segunda-feira, 11 de julho de 2016

A DILMA PODE VOLTAR? NEM QUE A VACA TUSSA!!!


O Ciclo de Debates que a presidente afastada Dilma Rousseff e seus aliados vêm realizando, em nível nacional, apoiados por alguns movimentos e entidades sindicais e partidárias, quando insinuam para uma mudança radical na decisão de determinados Senadores — além dos 22 votos — tidos como certos que votaram contra a admissibilidade do Processo de Impeachment que afastou por 180 dias, a então presidente Dilma Rousseff da Presidência da República, e alegam que para Dilma reassumir a titularidade do cargo é preciso apenas mudar os votos de apenas três senadores.

A presidente afastada tem chances reais em reassumir a Presidência da República? Numericamente, SIM. Politicamente, NÃO.

RESPOSTA POLÍTICA: NEM QUE A VACA TUSSA!!


·         Com um Processo de Impeachment instaurado e aceito no Congresso Nacional, quando os denunciantes Hélio Pereira Bicudo, Jurista; Janaína Conceição Paschoal, Jurista e Professora, e, posteriormente, Miguel Reale Júnior, Jurista e Professor que de acordo com a íntegra da denúncia formalizada com o seguinte teor: ... [ ... primeiramente, cumpre consignar que conforme determina a Constituição   Federal e a Lei 1.079/50, todos os requisitos formais e materiais para o início do processo de impeachment foram cumpridos: os fatos foram narrados; a capitulação jurídica foi conferida; as firmas foram reconhecidas em Cartório, por autenticidade; as certidões de quitação foram anexadas; as testemunhas foram indicadas e farta documentação foi apresentada, com destaque para termo de delação premiada, acórdão do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª. Região e do Egrégio Supremo Tribunal Federal, bem como notícias jornalísticas de diversas fontes].
     A fartura e sequências de mentiras veiculadas na mídia falada, escrita e televisada, atribuídas e creditadas a então candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, durante o período de campanha política de reeleição em 2014, por si só credenciam os senadores que compõem a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal - CCJ - os votos necessários para que o Relatório do Processo de Impeachment seja aprovado pela segunda vez, por maioria simples (50% + 1) dos senadores nesta CCJ e, posteriormente, no Plenário do Senado Federal seja votado e aprovado com 2/3 (54) dos votos, ao considerar os 81 senadores, com prováveis abstenções.
A baixa credibilidade da presidente afastada Dilma Rousseff, adicionada à constatação da incapacidade administrativa e gerencial de governança dos destinos do Brasil, com uma recessão sem precedentes na história recente do país, implicando diretamente na queda do PIB, desemprego em torno de 15%, inflação incontrolável, insatisfação população generalizada, aumento de assaltos, furtos, crimes e assassinatos brutais e hediondos, o povo nas ruas, agravado a situação com uma corrupção generalizada e sem controle, em todos os níveis da pirâmide social, tendo como epicentro as hostes governamentais do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) e se espalhando em forma de metástase cancerígena aos demais partidos da então base de sustentação do governo do Partido dos Trabalhadores.

O histórico político da maioria dos membros do Partido dos Trabalhadores (PT), envolvidos direta e indiretamente em Operações deflagradas pelo Ministério Público (MP) e Polícia Federal (PF), em especial para as Operações do MENSALÃO e do PETROLÃO, passando nas mais diversas Operações atuais da LAVA JATO, todas por corrupção ativa e passiva, acenam para que os Senadores da República não pensem duas vezes e não comprometam suas próximas eleições e/ou reeleições em votarem recomendando a volta da presidente afastada Dilma Rousseff.

·        As insistentes defesas e negativas de ocorrências da Pedaladas Fiscais, dentro e fora do país, configuraram em Crime de Responsabilidade e em de Crime de Lesa Pátria quando a própria presidente afastada fala em alto e bom som, e inclusive em entrevistas para Agências de Notícias Internacionais de que fora vítima de um Golpe Político, denegrindo as instituições e os poderes constituídos da República Federativa do Brasil.  

·       As Pedaladas Fiscais foram identificadas como fraturas expostas na ótica dos editores fiscais do Tribunal de Contas da União (TCU), uma vez que “as operações de crédito firmadas com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não só não estavam autorizadas, como eram expressamente vedadas pelo artigo 36, “caput”, da Lei de Responsabilidade Fiscal, in verbis”: de acordo com dispositivos da Constituição Federal de 1988, no artigo 36: É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.

      A EXISTÊNCIA DAS PEDALADAS FISCAIS.
Para que se possa entender o que seja as Pedaladas Fiscais:
Quando o Tesouro Nacional repassa recursos financeiros para o Banco do Brasil; para Caixa Econômica Federal; para o BNDES; para os Bancos Privados e INSS estes agentes passam a ter um montante de recursos para financiar determinados Programas Sociais, de interesse do Governo e da população.

                                 O TESOURO NACIONAL 
                                  REPASSA RECURSOS PARA:
BANCO DO BRASIL CAIXA ECONÔMICA FEDERAL BNDES BANCOS PRIVADOS   INSS
FINANCIAM
PROGRAMAS E BENEFÍCIOS SOCIAIS

MINHA CASA               BOLSA               APOSENTADORIA                         SEGURO     
MINHA VIDA               FAMÍLIA                  PÚBLICA                                 SEGURIDADE           
                          
·                               Quando o Governo continua a utilizar estes recursos financeiros tendo em vista cumprir as metas fiscais e não deixar as contas públicas no vermelho, e, desta forma, este montante de recursos que fora usado para tapar o rombo orçamentário e aumentar o superávit fiscal, uma espécie de maquiagem contábil. Acrescido a este montante de recursos financeiros, são somados os juros e correções monetárias e como foram pagas com muito atraso, estas operações foram batizadas como Pedaladas Fiscais.

·                 A insatisfação popular, claramente manifestada nas ruas de todo o pais e no exterior, somada à comprovação da incapacidade administrativa da presidente afastada Dilma Rousseff, vem corroborando sobremaneira para que os Senadores — que nesta reta final se tornaram peças chaves e têm o poder de decidir se a presidente seja afastada, em definitivo, e passar a cumprir o silêncio e o abandono de um Rei posto e morto, ou se deva reassumir o mandato de presidente da República para tentar cumprir o resto do mandato, até 2018.
·                   O agravamento das Pedaladas Fiscais poderiam ter tomado outras dimensões se tivessem sido devidamente explorados pela mídia escrita, falada e televisada, de acordo com suas especificações, tais como:

a)     Pedaladas fiscais na construção da MINHA CASA, MINHA VIDA:
Em algumas unidades da federação, a exemplo de Rondônia, foram construídos Conjuntos Residenciais, com baixo padrão habitacional, alguns inacabados e abandonados e servindo de abrigo para usuários de droga e para encontros íntimos, enquanto o déficit habitacional no Brasil é crescente e gritante, com o surgimento de favelas, a cada dia, e as populações carentes passam a morar em condições de encostas, de riscos e sub-humanas e sem perspectivavas de soluções, a curtos e médios prazos. 

b)    Pedaladas Fiscais com recursos do BNDES para construção de FRIGORICOS DA CARNE para apoiar a pecuária de Rondônia e que hoje se encontram fechados, atendendo interesses de grupos cartelizados, motivos de uma CPI da Assembleia Legislativa de Rondônia – ALE-RO e entregues ao Ministério Publico para apreciação e possíveis punições dos responsáveis;
c)     O Brasil com um grave problema de infraestrutura em todos os estados da Federação e o Governo do PT, incluindo os Governos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da então presidente afastada Dilma Rousseff financiaram portos, estradas e ferrovias em diversos países, fazendo generosidades políticas aos países de ideologias bolivarianas, e outros, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desde 2006, o montante de recursos do Tesouro ao BNDES soltou de R$ 9,9 bilhões, 0,4 do PIB, para R$ 414 bilhões – 8,4% do PIB. Agora, me fale se estes políticos são amigos e aliados do povo brasileiro? Usaram e abusaram de formas irresponsáveis e criminosas as reservas do Tesouro Nacional. Agora, se a justiça for realmente feita todos eles têm que pagar pelos crimes que cometeram, conforme explicitados no final desta matéria. 

d)    As Pedaladas Fiscais, com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF), com o Programa BOLSA FAMÍLIA, contribuiu sobremaneira para alimentar centenas de milhares de famílias de irmãos brasileiros que vivem a baixo da linha da pobreza, mas, também, serviu para alimentar pessoas com emprego fixo, muitos deles militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e de partidos políticos da base aliada do então governo dos vermelhos, e na maioria dos casos utilizada como escambo e moeda de troca para obtenção de votos.

e)     As Pedaladas Fiscais, com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF), com o Programa Seguro-Desemprego, para um contingente de mais de 1 milhão de pescadores profissionais do Brasil, com quatro (4) salários mínimos por mês, quando se constatou que o número destes profissionais não chega a seiscentos mil (600.000), em detrimento dos aposentados que trabalharam 35 anos para gozar de tais privilégios.

De acordo com a Lei n° 13.134/2015, o pescador profissional para fazer jus ao Seguro-Defeso deve “exercer a atividade pesqueira de forma exclusiva e ininterrupta, exigindo tempo mínimo de um ano de registro do pescador artesanal, obtido nas unidades do Ministério da Pesca e Aquicultura (extinto)”.
Como se pode explicar judicialmente quando o município ou o Estado não tem produção pesqueira e existem mais de 10.000 (dez) pescadores recebendo o Seguro-Defeso?
           
OBRAS CONSTRUIDAS COM RECURSOS DO TESOURO
NACIONAL  -  BNDES

1.     Obras do Porto MARIEL – CUBA
Valor da Obra:  US$ 957 milhões de dólares.
Recursos do BNDES US$ 682 milhões de dólares;

2.     HIDRELÉTRICA DE SÃO FRANCISCO – EQUADOR
Valor da Obra: US$ 243 milhões de dólares.
Recursos do BNDES US$ 242 milhões de dólares;
Empresa responsável: ODEBRECHT;

3.     HIDRELÉTRICA MANDURIACU – EQUADOR
Valor da OBRA: US$ 124,8 milhões de dólares
Recursos do BNDES: US$ 90 milhões de dólares;

4.     HIDRELÉTRICA DE CHACLLA – PERU
Valor da OBRA: US$ 1,2 bilhões de dólares
Recursos do BNDES: 320 milhões de dólares;

5.     METRÔ CIDADE DO PANAMÁ – PANAMÁ
Valor da OBRA: US$ 1  bilhão de dólares
Empresa responsável: ODEBRECHT;

6.     AUTOPISTA MADDEN-COLÓN - PANAMÁ
Valor da OBRA: US$ 152,8 milhões de dólares
Empresa responsável: ODEBRECHT;

7.     AQUEDUTO DE CHACO - ARGENTINA
Valor da OBRA: US$ 180 milhões de dólares
Empresa responsável: OAS;

8.     SOTERRAMENTO DO FERROCARIL SARMIENTO – ARGENTINA
Valor da OBRA: US$ 1,5 bilhão de dólares
Empresa responsável: ODEBRECHT;

9.     LINHA 3 E 4 DO METRÔ DE CACARAS – VENEZUELA
Valor da OBRA: US$ 725 milhões de dólares.

10.  SEGUNDA PONTE SOBRE O RIO ORINOCO - VENUZUELA
Valor da OBRA: US$ 1,2 milhão de dólares
Empresa responsável: ODEBRECHT;

11.  BARRAGEM DE MOAMBA MAJOR - MOÇAMBIQUE
Valor da OBRA: US$ 460 milhões de dólares
Recursos do BNDES US$ 350 milhões de dólares;

Empresa responsável: Andrade Gutierrez;
12.  AEROPORTO DE NACALA – MOÇAMBIQUE
Valor da OBRA: US$ 200 milhões de dólares
Recursos do BNDES US$ 125 milhões de dólares;

Empresa responsável: ODEBRECHT;
13.  BRT DA CAPITAL MAPUTO – MOÇAMBIQUE
Valor da OBRA: US$ 220 milhões de dólares
Recursos do BNDES US$ 180 milhões de dólares;
Empresa responsável: ODEBRECHT;

14.  HIDRELETRICA DE TUMARIN - NICARAGUA
Valor da OBRA: US$ 1,1 BILÃO  de dólares
Recursos do BNDES US$ 343 milhões de dólares;
Empresa responsável: Queiroz Galvão;

15.  PROJETO HACIA EL NORTE  RURRENABAQUE – L CHORRO - BOLÍVIA
Valor da OBRA: US$ 199 milhões de dólares
Recursos do BNDES US$ 199 milhões de dólares;
Empresa responsável: Queiroz Galvão;

16.  EXPORTAÇÃO DE 127 ÔNIBUS - COLÔMBIA
Valor : US$ 26,8 milhões de dólares
Empresa responsável: San Marino;

17.  EXPORTAÇÃO DE 20 AVIÕES  - ARGENTINA
Valor : US$ 595 milhões de dólares
Empresa responsável: EMBRAER;

18.  ABASTECIMENTO DE ÁGUA DE LIMA - PERU
Valor não informado
Empresa responsável: Andrade Gutierrez;

19.  RENOVAÇÃO DA REDE DE GASODUTO DE MONTEVIDEO - URUGUAI
Valor não informado
Empresa responsável: OAS;

20.  VIA EXPRESSA LUANDA - KIFANGORDO
Valor não informado
Empresa responsável: Queiroz Galvão
Para quem não entendia o significado de pedaladas, pode-se explicar:

  PEDALADAS DA DILMA SÃO FALSAS
De não mais confiar nas afirmativas da presidente afastada Dilma Rousseff, um investigador obstinado decidiu pesquisar o mistério da velocidade da bicicleta utilizada por ela, pois na sua experiência como esportista, algo estava errado.

Após um longo período de investigação, através de fotos e filmagens e, posterior análise da performance da bicicleta utilizada por a presidente afastada, em suas costumeiras pedaladas matinais, o detetive descobriu que a bicicleta da Dilma Rousseff não tem pedal e funciona com um motor a gasolina, e tem uma velocidade do tamanho de sua popularidade: não passa de 10.

MORAL DA HISTÓRIA:
As pedaladas da bicicleta da Dilma Rousseff é um GOLPE publicitário, são falsas e, portanto, é mais uma falácia, pra não chamar de mentira, com muito respeito.

Façam todos,  agora, bem rápido, suas apostas!
Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:
e no Blog ESPINHA NA GARGANTA.



quinta-feira, 7 de julho de 2016

RESGATE HISTÓRICO: COMERAM OS CAPOTES

COMERAM OS CAPOTES


Foto 01: Mini-indústria de beneficiamento de pescado da
                   Resex do Lago do Cuniã, sem os devidos ‘capotes’.
Aconteceu uma vez no ano de 1999, época em que houve uma espécie de revolução na valorização das populações tradicionais no Brasil, com o CNPT/IBAMA, meu grande amigo EMANUEL FULTON MADEIRA CASARA, o nosso popular Lito Casara, assumiu a Chefia do CNPT – Centro Nacional de Desenvolvimento Sustentável das Populações Tradicionais, no Estado de Rondônia, em convênio com o IBAMA/RO e, de imediato, conseguiu montar uma equipe com profissionais de diversas áreas, uma equipe multidisciplinar, composta de geógrafo (Lito Casara), engenheiro de pesca (Antônio de Almeida Sobrinho), Administrador de Empresa (Francisco de Assis Teixeira); antropóloga (Fabíola Bhorer); ambientalista (Maria de Lourdes e Noberta), tecnólogo (Cícero, o mão de ferro, etc.
No primeiro momento, o Lito Casara montou uma equipe para elaborar Projetos e outra para implementar os Projetinhos do Convênio BRA-95, com recursos financeiros limitados do Ministério do Meio Ambiente – MMA e PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, não superiores a  R$ 12.000,00 (Doze mil reais). Um desses projetos este articulista elaborou para viabilizar recursos financeiros, na ordem de R$ 11.200,00 (Onze mil e duzentos reais), para financiar a construção de uma mini-indústria de beneficiamento de pescado — uma salgadeira comunitária —, e, assim, atender as necessidades tecnológicas e protéicas dos comunitários da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, no médio rio Madeira, município de Porto Velho, Estado de Rondônia.
Os recursos financeiros foram liberados para a conta do CNPT e a nossa amiga antropóloga FABÍOLA BHORER fora designada pelo Chefe para fazer as compras, seguindo uma lista do Projetinho que foi elaborado e as compras foram feitas, até então, segundo a responsável, de acordo com a lista fornecida e explicitada no mencionado projeto.
Após a conclusão das obras da mini-salgadeira artesanal, chegou a hora da onça beber água. Como assistente da construção, fiquei encarregado em fornecer todo o material necessário, em conformidade com a solicitação do mestre de obra, responsável pela construção, e quando este nos pediu as telhas e os capotes para cobrir a salgadeira eu tive alguma dificuldade em atender esta última solicitação.
- As telhas eu encontrei com facilidade e fizeram a cobertura, em poucos minutos. Com a ajuda dos demais obreiros, tentou-se encontrar os capotes que até hoje não foram encontrados, quando uma pergunta óbvia teria que ser feita para a responsável das compras: - DRA. FABÍOLA BHORER, onde a digníssima senhora Doutora guardou os capotes para se concluir a cobertura da salgadeira — que já se procurou por todo este tempo, e em todos os quatro cantos do alojamento e em todos os locais possíveis e imagináveis, e não se encontrou?
- Ela nos olhou com um olhar de soslaio e, ao mesmo tempo, com um ar de decepção e de início de uma grande depressão súbita e com a voz muito embargada, respondeu, quase balbuciando:
- eu não comprei os capotes porque não tinha no supermercado. Disseram-me que capote por aqui não existe e que se poderia comprar apenas nas comunidades ribeirinhas e por um preço bem mais barato. Por isso, devido à dificuldade e escassez no mercado local, eu comprei todo o dinheiro referente aos capotes, de frangos congelados. São, pois, estes seis (6) isopor que vocês estão vendo e mais àqueles frangos que serviram de refeições destes cinco primeiros dias de trabalhos.
CONCLUSÃO: Todos ficaram a se olhar, com olhares cruzados, de espanto e de surpresa, com semblantes de início de um sorriso e de tristeza, mas, mesmo assim, ocorreram muitos risos e gargalhadas e alguns até foram às lágrimas. A mini-salgadeira foi concluída com plástico preto, em substituição aos capotes, arranjado pela comunidade, e os “capotes” que seriam utilizados para concluir a obra foram aproveitados para alimentar os comunitários da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, que entre a mini-salgadeira e o estômago, não tiveram dúvidas: aplaudiram e tiveram alimento diversificado, apesar de não gostarem de frango congelado, mas por este preço, por um bom período.
Conclusão: Comeram os capotes da Mini-Salgadeira Artesanal dos Pescadores Artesenais.
HISTÓRIA DA VIDA REAL

NOVINHA INGÊNUA.
Menininha novinha, chegando do interior, desembarca do ônibus na Rodoviária dos pobres, lá do Antônio Bezerra.
A esperá-la, a prima chiquérrima, linda.
Um carro vermelho desses de cinema, com motorista e tudo.
Abraços de saudade e de admiração.
Cortam a cidade a conversar.
Como vai o pai. Cadê mãe. E os meninos.
Em pouco tempo, desembarcam na beira mar e em segundos estão no mais belo apartamento de cobertura da praia.
A menininha não conteve a curiosidade: mermã, como tu tá bem de vida.
Tudo teu é lindo.
Só coisa cara.
Muié, quem te dá tudo isto?
A nova grãfina: é um coroa que conheci e que me ajuda muito.
Mas assim de graça?
Ele não te pede nada em troca, prima?
Pede sim, pra eu, de vez em quando, pegar no pênis dele.
E que diabo é pênis, muéi?.
Já impaciente: é o mesmo que rôla, mulher, só que é mole ... !!!!!
Autor: Engenheiro de Pesca, compositor e cantor Carlito Matos.
De Fortaleza, Ceará, Brasil.
Remetido exclusivamente para ser publicada nesta Coluna ESPINHA NA GARGANTA.
                 Tenham uma boa leitura e uma ótima reflexão.
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Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca, com Pós-Graduação (Lato sensu) em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira, através da UNIR/CREA-RO; Pós-Graduação em Tecnologia do Pescado (Lato sensu) pela FAO/UFRPE/MARA; e Pós-Graduação (Stricto sensu) em nível de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (UNIR-RO). 




quinta-feira, 30 de junho de 2016

AQUICULTURA EM RONDÔNIA : NO RASTRO DO SAMURAI

                                               


Quando se pretendeu escrever a Coluna ESPINHA NA GARGANTA não se imaginava que naquele momento estaríamos dando início a redigir os primeiros capítulos do Livro AQUICULTURA EM RONDÔNIA: Bases para o desenvolvimento sustentável, e, ao mesmo tempo, documentando um trabalho incipiente, no âmbito da pesca e aquicultura na região, e, em especial, no então Território Federal de Rondônia, tendo como cenário e palco as adversidades de uma região insalubre, em fase de colonização, onde cada trabalho desenvolvido se materializava como um marco histórico e um divisor de água — do antes e do hoje.

Desde o início dos trabalhos pioneiros e na elaboração dos primeiros projetos de piscicultura implementados na região, com vistas ao atual estágio de desenvolvimento desta atividade no estado de Rondônia, que a persistência e a obstinação foram marcas registradas e constantes em todas as fases, passando, necessariamente, pelo planejamento participativo e arrojo no cumprimento de metas, tidos como estratégias e instrumentos complementares à determinação.  

Todo fruto gerado no ventre da necessidade deve ser alimentado no seio da seriedade. ESPINHA NA GARGANTA deve ser interpretada como uma necessidade do uso da palavra para combater os indefesos usuários dos setores pesqueiro e aquícola do estado de Rondônia das garras dos aproveitadores e inescrupulosos malfeitores, fantasiados de salvadores da pátria.

Muitos não conhecem as dificuldades que foram vivenciadas no dia-a-dia por todos estes heróis anônimos, pioneiros e desbravadores que por aqui chegaram, provenientes de todas as regiões do Brasil, com uma única certeza: que dispunham de muita coragem e disposição para explorar à terra prometida pelo Governo Federal — constituindo-se, portanto, naquela ocasião no primeiro e único incentivo governamental que todos receberam, no início da colonização de Rondônia.

A pré-disposição em trabalhar a terra para obter o sustento para a sua família foi a principal ferramenta utilizada pela maioria dos colonos que ocuparam, logo no início da colonização do Novo Eldorado do Brasil, o eixo da principal estrada aberta, depois batizada de BR-364 — no então Território Federal do Guaporé, posteriormente, transformado em Território Federal de Rondônia, e em 1982, instalado e batizado como estado de Rondônia, em memória a Mal. Cândido Mariano Rondon —, e tendo como seus primeiros passos a construção de pequenas, médias e grandes barragens para atender as necessidades de suas pequenas criações de animais, com ênfase especial para o rebanho bovino e, por último, para criação de peixes.

Estas coleções de águas se prestaram durante muito tempo apenas para abastecer as necessidades domésticas, utilizadas para agricultura de subsistência e para a criação de pequenos animais domésticos e, através do incentivo do serviço de extensão rural, através da então ACAR-RO, depois ASTER-RO e, em 1984, transformada em EMATER-RO – Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural, em convênio com o Governo do Estado de Rondônia, e da então SUDEPE, passaram a ser utilizadas para as primeiras criações de peixes.

Em 1987, o governo do estado de Rondônia viabilizou a estruturação da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (SUDEPE – extinta e incorporada para criação do IBAMA, em 1989) que viabilizou a construção da Estação de Piscicultura de Porto Velho, próximo a então Cachoeira do Teotônio, que possibilitou a produção e distribuição de alevinos de espécies de peixes regionais, com prioridade para a espécie tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818), ocorrendo, desta forma, de fato, o início da piscicultura de Rondônia.

Com o advento da construção de uma infraestrutura física para reprodução de espécies de peixes da região – a Estação de Piscicultura de Porto Velho, com capacidade para produção de alevinos suficiente para atender a demanda do Estado, viabilizou-se a capacitação profissional nas áreas de engenharia de pesca e de biologia, que naquela época se ressentiam de tecnologia para a realização de desova artificial, em nível de laboratório e de produtor rural, e, para equacional estas limitações tecnológicas viabilizou-se junto ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Tropicais – CEPTA, na época sob a responsabilidade do IBAMA, na cidade de Pirassununga – SP, como, também, junto à Estação de Piscicultura do Rio Branco-AC, a qualificação técnica para profissionais que estavam começando a trabalhar em Rondônia para, depois, darem início, de fato, os primeiros trabalhos de piscicultura, em níveis de laboratório e de produtores rurais.

Ao longo destes capítulos, aqui apresentados neste estudo, no formato de um verdadeiro resgate da história da piscicultura no estado de Rondônia, algumas passagens são descritas e outras serão apresentadas em citações e narrativas, pois a Coluna ESPINHA NA GARGANTA não teve a preocupação e nem se planejou para se transformar em livro e, sim, se propôs mostrar apenas para o prezado leitor e amigo, que vem tendo acesso à mídia escrita e eletrônica da região, a se inteirarem sobre os trabalhos que vinham sendo desenvolvidos, no âmbito da pesca e da aquicultura no estado de Rondônia e região.

O paradoxo foi necessário e gratificante e, ao mesmo tempo, indigesto, ao ter que encarnar e desempenhar o papel de um Samurai para exercer uma profissão tão digna e nobre, indispensável na produção de alimento, com geração de emprego e renda, inclusão social e segurança alimentar, e que, no dia-a-dia, tem se tornada emblemática e exercida ilegalmente por um ousado contingente de profissionais de outras áreas, mesmo sem qualificação específica, desprovidos de escrúpulos e com ausência de resultados significantes e necessários.

            De imediato se buscou a elevação do padrão de ética profissional de todos que atuam nestes setores e se dar um basta em situações suspeitas, comprovadas e abusivas de corrupção ativa e passiva, minimizar os desperdícios de recursos públicos, para se evitarem a improbidade administrativa, maximizar o aproveitamento racional das coleções de águas disponíveis no Brasil para criação de organismos aquáticos para promoverem o aumento da produção e da produtividade — através da geração e do aperfeiçoamento de tecnologias pesqueira, aquícola e gerencial.

Quando se definiu escrever ESPINHA NA GARGANTA se buscou atender a uma imposição da realidade brasileira, no âmbito da pesca e aquicultura, a fim de se contribuir com a melhoria da qualidade da produção de pescado, desde a reprodução, recria e engorda — passando por todas as fases, desde a higienização ao mercado consumidor.

Ao se fazerem um resgate histórico, com a inversão na equação, hoje, utilizada pela equipe econômica do Governo, o setor pesqueiro nacional por si só pode promover uma mudança brusca na balança comercial e, assim, passar de maior importador de pescado da América Latina para maior pólo produtor e exportador de pescado das Américas, de acordo com as potencialidades dos recursos naturais e de coleções de águas represadas improdutivas ou com baixas produtividades de pescado e passar a ocupar o merecido lugar de destaque, dentre os países maiores produtores mundiais de pescado.

Na ótica lógica da ética, justifica-se a necessidade da ESPINHA NA GARGANTA, no âmbito do setor pesqueiro e aquícola, para se fazer um desagravo diante da insatisfação em todos os quadrantes deste painel de uma profissão nova, com o exercício milenar, até então desconhecida por muitos e exercida ilegalmente por vários leigos, curiosos, aficionados e optantes pelo exercício ilegal da profissão, atribuição exclusiva do engenheiro de pesca e sem fiscalização do exercício profissional.

            Tudo que tem forma, tom e cheiro de críticas se tornam ácidos, cortantes e não cicatrizantes, mesmo em doses homeopáticas, ao contrário das chagas que são abertas no peito de todos que se omitem e desperdiçam oportunidades em colocar atrás das grades  os verdadeiros corruptos, em se cortar o mal pela raiz e se evitar que as ervas daninhas se enraízem, se proliferem e passem a brotar e a semear em torceras, em áreas contíguas.

            Todos que necessitam atuar no Rastro do Samurai têm que reafirmar o cumprimento do código de honra, denominado “bushidô” como caminho do guerreiro, de cabeça erguida, sem ter medo e sem se acovardar, diante de quaisquer circunstâncias e buscar, custe o que custar, a revelação da verdade, a concepção da prática do bem a fim de promover a elevação do padrão social — através da promoção econômica da população — lutar contra a proliferação do mal, combater de frente a corrupção e a execução do desserviço público, nos mais diversos níveis.  

Neste sentido, venho aqui através de ESPINHA NA GARGANTA agradecer de público a iniciativa e a prova de amizade do colega engenheiro Nélio Alencar, explicitado através do seguinte texto, que relata na página inicial do mencionado livro AQUICULTURA EM RONDÔNIA, no prelo e fase de publicação, com lançamento previsto para o mês de setembro próximo.

Quero através deste espaço agradecer a generosidade e a amizade do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Rondônia, engenheiro Nélio Alzenir Afonso Alencar em prefaciar este trabalho, transformando-o em livro, sob o título de AQUICULTURA EM RONDÔNIA: Bases para o Desenvolvimento Sustentável e, ao mesmo tempo, materializar um sonho de uma verdadeira saga na implementação de ideias em realidade, através deste documentário.

“Agradecer” pela viabilização da publicação deste documentário, no formato de livro  AQUICULTURA EM RONDÔNIA seria um termo um tanto quanto vago, portanto, vou tentar transformar este vocábulo por um “muito obrigado”, acompanhado de um grande abraço e lhe desejar que Deus retribua este gesto e suas palavras em bênçãos celestiais exponenciais.

PREFÁCIO


NÉLIO ALZENIR AFONSO ALENCAR
Presidente do CREA-RO

As forças da Engenharia vêm sendo utilizadas como principais ferramentas de desenvolvimento sustentável nos países desenvolvidos e emergentes e, em fase de implementação, em outros, em vias de desenvolvimento, como uma tábua de salvação para produção de alimento a fim de atender, a contento, a demanda crescente de alimento para suprir as necessidades básicas de nove bilhões de seres humanos.

Este estudo elaborado por Antônio de Almeida Sobrinho, sob o título AQUICULTURA EM RONDÔNIA: Bases para o desenvolvimento sustentável, traz à lume um resgate de um trabalho histórico, no formato de documentário, nos moldes de narrativas, no âmbito da pesca e da aquicultura, com registros de fragmentos e ‘flashes’ dos melhores e piores momentos da saga da colonização do estado de Rondônia, na ótica da implantação da aquicultura — quando milhares de irmãos brasileiros, provenientes dos quatro cantos do Brasil, que aqui chegaram, com muita esperança e disposição para construírem dias melhores para as suas famílias — quando nossos irmãos e pioneiros destemidos heróis anônimos foram atraídos para colonizar o novo estado de Rondônia.

AQUICULTURA EM RONDÔNIA faz um resgate de um minucioso trabalho desenvolvido, ao longo de mais de três décadas de atuação e de persistência, em Rondônia e região, e se constitui como de grande importância para se desvendar os princípios e os mistérios da aquicultura em Rondônia, uma atividade com características mística e emblemática e se conhecer de perto o papel principal da atividade, dificuldades, resultados e os destaques da persistência, da obstinação e da operacionalização da atividade aquícola nesta região.

O autor da obra incorpora o papel de um verdadeiro Samurai — quando assumiu com dedicação e obstinação o objetivo de implementar e consolidar a piscicultura no estado de Rondônia, com unhas e dentes, e não se esquece em reconhecer que todo este trabalho só tem sido possível com a participação de entidades governamentais e não governamentais, com especial destaque a ação das prefeituras municipais, com o apoio do Governo do Estado tendo os serviços de ATER-Assistência Técnica e Extensão Rural, através da EMATER-RO, que atua como uma alavanca propulsora de difusão de tecnologia e de assistência técnica, quando todos os elos da corrente governamental têm um papel preponderante, com seus respectivos  servidores e obstinados profissionais — passando por todos os níveis, e tendo como responsável direto e beneficiário o principal ator e objeto de todo este processo: o produtor rural, o pequeno e médio pecuarista, o médio e grande empresário que acreditaram e investiram maciçamente  na piscicultura.

Segundo o autor, a piscicultura em Rondônia teve início nos idos da década de 80, quando o Governo de Rondônia viabilizou a estruturação da Agência da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca – SUDEPE (extinta), que em parceria com o Governo do Estado e EMATER-RO viabilizou a implementação da Estação de Piscicultura de Porto Velho, com produção de alevinos para atender a demanda da piscicultura, em nível estadual, constituindo-se, assim, como o marco zero, balizador e indutor para a concepção, formação e nascimento da piscicultura no estado de Rondônia, em nível de propriedade rural, em escala comercial e econômica.

Com a publicação do trabalho: AQUICULTURA EM RONDÔNIA o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Rondônia – CREA-RO está cumprindo o seu papel de difundir tecnologia e qualificação profissionalizante e, ao mesmo tempo, catalisar fluidos positivos e, assim, fortalecer os elos da corrente da engenharia, implicando na melhoria e na consolidação de benefícios aos profissionais e a população como um todo,  com garantia de produção de alimento, com geração de emprego e renda, segurança alimentar, inclusão social, com desenvolvimento sustentável. 

Todo esforço centralizado que contribua com ações voltadas para se promover o desenvolvimento e a consolidação da piscicultura no estado de Rondônia é interpretado como gestão de cidadania e ação de políticas públicas, com retorno garantido para se promover o desenvolvimento regional sustentável e a produção de alimento para atender as necessidades alimentares da população.

A engenharia desenvolve ações complementares conjuntas com a sociedade que contribuem para a produção de pescado, através de entidades governamentais e não governamentais, que possibilitam o incremento na produção e colheita em massa de alimento para atender e saciar a fome da população e, assim, construir as pilastras de sustentação de um mundo com justiça social, mais justo, farto, autossustentável e com equidade socioeconômica. 

Nélio Alzenir Afonso Alencar
Presidente do CREA-RO