzia de telhas; a concessão do Bolsa Família; por remuneração financeira; e, por fim, a venda de votos vem gradativamente aumentando a degradação da qualidade de nossos representantes políticos, nos três níveis da administração pública municipal, estadual e federal. 

              Para tanto, o eleitor deve ficar de olho aberto — para não falar arregalado —, para não eleger candidato aproveitador, o verdadeiro ‘cara$-de$-pau’, aquele político que não pode ver um holofote que já põe sua cara-lisa para aparecer, para o eleitor vê-lo a fim de tirar proveito da situação, o perfeito ‘papagaio de pirata’, e que quando promete, não cumpre quase nada, e quando cumpre alguma promessa só Deus sabe as propinas que ele tem cobrado e recebido,  que todos nós conhecemos muito bem os estilos e seus ‘modus operandi’ de enganar o eleitor e a população, em geral.
      
  
NA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

GERALDO ALCKMIN –  GALO: Tem um perfil político-profissional de alta estatura, tem se caracterizado por ser um bom administrador, tem sido muito discreto politicamente e se fosse comparado a um animal poderíamos compará-lo a um GALO que canta nos horários certos, em som e tom maior e nasal, não irritante e sempre que sua máquina administrativa inaugura uma obra este se torna lacônico e não costuma incomodar a vizinhança ou atrapalhar os transeuntes que se deslocam nestas áreas adjacentes.

O pré-candidato Geraldo Alckmin tem uma performance política e uma oratória mediana — e isto não é bom para uma campanha política, em nível de eleição presidencial — quando este vem tendo nas últimas eleições uma excelente densidade eleitoral em seu estado de São Paulo, com duas eleições exitosas para Governador do Estado.

Devido seu próprio estilo cauteloso e muitas vezes um tanto quanto excessivamente ético e lacônico, se apresenta como um pré-candidato despercebido que não vem impressionando e empolgando o eleitor, em nível nacional.

Acredita-se que com este perfil apresentado pelo pré-candidato Geraldo Alckmin até então,  o eleitor não tem feito suas escolhas no momento de responder as pesquisas eleitorais realizadas pelos institutos do ramo de pesquisa e estatística e sendo, assim,  preterido, mesmo antes de dar início a largada oficial do páreo, quando a propaganda gratuita do rádio e da televisão der início, de acordo com as diretrizes oficiais do STE e dos  TRE dos Estados, com debates e apresentações de propostas todo o quadro e os números de intenções de votos, tanto estimulada, quanto espontânea podem ser alterados radicalmente. O horário eleitoral de rádio e televisão deverão definir as posições do podius da corrida presidencial de 2018 para a sucessão presidencial.

Portanto, este é o provável motivo que vem levando as pesquisas de intenções de votos a apresentarem números tímidos para o pré-candidato mencionado e com forte ameaça eleitoral  e ter sérias dificuldades em vários estados da federação, podendo  comprometer a uma ascensão compatível com a dimensão da sigla PSDB, inibindo de forma comprometedora o eleitor a votações expressivas incapaz de classificá-lo a disputar um possível  segundo turno.

SUGESTÕES:

PONTO 01: A coordenação de campanha do pré-candidato Geraldo Alckmin deve diluir o Quartel General Central (QGC) previsto para ser instalado em São Paulo e o deslocar para as capitais dos Estados, em estruturas em mini-comitês de sua futura campanha, e, assim, apresentar mais visibilidade de suas propostas políticas e aproximar o candidato ao eleitor, com uma desenvoltura dinâmica, arrojada e com transparência, ao invés de aglutinar  e concentrar sua campanha em um só QGC.

PONTO 02: Quem deverá definir os rumos da campanha presidencial do pré-candidato mencionado será a escolha de seu vice-presidente que tanto pode ser por critérios óbvios: o da densidade eleitoral e o da regionalidade, tanto em puro sangue como em alianças políticas.

 PONTO 03: Quando em puro sangue, visualiza-se o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ex-governador do Ceará com uma administração exemplar e com muitas realizações, um nome respeitado, e com bons antecedentes políticos e jurídicos em sua trajetória política, agregando a sua representação pela Região Nordeste do Brasil, com um colégio Eleitoral expressivo de seus 9 Estados da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e uma votação de  38,3 milhões de eleitores (27%), logo após a Região Sudeste que responde com 62 milhões de eleitores (44%) do eleitorado brasileiro.

PONTO 04: Quando em coligação partidária, encontra-se o Senador Álvaro Dias (PODEMOS), um nome conceituado, tanto político, quanto jurídico, com uma respeitável densidade eleitoral nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, quando já fora Governador do estado do Paraná e eleito e reeleito ao Senado Federal da República, com votações expressivas.

 Com os números atuais apresentando crescimento acelerado nas pesquisas espontâneas de intenções de votos, porém, tem que se aliar para crescer e concorrer mesmo na condição de vice-presidente para aspirar  a vitória neste atual momento política que atravessa o Brasil, no momento atual em uma disputa acirrada de uma eleição presidencial.

Eleição política e decisão de Juiz é muito arriscado e precipitado se arriscar prognóstico e se fazer juízo — porque nem sempre os ventos  costumam soprar para o intento do jangadeiro.

 Sempre será necessário jogar água no pano para impermeabilizar e vedar a vela e mudar a posição do leme, de acordo com o objetivo e destino pretendidos e do porto que se pretendo ancorar.

Tenham todos um feliz final de semana.

 Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:
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e no Blog ESPINHA NA GARGANTA.
Antônio de Almeida Sobrinho é Graduado em Engenharia de Pesca e Pós-Graduação, em nível de Mestrado, em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Presidente de Honra da Academia de Letras de Jaguaruana -ALJ.



segunda-feira, 7 de maio de 2018

GANHAR ELEIÇÃO EXIGE ESTRATÉGIAS: CAUTELA E REZA BENTA


Quando Sun Tzu escreveu a ‘ARTE DA GUERRA’ teve a preocupação em postular 65 recomendações que representam, na verdade, verdadeiros postulados, em fascículos, indispensáveis para conquistar seu principal objetivo, a vitória, fechando com chave de ouro no seu último postulado:  - A vitória é o principal objetivo na guerra, mas o verdadeiro propósito da guerra é a paz.
Estou mostrando a importância da Arte da Guerra como referência de estratégia para se chegar ao objetivo da guerra,  em busca da paz, e, ao mesmo tempo, mostrar a ausência de estratégia de determinados pré-candidato e presenciável, exemplificado nesta análise com Ciro Gomes.
Toda máxima popular soa como provérbio popular — experiências adquiridas e maturadas pelo tempo, passando de pais para os filhos, de gerações em gerações, ao longo do tempo, tais como:  “O peixe morre pela boca”. ”Quem fala de mais dá bom dia a cavalo”. “Em boca fechada não entra mosca”.” “O segredo do sucesso é o silêncio”. “Quem diz o que quer ouve o que não quer”.
VEJA COMO É FORTE E PESADA A FORÇA DA PALAVRA:
Como o pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT-CE) perdeu definitivamente a parceria com o Partido dos Trabalhadores (PT). Todos apostavam suas fichas como o PT estava costurando uma parceria com o PDT, com uma possível coligação para lançar um candidato a vice-presidente da legenda, sendo um nome de consenso,  para compor a chapa encabeçada por Ciro Gomes (PDT) para disputar as eleições presidenciais, agora, em 2018, rumo ao Planalto 2019-2022, como forma de recuperar uma fatia do poder desperdiçado com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em agosto de 2016.
Com apenas poucas palavras preferidas pela presidente do PT, senadora Glessi Hoffmann, de que  “ Ciro não passa no PT nem com reza braba’” para que o FG não desperdiçasse  tempo e descarregasse todas as munições de sua farta artilharia e metralhasse os petralhas, em todos os níveis, números e gêneros, em todas as instâncias.
MORAL DA HISTÓRIA: Esta senado Glessi Hoffmann, atual presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT),  está com um pé nas gradas se tornou ré acusada pela Lava-Jato e denunciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando deverá ser julgada pelo Plenário do STF por recebimento de propina de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais) e sua fala não representaria, necessariamente, nesta oportunidade a opinião e a decisão do PT e de suas principais lideranças.  Se Ciro Gomes tivesse lido ‘A ARTE DA GUERRA’ não teria cometido tal asneira em metralhar toda a petezada e nem tampouco colocar em xeque a sua possível ascensão para disputar o segundo turno com qualquer candidato e concorreu de pau a pau a eleição presidencial. Agora, recuperar o leite derramada em areia seca, nem com muita reza benta. Agora é tarde.
Na ARTE DA GUERRA, Sun Tzu sempre deu um destaque todo especial aos seus guerreiros e combatentes e se referia como: “Trate seus homens como filhos e eles o seguirão aos vales mais escuros. Trate-os como filhos queridos e eles o defenderão com a própria morte”.
Antônio de Almeida Sobrinho é Graduado em Engenharia de Pesca e tem Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.
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terça-feira, 1 de maio de 2018

SUCESSÃO PRESIDENCIAL: “EM TERRA DE CEGO QUEM TEM UM OLHO É REI”


Não é necessário ser analista político para enxergar as nuvens negras que rondam os céus do Planalto Central e, por influência de uma frente quente, proveniente da PGR e do STF, pode também, a qualquer momento acertar em cheio o Palácio do Planalto e até influenciar decisivamente nas sucessões estaduais de todos os estados da federação.

No que tange à sucessão presidencial, visualiza-se uma indefinição óbvia, tendo como principais causas os seguintes quesitos:

No primeiro plano, a ausência da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, impedido por questões jurídicas, com a prisão em segunda instância, que mudou e inverteu as colocações e posições em todas as raias da competição.

Por outro lado, com a troca de posições no quadro de pré-candidatos, quando coloca Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (REDE), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alkmin (PSDB), como os primeiros colocados, respectivamente, revelados em algumas pesquisas de intenções de votos — com pouca diferença entre estes —  sendo números corriqueiros e muito natural em todo começo de pré-campanhas presidenciais.

Se as projeções até a presente data se confirmarem, Jair Bolsonaro (PSL) será um dos candidatos a disputar o segundo turno, exceto se o vento do Paraguai não for coerente à tradição dos páreos anteriores, como estão anunciando os opositores deste pré-candidato  — que vem se intitulando “eu já ganhei”.

Como motivos múltiplos, a entrada de novos candidatos, como Joaquim Barbosa (PSB), Fernando Haddad (PT), e de tantos outros que poderão crescer após o início da campanha gratuita do Rádio e da TV, de acordo com a programação autorizada pelo STE, prevista para agosto vindouro.

Somente a partir do Programa Gratuito da Propaganda do Rádio e da TV a sucessão presidencial passará a ser visualizada, através da performance dos candidatos e irá  definir quem chegará ao segundo turno, dentre os candidatos qualificados para o pleito sucessório, rumo ao Palácio do Planalto para ocupar a cadeira nº 1 da República, para o quadriênio 2019-2022. Os candidatos que apresentarem as melhores propostas com o objetivo de tirar o Brasil deste buraco NEGRO e apresentar um plano de Governo que possibilite o pais voltar a crescer e começar por: frear a corrupção generalizada e endêmica que se instalou na administração pública, em todos os níveis; fazer recuperar os 14 milhões de  empregos que evaporaram nos últimos anos para oferecer empregos decentes aos trabalhadores desempregados; recuperar o parque industrial, hoje, sucateado com a crise generalizada e, assim, fazer o PIB crescer de forma satisfatória; solucionar o problema crucial que é a falência da saúde pública, da segurança pública e da educação, sem precedentes em toda a história política do país.

Quem souber se comunicar e aproveitar bem a Propaganda Política, com certeza, terá uma boa colheita e excelentes dividendos políticos.

Quando questionado sobre a estratégia adotado por Jair Bolsonaro, eu tenho algumas restrições e aqui posso comentar quanto ao estilo adotado por este político e pré-candidato:

 O povo aprendeu com seus próprios erros a não mais perder o seu precioso voto e quando o assunto é a escolha de um candidato político a coisa mudou radicalmente.  Já se passou o tempo de candidato com o estilo de chutar o ‘pau da barraca’ e que fala em resolver tudo, na base da ‘porrada’. No primeiro momento, o eleitor não pensa duas vezes e de cara já fala: este será o meu candidato. Com o decorrer da campanha política, com a evolução dos debates, quando cada candidato vai revelando suas propostas, muito deles desprovidos do mínimo preparo psicológico, metodológico, tecnológico, econômico, administrativo e emocional — com baixo preparo político e intelectual, aí chegou a hora da onça beber água. Em terra de cego que tem um olho é rei. O eleitor conhece no olho, na palavra e no verbo e na hora H de depositar o voto na urna eletrônica todos sabemos separar o joio do trigo.

Quando questionado sobre o possível candidato que crescerá muito durante a campanha presidencial, no horário gratuito do Rádio e da Televisão, eu posso citar o pré-candidato Ciro Gomes, eu visualizo como um candidato que terá uma ascensão abrupta e que para todos não será nenhuma surpresa, tendo como ingredientes estratégicos para aguçar e dar  destaque à sua performance política é o seu vasto conhecimento sobre o Brasil, a sua oratória, sua vivência política  e sua facilidade de se expressar. Com uma larga folha de serviços prestados ao Brasil, tendo ocupado cargos públicos, em todos os níveis da administração pública, tais como: como Deputado Estadual – ALE-CE; Prefeito de Fortaleza-CE; Governador do Estado do Ceará; Deputado Federal – Câmara dos Deputados Federal; Ministro da Fazenda e Ministro da Integração Nacional.

Encontrar o candidato ideal e que agrade a todos os segmentos sociais é praticamente impossível e humanamente infactível.

Você como eleitor que escolherá o candidato ideal para governar o Brasil nestes próximas 4 anos, o que acha destes candidatos apresentados hipoteticamente nesta avaliação?

Vamos acompanhar com muita atenção e assistir aos Programas   da Propaganda Gratuita do Rádio e da Televisão para fazermos a escolha do melhor candidato, apesar de termos poucas opções.

Exercite a sua cidadania e escolha o melhor candidato. O Brasil precisa do seu voto.
 
Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:
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terça-feira, 24 de abril de 2018

SUCESSÃO PRESIDENCIAL: A ONÇA E O BODE & BODE E A ONÇA

A ONÇA E O BODE
       Com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, neste último 7 de abril,  o Partido dos Trabalhadores (PT) ficou sem um plano B, como alternativa para concorrer as eleições presidenciais que batem à porta, com início em outubro do corrente ano, e, dentre as raras opções pesquisadas, se depararam com um nome com baixa densidade eleitoral, com passagens em depoimentos da Operação Lava-Jato e que mais cedo ou mais tarde esta “presença” na lista da Lava-Jato possa se tornar um pesadelo e desaguar num mar de tormentas e ter o mesmo destino de vários empresários, políticos, lobistas, doleiros, publicitários e de inúmeros gângster’s e parvajolas petistas que conhecemos através das páginas policiais e de nomes em ‘letras garrafais’ estampadas nas páginas dos jornais e nas telas das TV’s.

            O pré-candidato Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) andam conversando bastante sobre a criação de uma possível frente oposicionista, de acordo com notícias veiculadas na mídia eletrônica, e visto pela ótica política que  ambos só teriam a ganhar, como forma de superar nas urnas seus principais concorrentes — Marina Silva (REDE) e Jair Bolsonaro (PSL) — que, de acordo com as recentes pesquisas espontâneas e estimuladas de intenções de votos, estes estão nas raias prioritárias e que no presente momento mais apresentam chances em disputar um provável Segundo Turno para a sucessão presidencial.

            Para ilustrar esta parceria, vamos apresentar uma Fábula escrita há tempo por Luiz de Câmara Cascudo — renomado escritor nordestino (RN)  que nos deixou um significativo acerto histórico, um legado literário, cultural e gastronômico — que acredita-se ter tudo a ver com as espertezas, as performances e as sagacidades dos animais (Onça e o Bode) mencionados nesta Fábula de Luiz da Câmara Cascudo, incorporados nas personalidades e nas sagacidades de ambos os pré-candidatos candidatos ao Planalto para a sucessão de 2018-2021, Ciro Gomes e Fernando Haddad:

FÁBULA: O BODE E A ONÇA
           
                    O BODE foi ao mato procurar lugar para fazer uma casa. Achou um sítio bom. Roçou-o e foi-se embora. A ONÇA que tivera a mesma ideia, chegando ao mato e encontrando o lugar já limpo, ficou radiante. Cortou as madeiras e deixou-as no ponto. O Bode, deparando a madeira já pronta, aproveitou-se, erguendo a casinha. A ONÇA voltou e tapou-a de taipa. Foi buscar seus móveis e quando regressou encontrou o BODE instalado. Verificando que o trabalho tinha sido de ambos, decidiram morar juntos.
Viviam desconfiados, um do outro.  Cada um teria sua semana para caçar.  Foi a ONÇA e trouxe um cabrito, enchendo o BODE de pavor.  Quando chegou a vez deste, viu uma onça abatida por uns caçadores e a carregou até a casa, deixando-a no terreiro.  A ONÇA vendo a companheira morta, ficou espantada:
— Amigo BODE, como foi que você matou essa onça?
— Ora, ora… Matando!… Respondeu o BODE cheio de empáfia.  Porém, insistindo sempre a ONÇA em perguntar-lhe como havia matado a companheira, disse o BODE:
— Eu enfiei este anel de contas no dedo, apontei-lhe o dedo e ela caiu morta.
A ONÇA ficou toda arrepiada, olhando o BODE pelo canto do olho.  Depois de algum tempo, disse o BODE:
— Amiga ONÇA, eu lhe aponto o dedo…
A ONÇA pulou para o meio da sala gritando:
— Amigo BODE, deixe de brinquedo…
Tornou o BODE a dizer que lhe apontava o dedo, pulando a ONÇA para o meio do terreiro.  Repetiu o BODE a ameaça e a ONÇA desembandeirou pelo mato a dentro, numa carreira danada, enquanto ouviu a voz do BODE:

— Amiga ONÇA, eu lhe aponto o dedo… Nunca mais a ONÇA voltou.  O BODE ficou, então, sozinho na sua casa, vivendo de papo para o ar, bem descansado.

Autor da Fábula: Luiz da Câmara Cascudo.
Autor: Luiz da Câmara Cascudo–
            Todos conhecemos de perto que poucos líderes políticos tem a capacidade de transferir votos e o líder petista, Luiz Inácio Lula da Silva, não será diferente. Qualquer analista político que entende de política partidária, em especial a do Brasil, tem plena consciência de que o ex-presidente Lula não terá no momento a liderança suficiente para colocar um candidato petista no segundo turno, com puro sangue, isto é, com dois candidatos petistas, e. sim, através da criação de uma frente oposicionista, como sugere o pré-candidato Ciro Gomes e, mesmo assim, não será páreo fácil para estas prováveis pretensões, uma vez que as demais raiais estão preenchidas com os exímios corredores: Marina Silva (REDE); Jair Bolsonaro (PSL); Geraldo Alckmin (PSDB); Joaquim Barbosa (PSB); Álvaro Dias (PODEMOS) e de tantos outros, até então com baixa densidade eleitoral que podem crescer, ao longo da campanha presidencial, através da campanha gratuita no Rádio e na Televisão, no horário gratuito.
            Em toda história das campanhas políticas no Brasil que tenho conhecimento nem sempre ganhou o candidato mais competente e nem o melhor e quase sempre aquele que adotou as melhores estratégias políticas e teve as melhores estruturas de campanhas.
            Neste jogo de mata-mata, onde se escondem múltiplos interesses políticos e econômicos chegar a disputar o segundo turno de uma eleição presidencial no Brasil é quase meio caminho andado.
            Portanto, numa parceria entre uma ONÇA e um BODE, quando ambos tem os mesmos interesses, todos tem muito a ganhar.
Enquanto a ONÇA, na condição de animal carnívora, terá muita fome para saciar e o BODE  costuma ser um prato muito especial.
Por outro lado, o BODE como animal herbívora terá muita fome de capim para se saciar. Porém, com estratégia e sabedoria estes podem contrariar a Lei de Antoine Laurent Lavoisier: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar num mesmo espaço”. Nesta parceria entre a ONÇA e o BOBE isto será possível.
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

NÃO SEJA ÁGUA DE TSUNAMI: VOTE CONSCIENTE



Na atual conjuntura política — sem precedentes na história política do Brasil, quando o país tem carência de lideranças políticas, o eleitor fica no mato sem cachorro e se embala e se alvora, ‘feito fogo em ventania’ — e toma a forma do improviso e segue o caminho que a água percorre no tsunami ou nas grandes enxurradas: busca o caminho da declividade, e às vezes sobe até ladeira, em turbilhão, sem medir consequências e sem saber onde vai chegar.

O voto em tsunami ou de cascata é uma história muito antiga e remonta as primeiras eleições realizadas no Brasil, durante todo o período republicano, tendo como exemplos mais recentes as seguintes eleições:

JÂNIO da Silva QUADROS – tendo como símbolo a VASSOURA e o jingle: “varre, varre, varre, varre, varre, varre/varre vassourinha/varre, varre a bandalheira/ que o povo já está cansado/de sofrer dessa maneira/Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado”. 

“O homem da vassoura vem aí”. O resultado todos conhecemos: com uma votação devastadora, daquelas de humilhar o adversário, e com sete meses à frente da presidência da República anunciou a sua renúncia — sendo interpretado por muitos como um gesto transloucado e de verdadeira insensatez e o anúncio soou com a justificativa de um elemento sobrenatural, ficando conhecido “como as forças ocultas” que  até hoje não foram explicadas.

Jânio Quadros foi substituído por seu vice-presidente, eleito em outra chapa, (quando a eleição se votava no presidente e no vice-presidente, e o candidato Jânio Quadros não conseguiu eleger o seu vice), sendo eleito o vice-presidente JOÃO Belquior Marques GOULART que assumiu  o poder e em seguida fora deposto pelo golpe militar de 31 de março, quando fora instalado o Regime Militar.

 FERNANDO Affonso COLLOR de Mello — tendo como slogan “O CAÇADOR DE MARAJÁS” quando pregava e prometia acabar com os super-salários dos Marajás, nos três Poderes da República.  Com uma performance de um jovem de classe A, bem criado, preparado e com um discurso eloquente e apoiado pela mídia eletrônica, em especial pelo Rede Globo de Rádio e de Televisão, Fernando Collor chegou ao segundo turno e ganhou as eleições do candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, entre denúncias e armações e etc. & tal. O final desta história nós todos acompanhamos. Após dois anos de mandato, todos assistimos ao desfecho macabro para a história do Brasil: após dois anos de mandato o presidente da República do Brasil foi deposto do cargo através de um processo de Impeachment, sob a acusação de corrupção ativa e passiva, sendo sucedido pelo seu vice-presidente eleito, Itamar Franco que completou o mandato.

DILMA Vana ROUSSEFF —  tendo como consequência da política assistencialista e paternalista adotada pelo governo do Partido dos Trabalhadores, durante dois mandatos do ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, o povo entendeu que a política adotada pelo partido dos vermelhos deveria continuar quando aos olhos do eleitor “dar um peixe a um homem seria melhor do que ensinar-lhe a pesca”.

Veja onde o Brasil chegou: com uma política assistencialista sem planejamento, o país diminuiu o ritmo de produção, o PIB chegou a se tornar negativo, a inflação tomou proporções alarmantes, o desemprego colocou as massas em pés-de-guerra, com mais de 13 milhões de desempregados, tudo isto levou o Brasil a maior crise econômica dos últimos tempos. A gestão adotado pelo Partido dos Trabalhadores, ao seguir ideologias bolivarianas, alinhadas aos governos comunistas de Cuba, dos irmãos Fidel e Antônio Castro; da Venezuela, implementadas por Hugo Chávez e seguida, agora, por seu sucessor Nicolás Maduro e de tantos outros adeptos.

Visto nesta ótica do lucro fácil e rápido, sob a égide da corrupção, levaram o governo dos petistas a optar pela corrupção generalizada e endêmica, em todos os níveis da administração, como mecanismo para continuar no poder, “forever”, evidenciadas através dos Processos do MENSAÇÃO, com quarenta condenados e presos, (quando faltava apenas o Ali-BABÁ, sendo somente agora no dia 7 de abril), seguidos pelo PETROLÃO, incluindo a cúpula da empreiteiras, da classe política, com implicações em diversos níveis da pirâmide social, onde a certeza da impunidade induziu a indústria do lucro fácil e rápido e optaram pela corrupção.

O resultado deste descalabro e de desmando administrativo do governo do Partido dos Trabalhadores (PT) todos nós sabemos de cor e salteado: o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff e a posse de seu vice-presidente Michel Temer que acabara de sobreviver a dois processos de Impeachment sendo salvo pelo gongo através de duas votações sucessivas pelo Plenário da Câmara dos Deputados – sendo acusado por “Crime de Responsabilidade e “Obstrução à Investigação” e por  “Corrupção Ativa e Corrupção Passiva”.

Por isso e muito mais é que se pode ter uma semelhança entre o Brasil e o animal doméstico de nome perua:  o país imita sem querer à cantiga da perua - que em todos os tempos sempre fora uma só: “é de pior-pior, é de pior-pior, a cantiga da perua é uma só”.

            Tudo isto que estamos acabando de presenciar tem semelhança a um filme que já assistimos em outros períodos de carnavais: a preferência do eleitor para votar e reeleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, probabilidade ZERO, pois o ex-presidente Lula está cumprindo uma pena de 12 anos e um mês de prisão, nas dependências da Sede da Polícia Federal, na cidade de Curitiba, QG principal da Operação Laja-Jato sob a responsabilidade do Juiz Federal Sérgio Moro, no estado do Paraná.

            Quem será ou serão o(s) verdadeiro(s) herdeiro(s) dos votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

            No atual momento político o Partido do Trabalhadores (PT) não dispõe de um Plano B para substituir o líder petista e por mais que se esforcem os números não batem: 2 + 2 = 5. Assim fica mesmo muito difícil.

            Os votos não são do Lula, agora serão diluídos entre os demais candidatos. Uns receberão uma fatia mais acentuada, tendo como exemplo os Partidos que tem candidatos com ideologias de esquerda e que tenham afinidade com o Partido dos Trabalhadores, como Marina Silva (REDE), Ciro Gomes (PDT), e outros com pouca densidade eleitoral. Não serão evidenciadas nenhuma enxurrada de votos para A ou para B, proveniente do ex-presidente Lula.

            Se o ex-presidente Lula fosse, na verdade o candidato petista, hoje, acredita-se que a sucessão presidencial seria decidida já no primeiro turno – mas isto foi frustrado para os eleitores e aos ferrenhos defensores e seguidores do líder petista, com a definição da prisão em segunda instância, pelo STF, por 6 votos x 5, com o voto de Minerva da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia,  e com a consequente decretação da prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, após extinguir todos os Recursos de Declaração e outros pelo Juiz Federal Sérgio Moro.

            O eleitores do Brasil temos que tomar toda precaução necessária para que erros anteriores sirvam de lição e para que não incorramos nos mesmos erros do passado.

            Na hora H de sufragar o seu voto na Urna Eletrônica não se comporte como a ÁGUA DE ENXURRADA: vote com consciência, não venda o seu voto, procure saber a história do candidato, conheça bem a sua performance política e não vá no Conto do Paco. ‘Cachorro que muito late, não costuma morde’. O seu voto pode decidir o destino de toda a população.

            Antônio De Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais e veículos de comunicação:


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