sexta-feira, 14 de julho de 2017

FÁBULA TUPINIQUIM: O GRILO CANTADOR



Certa noite poupei a vida de um pequeno grilo cantador - daquele que quando começa a cantoria não quer mais parar.


Pensei em tirar-lhe a vida - e no pensar ambiental - tive uma perfeita 'noite de terror', daquela que o compositor gostaria de ter vivido e com bom motivo para compor.

Antes, apareceu em silêncio, 'e com a cara de sonso, se livrou da morte.'

Depois, 'no silêncio da noite', cantou a noite toda, não respirou, não comeu e nem bebeu, usou todos os seus instrumentos e me proibiu de dormir, a noite inteira.
Quando tentei parar com aquela cantoria ele se escondeu, se encantou a tal ponto que até me arrependi em não lhe ter tirado cedo, a vida.

MORAL DA HISTÓRIA:
Quem poupa a vida, cedo de um grilo, não sabe o estrago que um grilo faz mais tarde na sua vida.
GRILO DOMÉSTICO: GRYLLINAE

O GRILO é tido como o símbolo da sorte, sendo, portanto, salutar recebê-lo em casa, que dar muita sorte.

Os chineses costumam manter os grilos como animais de estimação, em gaiolas, como amuletos, e acreditam que eles trazem sorte para o lar.

Como o grilo canta no outono e morre no inverno, a poesia o adotou como símbolo da solidão e da tristeza e definiu que o destino do ser humano segue seus passos, de acordo com sua semelhança.

Sempre que um grilo surgir em sua casa não o sacrifique, mesmo sabendo que terás a noite toda para ouvir a sua cantoria, em uma nota só, se assemelhando à Bossa Nova do João Gilberto.

Tenham todos um bom final de semana.

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:




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