quarta-feira, 17 de abril de 2019

CACHOEIRA DE SANTO ANTÔNIO: NO SALTO, DESESPERO E MILAGRE.


Cachoeira de Santo Antônio.

RESGATE HISTÓRICO

           Será que tem algum terráqueo que não tenha medo da morte?

               Você já viu alguém falar que já esteve entre a vida e a morte?

                Nesta série de relatos que estamos mostrando para nossos amigos leitores que nos leem assiduamente a ESPINHA NA GARGANTA, estamos apresentando nesta oportunidade este fato pitoresco e um tanto quanto bizarro, no formato de RESGATE HISTÓRICO, com o seguinte teor:


DESTINO DA VIAGEM

             Manhã  de inverno amazônico, céu de brigadeiro, com poucas nuvens, com prenúncio de um sol forte, em pouco tempo, 2 de setembro, ano de 1980, saída da cidade de Porto Velho, 8h:30 min para o Museu da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, E.F.M.M —, local de embarque, com destino à área encachoeirada entre a Cachoeira de Santo Antônio e Cachoeira do Teotônio, onde foram construídas as obras da UHE Santo Antônio Energia S.A, em atendimento à programação da então ASTER-RO, hoje EMATER-RO, para realização de uma Reunião de Pescadores, na comunidade pesqueira de Jatuarana, contígua à cachoeira do Teotônio, como parte do cronograma mensal de reuniões nas comunidade de Nova Vida, Santo Antônio, Trata Sério, Auxiliadora e Jatuarana, no total de duas reuniões por mês em cada comunidade artesanal assistidas pelo Programa de Extensão Pesqueira da ASTER-RO, em convênio  de cooperação técnica entre SUDEPE (extinta) e Governo de Rondônia.

MEIO DE TRANSPORTE

            Tendo como meio de transporte uma robusta Lancha de Fibra de Vidro, RONALDO BRAZ, com 4 bancos estofados e direção mecânica, acoplada com um motor de Popa 75, de Marca Johnson, a gasolina e óleo 2 tempos, tendo como piloto o Senhor MESQUITA DA SILVA, experiente e respeitado piloto de lancha da ASTER-RO, de etnia indígena, com a altura de 1,60 metro, colocado à disposição de nosso convênio por conhecer bem os perigos e as dificuldades em pilotar em áreas encachoeiradas, tendo como exemplo as águas do rio Madeira e seus riscos de morte.

MESTRE DAS ÁGUAS

            Desta vez o nosso Mestre das águas nos aprontou um susto, até então não vivenciado, se esqueceu em reabastecer o tanque de gasolina ou por excesso de experiência, deu um ‘golpe de vista’ acreditando ele que o reservatório de gasolina, conhecido como corote, teria combustível suficiente para reabastecer o tanque do motor, caso fosse necessário ou em caso de uma emergência.

COMUNIDADE JATUARANA

            Logo ao ultrapassar a cachoeira de Santo Antônio, após nossa ida, e navegar durante uns doze minutos em baixíssima velocidade para passar de tangente em outras comunidades pesqueiras para entregar “Convites de Reuniões” para outras reuniões em comunidades vizinhas da área encachoeirada como: Nova Vida, Santo Antônio, Trata Sério, na margem esquerda do rio Madeira e, depois, na comunidades Pesqueira de Auxiliadora — à margem direita do maior afluente do rio Amazonas, de sua margem direita,  e, depois, seguindo em direção a cachoeira do Teotônio, ao lado da comunidade de Jatuarana, o motor falhou e, em seguida, parou de funcionar e se constatara que o combustível havia sido consumido, se acabara,  e para nossa maior surpresa o vasilhame estaria vazio.

                                                 SUOR DE LÁGRIMAS

           O pânico foi total. Não houve lágrimas porque o susto que tivemos aqueceu nossos rostos e a água pronta para transformar gotas de lágrimas em suor e gotejaram pelos poros e haja aquela suadeira em todos os quadrantes dos corpos, com a contribuição do sol que começara a aquecer, esquentar e a clarear o palco daquele cenário que a natureza preparara, instintivamente, para que a natureza viva assistisse com nitidez e com os olhos bem arregalados de espanto e emoção os semblantes de dois navegantes errantes fracassados e com uma forte recarga de medo da morte, com excesso de experiência e ausência de combustível, insumo essencial para superar as aflições naqueles momentos de dificuldades.

PERDER AS ESTRIBEIRAS

            Aí nós vimos dois homens calmos perderem as estribeiras. Nesta hora, até o mais forte guerreiro treme na base, se transforma em ferrenho devoto de todos os santos possíveis e imagináveis, mesmo que seja um evangélico fervoroso e radial, foi naquele momento em que vimos a nossa lancha voltando através da correnteza nas águas revoltas e zangadas do rio Madeira e em termos a certeza que não teríamos mais do que dez minutos para que caíssemos no tombo da corredeira:  passamos a ter convicção de que até para salvarmos nossas almas teríamos que ter tempo para rezar e pedir perdão a Deus — e a todas as demais divindades possíveis — ao menos dos mais recentes pecados praticados.
MOMENTO ÍMPAR

           Momento crucial e ímpar em toda a minha existência e de atuação profissional, em água, em terra e no ar, por onde tivemos que andar e trabalhar.

PERDER PARA O PÂNICO

        Foi nesta hora que vi pela primeira vez a  aflição perder para o pânico; a sensação do adeus perder para o medo da morte e passar a sentir uma sensação de um misto de desespero, pânico e em ver a cara da morte.
         O que teríamos o que fazer nesta hora? Após tanta vivência nesta área, com tantas dificuldades para se assistir tantas famílias carentes e lembrei-me de uma passagem da Bíblia sagrada, segundo Eclesiastes 3: 1-3 que fala:

TEMPO PARA TUDO:

3Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo de céu:

2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3 Tempo de amar, e tempo de curar:
    Tempo de derribar, e tempo de edificar ..
.
           Nós nascemos, crescemos e aprendemos que a única certeza que nós temos é que todos nós temos o nosso dia, a nossa hora certa, e ninguém sabe o lugar. Passou de tudo por minha cabeça: eu com o meu primeiro filho recém-nascido, com apenas 4 dias de nascido, RODRIGO TASSO, havia nascido no dia 29 de agosto último, e nestas horas o pensamento primeiro é para o filho, e, depois, vem o resto. Depois, em pensei em gritar por um socorro, nas águas encrespadas e profundas do rio Madeira. Como única alternativa e em desespero, comecei a gritar: Socorro!!! Socorro!! Urgente!!! Vamos cair no tombo!!!. Nestas alturas do desespero, o nosso piloto experiente com toda a sua competência nos olhava, passivamente, e eu pensei bem rápido, imaginei que ele estivesse fazendo alguma oração e falei com os meus botões: 
-

- Oh! mestre piloto!!! se estás a rezar ou orar, nos inclua também em suas preces e peças a Deus perdão pelos seus e pelos nossos pecados. Nesta hora, todos procuram agir com rapidez e humildade e decidi, num piscar de olhos, mais uma vez pedir para que ele nos incluísse em suas súplicas, ao utilizar a sua fé.
De súbito, fomos surpreendidos por um forte gritou, com muita veemência, bravura e intensidade, partindo do próprio piloto, ao meu lado, exigindo que eu gritasse ainda mais alto.
Enquanto o piloto bradava em alto e bom som exigindo que eu gritasse, eu continuava me esgoelando, de braços soltos, ainda mais alto, pedindo socorro de algum filho de Deus que por obra divina estivesse nos ouvindo ou que estivesse em áreas adjacentes, como forma de nos livrarmos do tombo do salto da cachoeira de Santo Antônio, como única forma de sobrevivência.
Vamos gritar em dupla voz. Gritamos ainda mais alto. Bradamos no último volume como últimas esperanças.  
   

OBRA E MILAGRE DE DEUS

            Por obra e milagre de Deus, sopro do Divino Espírito Santo, surge de súbito uma lancha com dois pescadores que nos jogaram uma pesada corda e nos arrastaram para fora das corredeiras e nos abasteceram com combustível e doaram água gelada, sombra e repouso que nos deram um sopro de vida para podermos estar contando esta pequena história, que tivera tudo para ter um fatídico final, porém, com as graças de Deus, tivemos um final feliz.

Como seria o tombo na cachoeira do Santo Antônio.


Entre a aflição e o desespero, percebeu-se que não teríamos mais do que 5 minutos para nos livrarmos do tombo da cachoeira do Santo Antônio, com um histórico de centenas de mortes de ex-apenados que cumpriam penas, e que tentavam fuga para se livrar do Presídio de Santo Antônio ou de ousados e afoitos que se aventuraram a passar naquelas corredeiras — nesta Ilha de Santo Antônio — que fora por um longo tempo, desde o ex-Território Federal do Guaporé, ex-Território Federal de Rondônia e, depois, Estado de Rondônia —  como Cadeia Pública de Porto Velho e sem acesso ou a passagem de pequenas e médias voadores ou lanchas conduzidas com motor Rabeta ou com motor de popa qualquer, com baixa potência.

           Na próxima edição, continuaremos esta série de RESGATE HISTÓRICO.
           Tenham todos uma feliz Páscoa. 

            Na próxima edição, continuaremos. Tenham todos um feliz Páscoa.

Antônio de Almeida Sobrinho tem Graduação em Engenharia de Pesca, UFC, com Pós-Graduação (Lato sensu) em Tecnologia do Pescado FAO/UFRPE; Pós-Graduação (Lato sensu) em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira – UNIR/CREA-RO; Pós-Graduação (Lato sensu) em Metodologia do Ensino Superior – UCAM/PROMINAS; Pós-Graduação (Stricto sensu), em nível de Mestrado, em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente – UNIR e escreve periodicamente nos seguintes Portais de Notícias:          
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domingo, 14 de abril de 2019

PISCICULTURA EM RONDÔNIA: COMO TUDO COMEÇOU.

Detectores de água: caçadores de água na região Amazônica.
RESGATE HISTÓRICO:
Primeiro dia da Primavera de 1978, mês de setembro, dia 22, sexta-feira, então Território Federal de Rondônia,  manhã sem sol, com muitos sonhos e olhos no firmamento — de dois jovens, ainda  quase adolescentes, recém Graduados em Engenharia de Pesca, através da Universidade Federal do Ceará – UFC, com os nomes de Antônio de ALMEIDA Sobrinho e Francisco DERMEVAL Pedrosa Martins, contratados pelo Governo do Território Federal de Rondônia e colocados à disposição da então ASTER-RO, hoje EMATER-RO, com o objetivo de atuar junto ao setor pesqueiro – na pesca artesanal e dar início aos primeiros trabalhos de piscicultura nesta região, no início de sua colonização por todos que aqui chegaram, hoje, conhecidos como os destemidos pioneiros e desbravadores.
No trecho entre a Sede do Escritório da ASTER-RO à vila de pescadores da então Cachoeira do Teotônio, hoje coberta pelas água do rio Madeira, com a obra da hidrelétrica da UHE Santo Antônio, gastou-se em torno de 55 minutos e, depois, voltou-se uns 10 minutos, no sentido oblíquo, a fim de localizar uma área do Governo do Estado, hoje situada a montante da UHE Santo Antônio, impactada com as obras hidrelétricas construídas no rio Madeira.
Sem nenhuma experiência profissional em realizar pesquisas em áreas de floresta na bacia amazônica e desprovidos de equipamentos eletrônicos ou de uma simples bússula, os dois neófitos desbravadores tinham na mente um único objetivo que os impulsionavam: os seus corações a baterem ao mesmo tempo, com as mesmas intensidades, sem acanhamentos e sem preocupações em quebrarem o silêncio  que reinava naquela floresta silenciosa e fechada de mata virgem, ‘nunca antes desbravada’ por madeireiros, por desvradores ou mesmo por caçadores, exceto por alguns silvícolas  de aldeias adjacentes ou por alguns transeuntes que perambulavam nesta região.
Com a preocupação fixa em encontrar água, de preferência um igarapé que oferecesse uma vazão suficiente para se pensar em se implantar a Estação de Piscicultura de Porto Velho, que sem dúvida se constituiria no polo irradiador e produtor de alevinos de espécies de peixes regionais, suficientes para atender as constantes e prementes demandas de alevinos para povoar uma infinidade de barragens construídas por produtores rurais e pecuaristas — que até então foram instaladas em Porto Velho, Guajará-Mirim e nos recém criados municípios de Ariquemes, Ji-Paraná e Cacoal e em diversos núcleos urbanos que mais tarde se transformaram em municipios, no então Território Federal de Rondônia e, posteriormente, no atual estado de Rondônia e em seus Distritos e povoados.
Um misto de aflição e de preocupação, com a certeza em se buscar alternativas no tocante à água farta e solo de boa qualidade, em uma área com características ideais para se implantar a Estação de Piscicultura do Território Federal de Rondônia, nos esquecemos que teríamos que retornar ao ponto de partida, encontrar a viatura que nos esperava no início da única picada de acesso ao eixo central da propriedade e, ao mesmo tempo, com um blecaute geral na memória, em forma de esquecimento duplo e quando se buscou a saída não mais existia a luz solar, um vermelhão de claridade descansava no extremo do horizonte anunciando o início da noite que se aproximava e nos distanciava ainda mais de nosso retorno à empresa e aos nossos lares.
Após sucessivas caminhadas, de idas e voltas, andando como baratas tontas, sem alimento, sem água e sem o norte magnético a situação se tornou insustentável, até que um raio de luz de um motoqueiro com o motor barulhento que por impulso divino nos sinalizou e através da audição e da visão tomamos o rumo correto e se conseguiu encontrar a viatura que nos proporcionou, nos desencantou e viabilizou o nosso regresso ao ponto de partida e a volta a Porto Velho.
Estas experiências — sofridas, temerosas e exitosas —, ainda não havíam sido contadas para ninguém e poucos, até então, sabiam que para se iniciar os primeiros trabalhos da piscicultura no estado de Rondônia muita água teria que rolar por debaixo dessa ponte que decidiram chamar de Piscicultura do Estado de Rondônia.
Com muito esforço e muito sacrifício, após assumirmos a Coordenação da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca no Estado de Rondônia – SUDEPE, durante a administração do Governador Jerônimo Garcia de Santana, tivemos a felicidade em viabilizarmos a elaboração do Projeto Técnico-Econômico e, posteriormente, realizar a construção da Estação de Piscicultura de Porto Velho, nesta mesma área mencionada em nosso Resgate Histórico, de acordo com a imagem abaixo.
Estação de Piscicultura de Porto Velho.

. Esta Estação de Piscicultura de Porto construída foi na verdade a principal responsável  direta pela implantação e desenvolvimento da piscicultura no estado de Rondônia que hoje se constitui como uma atividade primária que produz alimento, com geração de emprego e renda, inclusão social e segurança alimentar e incremento no PIB de Rondônia, com destaque no ranking nacional como o maior produtor de tambaqui e de pirarucu do Planeta e em terceiro lugar no ranking nacional, com 72.800 ton.,na safra do biênio 2017/2018, de acordo com o Anuário BR de Produção de Pescado/Piscicultura de 2019.
INVESTIGAÇÃO GRAVE:
Sugerimos que o Governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, através da SEAGRI-RO, institua uma comissão para se investigação rigorosamente o paradeiro desta Estação de Piscicultura que foi construída com recursos federais, um convênio entre Ministério da Agricultura e Governo de Rondônia, através da Secretaria de Estado da Agricultura – SEAGRI-RO e, depois, cobrar uma indenização da Empresa Santo Antônio Energia S.A, compatível com os danos patrimoniais, como infraestrutura — viveiros, Laboratórios, equipamentos diversos, máquinas e insumos — causados à Estação de Piscicultura de Porto Velho, hoje impactada com as obras da UHE Santo Antônio, e/ou, ao mesmo tempo, se investigar se alguém se tornou beneficiário desta indenização milionária que porventura tenha ocorrido.
Na próxima edição, continuaremos. Tenham todos um feliz final de semana.
Antônio de Almeida Sobrinho tem Graduação em Engenharia de Pesca, UFC, com Pós-Graduação (Lato sensu) em Tecnologia do Pescado FAO/UFRPE; Pós-Graduação (Lato sensu) em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira – UNIR/CREA-RO; Pós-Graduação (Lato sensu) em Metodologia do Ensino Superior – UCAM/PROMINAS; Pós-Graduação (Stricto sensu), em nível de Mestrado, em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente – UNIR e escreve periodicamente nos seguintes Portais de Notícias:   
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sábado, 30 de março de 2019

MINI-FAZENDA E CRIAÇÃO DE PEIXES: LUCRO E SATISFAÇÃO APROVEITE!


Se você, prezado leitor, tem uma pequena ou média propriedade rural e esta não está lhe dando lucro — só tem dado despesas, até agora —, a partir desta leitura você começa a ver piscar uma  luz verde no final do túnel, que poderá muito bem se transformar na solução do  problema e o início de uma nova fase, com ganhos financeiros e melhorias sociais para sua família.
Estamos atuando na Região Amazônica desde os primórdios da colonização e da construção das primeiras barragens e viveiros escavados construídos nas propriedade rurais para abastecer água para o rebanho bovino e, depois, para criar peixes, sendo, portanto, 41 anos de dedicação profissional, desde a implementação do primeiro viveiro da piscicultura aos dias atuais, graças ao meu bom Deus.
Todos nós conhecemos muito bem que existem os bons profissionais e aqueles  que querem o lucro fácil “aqueles que conhecemos muito bem” e que ao invés de contribuir com a piscicultura de Rondônia e oportunidades de lucro para o pequeno e médio produtor rural, têm se preocupado em aferir lucro próprio, em troca de falsas promessas e dando grandes prejuízos financeiros, decepções múltiplas e muitas dores de cabeça ao produtor rural. Vocês sabem de quem estamos falando?
Estamos nesta caminhada há 41 anos, desde a construção do primeiro viveiro de peixe no então Território Federal de Rondônia, na condição de Engenheiro de Pesca, Extensionista Rural junto a então ASTER-RO, depois, EMATER-RO; na codição de Superintendente da SUDEPE (extinta); consultor do Governo de Rondônia/CNPq; Consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD/IBAMA; consultor da ELETRONORTE/Governo de Rondônia  aos dias atuais como consultor autônomo no estado de Rondônia e Região.
Neste sentido, temos a satisfação em falar sem falsa modéstia que a nossa contribuição tem sido relevante — quando se partiu de uma produção de pescado proveniente da piscicultura do momento ZEEEEEEEEEEEEERO a uma produção de pescado na ordem de 72.800 ton./2018, de acordo com o Anuário BR de Produção de Pescado/Piscicultura de 2019.
Com uma nova arrancada, estamos oferecendo aos pequenos e médios produtores rurais a oportunidade em transforma a sua propriedade rural — por menor que seja — que ainda não tem dado lucro para transformá-la numa Mini-Fazenda com Piscicultura, Lucrativa e Prazerosa.
Se você tem uma propriedade rural, simples, de porte pequena ou média, estamos dispostos a conversar e encontrarmos uma saída honrosa para transformar os problemas em receitas financeiras, como uma complementação da renda familiar, com geração de emprego e de lucro para toda a família.
     Se na sua propriedade tem uma coleção de água, dispõe de água de um manancial significativo — como rio, lago ou lagoa marginal — temos uma grande probabilidade de aproveitar estas coleções de águas improdutivas para criar peixes em tanques-rede.
                   Temos várias alternativas a te oferecer, dentre elas, se podem citar: Mini-Hotel Fazenda; Projeto de Criação de Peixes em Tanques-rede; Estação Experimental de Aquicultura; Unidade Experimental de Aquicultura; Pousa Ecológica, Pesque-e-Paque; Pesque-e-Solte, acoplados à piscicultura de subsistência ou até em escala comercial.

     Neste contexto, dependendo de sua disposição e das condições topográficas e planialtimétricas da propriedade, pode-se muito bem se elaborar um projeto Técnico-Econômico com recursos próprios, de forma modulada, aos poucos, ou se partir para submetê-lo ao Fundo Constitucional do Norte, FNO, através do Banco da Amazônia S.A, que dispõe de linhas de crédito, com juros subsidiados para estes fins.
Se você dispõe de LIMÃO + AÇÚCAR +  ÁGUA - Por que não fazer uma limonada?
Se você dispõe de TERRA + ÁGUA + TECNOLOGIA – Por que não iniciar uma pequena piscicultura?

.        Só depende de você.
         Não se esqueça: querer é poder.

Antônio de Almeida Sobrinho tem Graduação em Engenharia de Pesca, UFCE, com Pós-Graduação (Lato sensu) em Tecnologia do Pescado FAO/UFRPE; Pós-Graduação (Lato sensu) em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira – UNIR/CREA-RO; Pós-Graduação (Lato sensu) em Metodologia do Ensino Superior – UCAM/PROMINAS; Pós-Graduação (Stricto sensu), em nível de Mestrado, em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente – UNIR e escreve periodicamente nos seguintes Portais de Notícias:   
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terça-feira, 26 de março de 2019

PEIXES VOADORES: ALGOZES DO ENGENHEIRO DE PESCA



AAS: Por que a piscicultura de Rondônia parou de crescer, começou a cair nos últimos tempos e tende a sofrer um colapso abrupto nos próximos anos?

RESPOSTA:

Para se responder a esta pergunta temos que fazer uma série de questionamentos, no âmbito do campo técnico-científico e realizar um diagnóstico estatístico, com caráter  socioeconômico  para se entender  com precisão porque esta atividade cresceu em progressão aritmética, depois, em progressão geométrica, e, nos últimos anos, vem decrescendo abruptamente. Para esta pergunta, a resposta é óbvia e muito fácil em ser respondida, no formato de perguntas:

PERGUNTA 1: Por que o Governo de Rondônia não tem se preocupado nos últimos anos em estruturar a cadeia produtiva do pescado para que os produtores rurais que apostaram e investiram na piscicultura pudessem se libertar do julgo do atravessador e fossem estimulados a se tornar independentes e obtivessem lucros com a sua produção de pescado, de forma sustentável, lucrativa e estimulante?

RESPOSTA 1: Para se ter uma piscicultura forte e pujante no estado de Rondônia o Governo teria que prestar uma assistência técnica de qualidade ao setor aquícola e o seu braço direito responsável para realizar esta tarefa — assistência técnica e extensão pesqueira, aquícola e gerencial — esta  empresa pública se chama EMATER-RO, que  recentemente foi estatizada pelo Governo de Rondônia e tem dentre suas atribuições prestar esta modalidade de assistência técnica aos produtores rurais e piscicultores, em nível Estadual. Para que isto ocorresse de fato, a EMATER-RO teria que ser dotada de recursos humanos, financeiros e materiais — em número, montante e capacidade suficientes — para dar um choque de tecnologia, em nível Estadual e, assim, promover a difusão de tecnologia aquícola aos produtores rurais e aos piscicultores, em todas as fases da cadeia produtiva do pescado, em todos os 52 municípios produtores de pescado de Rondônia.

Para tanto, o Governo de Rondônia se quiser dar uma jogada de mestre não deve pensar duas vezes: realizar uma contratação emergencial para no mínimo 30 profissionais Engenheiros de Pesca para atender as necessidades da EMATER-RO em 30 municípios, dos 52 do Estado, todos com carência de mão-de-obra qualificada em piscicultura, em quantidade e qualidade.  

RESPOSTA 2: A Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR vem mantendo um Curso de Graduação em Engenharia de Pesca, através do Campus de Presidente Médici – RO, que tem graduado, até então, em torno de 70 (setenta) profissionais, em sua maioria filhos de produtores rurais e alunos de vários municípios do Estado e região, periodicamente, e estes alunos egressos deste Curso mencionado vêm encontrando dificuldades em atuarem em suas áreas de formação, por falta de iniciativa do Governo, em abrir concursos públicos, em detrimento do setor aquícola e muitos têm migrado para fazerem cursos voltados para a área de licenciatura e passando a atuarem na educação e  se submetendo a receber salários incompatíveis com seus níveis de qualificação;

RESPOSTA 3: A Associação dos Engenheiros de Pesca de Rondônia – AEP-RO, filiado à Federação das Associações dos Engenheiros de Pesca do Brasil – FAEP-BR, entidade de classe, sem fins lucrativos, que congrega os profissionais Graduados em Engenharia de Pesca no Brasil, terá que se posicionar e fazer gestão para conquistar assento junto à Câmara Especializada de Agronomia, junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Rondônia – CREA-RO, como forma de defender os interesses da categoria do profissional Engenheiro de Pesca, lutar por conquistas e evitar injustiças e invasões de profissionais que hoje vem atuando de forma  ilegal, se caracterizando como exercício ilegal da profissão, em detrimento daqueles que estudaram, se graduaram, se especializaram e hoje enfrentam dificuldades com o mercado de trabalho;

RESPOSTA 4: Na recente reunião da Câmara Especializada de Agronomia do CREA-RO, ocorrida no último dia 15 de março, na sede do CREA-RO, EU me auto convidei e participei — para fazer uma reivindicação de ordem técnica — e aproveitei a oportunidade e falei: - de todos os órgão municipais, estaduais e federais que atuam no estado de Rondônia a SEAGRI, tendo como secretário de Estado Evandro Padovani, sendo a única exceção em ter um setor que trabalha com piscicultura que hoje está sendo ocupado por um profissional com formação específica em Engenharia de Pesca, sendo, portanto, obviamente, em todas as demais entidades e órgãos ocupados por leigos, sem conhecimento técnico, alguns são reconhecidamente abnegados, porém, sem nenhuma formação técnica para tal, muitos indicados politicamente, em detrimento da piscicultura e sendo por isto, provavelmente, e muito mais o principal motivo por que a piscicultura vem deixando de ser exercida por um significativo número de piscicultores que se decepcionaram com a não seriedade da gestão por parte do Governo (poder público) para com esta atividade primária;

RESPOSTA 5: Que tal se um profissional com graduação em Engenharia de Pesca fosse realizar e assinar a ART – Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao CREA, de qualquer Estado da Federação, em um Projeto ou em um Laudo de Manejo Florestal o que poderia ocorrer com este mencionado profissional? Este Engenheiro, no mínimo, seria enquadrado como Exercício Ilegal de Profissão, Lei 5.194/66, podendo ser processado e responder judicialmente, pessoa física ou jurídica, de acordo com a legislação vigente.

Por que outros profissionais da Engenharia, Zootecnia, Veterinária, Biologia, Psicologia, Oceanologia, Oceanografia, profissionais de outras áreas e técnicos de áreas afins que vêm atuando, indistintamente, em Rondônia e ocupando os espaços dos profissionais Engenheiros de Pesca, na elaborando Projetos diversos, PCA, RCA, PRAD, EIA/RIMA e prestando Consultorias e Assistência Técnicas em piscicultura, em detrimento da qualidade dos serviços prestados e do profissional em Engenharia de Pesca?

COMO EQUACIONAR ESTES PROBLEMAS?

·      Que a Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado de Rondônia – AEP-RO deva, a partir de agora, passar a ter uma atuação com determinação e buscar junto ao Governo de Rondônia uma posição firme, com objetivos claros e definidos, para que o Executivo Estadual não permita em sua estrutura organizacional o exercício ilegal da profissão, de competência do Engenheiro de Pesca, espaços estes ocupados por um contingente de pessoas que não são qualificados para tal função, que não se graduaram, não se especializaram e, hoje, vem exercendo ilegalmente estes espaços e dando as cartas no setor aquícola e, com certeza estão sendo responsabilizados pelo declínio visível e abrupto da produção de pescado do estado de Rondônia.

Dentre os orgulhos do rondoniense, se poderia estufar o peito e falar em alta e viva voz que:

·   O estado de Rondônia ocupa o topo do ranking nacional como o maior produtor de pescado nativo do Brasil;

·   O estado de Rondônia é o maior produtor de pirarucu (Arapaima gigas, SHINZ, 1822) e tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1822) do planeta;

·    O estado de Rondônia tem — através da Universidade Federal de Rondônia – UNIR — o Curso de Engenharia de Pesca, no município de Presidente Médici,  que vem graduando profissionais em Engenharia de Pesca, com um total superior a 70 profissionais, número este suficiente para minimizar as demandas insatisfeitas de tecnologia em diversas áreas dos setores pesqueiro, aquícola e gerencial e, assim, atender as necessidades imediatas destes importantes setores produtivos de Rondônia.

Por outro lado, este otimismo se contrasta como tristes realidades:

·         O estado de Rondônia não dispõe de uma cadeia produtiva estruturada e se ressente de Infraestrutura para beneficiamento, conservação e estocagem do pescado;

·         Parte da produção pesqueira é comercializada “in natura” e beneficiada em outros centros consumidores, gerando emprego e renda fora de Rondônia e oferta  ndo de mão beijada a maior fatia do lucro do pescado para outros Estados da Federação;

·             A produção de pescado de Rondônia passou de 77.000 ton/pescado, em 2017, para 72.800, em 2018, de acordo com o Anuário Peixe BR da Piscicultura 2019, sendo isto considerado como um sinalizador de declínio da atividade aquícola e, ao mesmo tempo, como um forte indicador do desestímulo por parte dos piscicultores que enfrentam a maior crise da piscicultura desde sua implementação, desenvolvimento e apogeu;

·         O profissional Engenheiro de Pesca vem amargando com o descaso do poder público, no que tange à restrição ao mercado de trabalho — quando se constata que a maioria deste profissionais egressos da Engenharia de Pesca está se contentando com alguns contratos por parte da iniciativa privada, enquanto outros estão migrando para o magistério — fazendo cursos de Pós-Graduação em Docência e/ou fazendo Cursos de Formação Pedagógica para Graduados não Licenciados para, depois, se submeterem a salários irrisórios, na condição de contratados emergenciais do Estado, como professores do ensino fundamental e médio;

·            O profissional Engenheiro de Pesca vem sofrendo na pele com a concorrência desleal  por parte de dezenas de “peixes voadores” e até de “abelhas africana” que se camuflam de abelhas jandaíra, que prometem produzir o melhor mel e os resultados todos nós conhecemos muito bem e que trazem muito mal para o estado de Rondônia e para toda a sociedade.

Para tanto, o Governo de Rondônia não poderia pensar duas vezes e publicar, de imediato, um Edital para contratação de no mínimo 30 profissionais com Graduação em Engenharia de Pesca — semelhante ao que fez o ex-Governador Confúcio Moura quando contratou dezenas de profissionais recém-Graduados em Medicina Veterinária, em caráter emergencial, para equacionar as necessidades imediatas da Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril do Estado de Rondônia – IDARON — e, assim, a fim de atender parte dos Escritórios da EMATER-RO que se ressentem de mão-de-obra qualificada para prestar os serviços de ATER – Assistência Técnica e Extensão Pesqueira aos produtores rurais e dezenas de centenas de piscicultores espalhados nos quatro cantos do estado de Rondônia, carentes de assistência técnica.
PENSAMENTO DO DIA

O profissional Engenheiro de Pesca gerou o embrião da piscicultura durante  o então Território Federal de Rondônia e em pleno apogeu do estado de Rondônia viu o seu fruto nascer, crescer e desenvolver e, agora, em plena consolidação vem brigando pela guarda de seu legítimo filho. (A.A.S).

Antônio de Almeida Sobrinho tem Graduação em Engenharia de Pesca, UFCE, com Pós-Graduação (Lato sensu) em Tecnologia do Pescado FAO/UFRPE; Pós-Graduação (Lato sensu) em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira – UNIR/CREA-RO; Pós-Graduação (Lato sensu) em Metodologia do Ensino Superior – UCAM/PROMINAS; Pós-Graduação (Stricto sensu), em nível de Mestrado, em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente – UNIR e escreve periodicamente nos seguintes Portais de Notícias:  
         
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