terça-feira, 28 de junho de 2016

CIDADE DE CASABLANCA: DE PRIMITIVA À CINEMATOGRÁFICA

Uma história narrada à beira mar, em Casablanca, Marrocos, uma cidade situada ao norte da África, tendo como divisa o deserto do Seara e principal portal de entrada para a África.
           Foto 01: Cidade de Casablanca, Marrocos, África, encravada no Oceano Atlântico, ao norte do País.
Fonte: (Wikipédia).

      Todos que visitam Casablanca têm a obrigação moral em visitar o principal Shopping Center da cidade: “o magestoso MOROCCO MOLL, uma mistura de construção gótica com a neomodernista, no formato de bola de futebol, com uma grande variedade de lojas e de produtos de última geração de eletro­eletrônicos e de tudo que se possa imaginar, se assemelhando com os padrões dos famosos Shopping Center da cidade de Dubai ­ United Arab Emirates.

Foto 02: Neste primeiro plano, vê-se a Mesquita  Hassan  II,   consideração  a  segunda
maior  do mundo, depois da Meca, e, ao fundo, a vista aérea da cidade de Casablanca.
Fonte: (Wikipédia).


    Quem já não ouviu falar ou já assistiu ao filme Casablanca, uma produção cinematográfica norte-­americana de 1942, produzida por Michael Curtiz, tendo como atores principais Humphrey Bogart, (1899­1957), no papel de Rick Blaine, e Ingrid Bergman, (1915­1982), como Ilsa Lund Laszlo?

         Com a permissão de nossos leitores, vamos ‘ao túnel do tempo’ e recapitular um pouco este drama de amor: o filme Casablanca conta uma história com muito amor e lirismo vivenciada em Casablanca, Marrocos, ao norte da África — uma cidade encravada às margens do Oceano Atlântico, quando a história é focada na dubiedade e na indecisão de Rick Blaine, quando “um americano amargo e cínico”, segundo a crítica, expatriado por motivos nunca explicados, administrava, com muita competência e desenvoltura, o Rick Café, a casa noturna mais badalada da cidade, uma espécie de Bangalô, do meu amigo Makalé, na cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondônia, frequentada pela alta sociedade.

         Para todos que o conheciam e falam com Rick Blaine, este se dizia neutro sobre as questões políticas da época, mas, na verdade, ele era um espião que convivia com os funcionários da Alemanha Nazista, com refugiados políticos, ladrões e os mais diversos tipos de estrangeiros, todos  atraídos  para  fazerem  apostas,  sendo,  portanto,  o  “point”  de  atração  principal  de Casablanca, constituindo este público de alto poder aquisitivo a matéria prima principal que o disfarçado “barman” necessitava para atingir outros vôos.

      Na verdade, o objetivo principal de todo aquele trabalho social na administração do Rick’s Café era o tráfico de armas para a Etiópia, aferindo-lhe  compensadores  lucros financeiros e, ao mesmo tempo, como caminho mais curto de combate à invasão italiana, de 1935, e, por outro lado, à Guerra Civil Espanhola, junto à República Espanhola.

      O personagem utiliza-­se do amor e da virtude para decidir se ajuda ou não a sua amada Ilsa Laszlo a sair de Casablanca com o seu marido, um dos líderes da resistência Tcheca, como forma de continuar o trabalho de combate aos nazistas, segundo a Wikipédia.

         Além da bem narrada história, na categoria de drama, com um enredo com estratégia de guerra, romantismo e lirismo, o filme Casablanca, na verdade, impressionou a todos com a performance e a beleza da Ilza Laszlo Lund, interpretada pela atriz Ingrid Bergman, uma mulher casada, bonita, deslumbrante,  fascinante  e  irresistível,  quando  entre  Rick  Blaine  e  Ilza  Laszlo desperta  um sentimento muito forte, com requinte de um amor perfeito que conquista e domina o coração de ambos e apaixona e contagia aos amantes da sétima arte.

     Segundo os documentários e depoimentos dos críticos da época, todos que assistiram ao filme “se grudaram, por décadas, nas telas dos cinemas de todo os continentes”, consagrando definitivamente  a  cidade  de  Casablanca  com  o  palco  do  romantismo  real,  produzido  por Hollywood, quando materializou este sentimento no formato de um amor verdadeiro e perfeito e, ao mesmo tempo, transformando, assim, uma cidade comum, pouco conhecida, até então, do Norte da África, numa cidade famosa mundialmente.

      A partir da exibição do Filme Casablanca, a cidade passou a ser incluída no roteiro turístico obrigatório para todos que se programam e que desejam visitar e conhecer os encantos e as belezas da África e tem, em sua grande maioria, atraente Marrocos como o principal portal de entrada e como ponto de partida para os demais países do velho mundo.

     Com tantos prêmios e estatuetas conquistados em 1943, (diga­se de passagem, que eu ainda não havia nascido) a consagração do filme Casablanca conseguiu popularizar a cidade Casablanca como a maior metrópole turística da África e tudo isto se justifica pelo poder magnetizaste, de mistificação e de hipnotização que tem o cinema e, consequente, a força da divulgação de massa das telas por onde a película foi exibida como o principal cenário e palco de uma grande e romântica história de amor, nunca antes vivida por humanos — que até hoje encanta e atrai visitantes de todos os continentes e dos quatro cantos do planeta.

   Não temos como separar a metrópole cidade de Casablanca do “FILME CASABLANCA”, constituindo-se como um cartão postal, coração e centro de atração do turismo, da indústria e do comércio mais importante de Marrocos e de toda a África e, ao mesmo tempo, recebendo até o momento caravanas de turistas de todos os continentes que fazem questão de incluir em seus roteiros turísticos o Restaurante Rick’s Café, palco do mencionado filme, onde o espião americano trabalhava e residia e palco de toda a trama da produção cinematográfica, em plena efervescência da 2ª Guerra Mundial.

 Foto 03: Restaurante Rick’s Café, em Casablanca, ponto
 turístico e de visitação de turistas de todo o mundo.

      O que há de verdade em toda esta emblemática história de amor e de patriotismo é que a realidade não poderia ser falsa e nem deveria esconder a verdadeira face, mas, por se tratar de uma obra de ficção, tudo é justificável e possível e não inflama e nem engorda e fez sucesso, até nossos dias — porque o povo continua sendo povo e carente de lazer e gostamos de conviver com charmosas e belas mulheres.

      Na verdade, hoje, muitos sabem que as primeiras imagens do filme Casablanca foram feitas, de fato, no Rick’s Cafe, conforme é do conhecimento do público, em Casablanca, Marrocos, África, e o que poucos tinham conhecimento é que todo o resto das filmagens do filme foi realizado nos luxuosos e confortáveis estúdios cinematográfico de Hollywood, nos Estados Unidos.

      Os documentários, livros e filmes costumam materializar épocas, personalizar ficções e destacar e promover objetos e   locais,   antes   desconhecidos   e   sem   muita   importância,   e   com   o Restaurante  Rick’s Café não poderia ser a exceção. No período de pouco menos de uma hora (em torno de 50 minutos) que nosso grupo visitou o Rick’s Café, em Casablanca, Marrocos, presenciou­ se a chegada de várias excursões, dentre estas desembarcaram de micro­ônibus uma delegação da Alemanha e  outra  da  China,  quase  todos  na  terceira  idade,  inclusive  a  nossa  de  Rondônia ... rsrsrs ..., atraídos pelas imagens de um filme que fora exibido para todo o mundo em 1942, sendo premiado na época com várias estatuetas, como o melhor filme norte­americano de todos os tempos.

      Marrocos é um país localizado no extremo noroeste da África, tendo como limites: a norte, pelo Estreito de Gibraltar (onde faz fronteira com a Espanha e Gibraltar), por Ceuta, pelo Mar Mediterrâneo e por Melilla; a leste e a sul, pela Argélia; a sul, pela Mauritânia, através do Saara Ocidental; e a oeste, pelo Oceano Atlântico.

      A forma de Governo de Marrocos é a Monarquia Constitucional — onde o Rei de Marrocos é sucedido, conforme a hierarquia convencional deste tipo de governo, sendo o Rei Mohammed VI o atual detentor do trono deste país. Marrocos teve sua formação desde 1554, se libertando do julgo da França em 2 de março de 1956 e da Espanha em 7 de abril de 1956.

       A moeda de Marrocos é o Dirham (MAD), valendo hoje em torno de 4 vezes menos do que a moeda do Brasil. Isto é: R$ 1,00 (1,00 real) vale MAD 4,00 (4 Dirham). Isto significa dizer que o turista  brasileiro  que  chega  em  Casablanca  tem  muitas  vantagens  em  se  hospedar,  em  fazer compra e de conhecer várias cidades próximas, pois o nosso real é moeda valorizada e tudo isto beneficia o turista brasileiro que fizer opção em conhecer esta parte da África.

     O problema crucial de Marrocos é com a escassez de água, ao contrário da cidade de Porto Velho, “que às vezes fica alagada até o pescoço. Toda a água na cidade de Casablanca, que chega às residências, às torneiras, ao chuveiro — e inclusive a água mineral comercializada por lá —, é de fazer os nossos sapos da Amazônia fazerem o sinal da cruz — são dessalinisadas e não muito palatáveis para nós que estamos acostumados com as águas doces da bacia amazônica, em especial para a do rio Madeira.

   A alternativa mais lógica é o de apelar para os refrigerantes, como a tradicional coca­cola ou para  a  tradicional  Beer,  aquela  verdinha,  a  cerveja  Heineken,  estupidamente  gelada,  a  mais popular e encontrada em quase todos os bares e restaurantes da cidade.

    Um dos fatos pitorescos e engraçado de Casablanca é que os restaurantes fecham na hora do almoço,  exceto  àqueles  destinados  ao  turista,  enquanto  os  bares  não  podem  servir  nenhuma bebida com teor alcoólico em ambientes abertos e, em alguns, e mesmo assim, raros, somente para os turistas, enquanto os residentes não têm o direito de se deleitar com uma simples cerveja, a exemplo da marca Heineken, muito popular na cidade, ou similar, por ferir frontalmente os dispositivos  e  preceitos  do  islamismo,  profundamente  arraigados  na  sociedade  marroquina, quando se sabe que 99% da população seguem fervorosamente a religião muçulmana sumitra e 1% ao cristianismo.

  No calendário marroquino o ramadão, considerado o maior evento cultural da população e ali o jejum durante o dia é obrigatório e a noite é destinada para as comemorações e festividades, sempre em consonância com as tradições culturais, com origens em seus ancestrais, herdadas de geração em geração.

    A cozinha tradicional de Marrocos apresenta pratos conhecidos aqui no Brasil, a exemplo do Cuscuz, preparado com sêmola de cereais e cozido à vapor, num prato conhecido por lá com o nome de “couscoussière”.

     O cuscuz é prato tradicional e obrigatório em todos os restaurantes, especialmente na sexta­ feira, sendo, portanto, o prato típico mais conhecido e preferido por toda a população marroquina. Como forma de tornar este prato mais palatável, este é quase sempre servido com o guisado de carne de carneiro, muito raro de vaca, ou frango

      Não tenho dúvida em afirmar que se trata de frango caipira marroquino e não deve ter “pé de gri” — conforme o registro fotográfico que fiz para ilustrar esta matéria, com uma companhia muito bem aceita: um suco branco de uma fruta que até hoje eu não descobri. Eu desconfio que seja suco de coco ou, diga­se de passagem: leite de coco ou de amêndoa de sêmola de cereais.

    Nós brasileiros temos preferência por um bife acebolado, com arroz e farofa e por aquele baita churrasco,  mas,  naquela  região  da  África  isto  é  quase  impossível,  quando  tivemos  que  nos contentar com o tradicional cuscuz, com guisado ou com o tagine, (um misturado) com um molho picante, numa mistura de carne guisada com vegetais, que não nos convenceu.

    Um membro de nossa delegação de Rondônia, o Irm:. Itamar José Félix, advogado, empresário e radicado na cidade Itapuã do Oeste, estado de Rondônia, perambulou por quase toda a cidade de Casablanca, querendo a qualquer custo almoçar bife com arroz e farofa de farinha d’água. Acredito que até este momento ele ainda continua em delírios, a procura deste prato, se assemelhando ao Dom Quixote de La Mancha quando queria tocar nos moinhos.

     Para não passar fome em Marrocos, temos que ter muito estômago para não ter problemas estomacais e intestinais, mas como já falava o velho marinheiro: “quem é do mar não enjoa” e no que tange a este item eu não tive nenhum problema deste gênero, enquanto os demais membros de nossa delegação, no total de oito integrantes, a maioria teve que permanecer repousando no Hotel ou imitando o Rei Mohammed VI, no trono, e procurar às farmácias mais próximas e esperar  passar  as  revoltas  e  trovoadas  das  vísceras  e  aguardar  a  calmaria  dos  ventos  para continuar a navegar com suas respectivas naus avariadas.

     As ruas e vielas da Medina principal (cidade antiga de Casablanca) habitada por uma população fixa e flutuante de centenas de pessoas, de baixo poder aquisitivo, com baixíssima renda, quando vivem e trabalham com muita dificuldade para obter o sustento de cada dia, no meio de tantas dificuldades, sobrevivem da comercialização de alimento, como frutos do mar — peixe, arraia, polvo e lula —, carnes de carneiro, de aves, de vaca e até de camelo, nas próprias ruas, tendo como cenários  os  produtos  e  os  clientes  com  os  olhares  curiosos  e  espantados  dos transeuntes­ turistas que lotam e superlotam aquelas artérias, com características primitivas e medievais, e dos próprios moradores que comercializam, compram e vendem entre si o alimento que é o pão de cada dia.

     O famoso e tradicional chá de hortelã (para nós no Brasil e para lá é chá de folhas de menthol) constitui­se numa tradição e funciona como purificador do espírito e da alma e sempre é recomendado pela direção do hotel para os hóspedes, tendo como exemplo a nossa equipe que seguiu fielmente as orientações da gerência do hotel e aprovou, sem exceção, o sabor e o agradável paladar do chá da tarde do Morroccan House Hotels.
  


      Foto 04: Membros da Delegação do GONAB­RO, tendo no primeiro plano, da direita para esquerda, o então Delegado Distrital Waldohither dos Santos Barros, Oswaldo Morales, Antônio de Almeida Sobrinho, Luiz Gonzaga Batista, Luiz Alberto Gonzales Sanchez, Tiene Medeiros de Castro e João Alfredo Alencar da Mata.

    Nada como um papo descontraído, após uma longa jornada de trabalho e de visitação aos pontos turísticos da cidade de Casablanca. Durante o ritual deste chá do Morroccan House Hotels e por estarmos “pra lá de Marraquech”, chavão com referência a Marraquech, a cidade vermelha — a segunda cidade de Marrocos, depois de Casablanca, com uma população fixa e flutuante em torno de 1.250.000 habitantes, muito especial pela diversidade de elementos  exóticos, do curioso e do bizarro, motivo pelo qual o Vinicius de Morais visitou e cantou em versos e prosas e ainda fez poesia, cantou e encantou — encravada no sopé da Cordilheira do Alto Atlas, no portal do Saara.

      Em minhas andanças científicas descobri que o mencionado tipo de hortelã marroquino tem um efeito impressionante que faço questão em descrever para que o prezado leitor possa muito bem utilizar, no seu dia­a­dia, e para quando visitar à África não se esquecer de se imunizar com os ingredientes fármacos do hortelã marroquino, servido em estilo coloquial e com o esmero detalhes da tradição dos primórdios de sua colonização.

    A  hortelã­verde  (Mentha  spicata),  também  conhecida  como  hortelã­das­hortas  ou  hortelã comum e hortelã­dos­temperos, é uma planta herbácea perene, originária da Ásia e tradicionalmente muito atilizada em todos os continentes. A hortelã marroquino, a exemplo da nossa do Brasil, é uma planta perene, da família Lamiaceae, tem uma substância conhecida com o nome de mentol, com componentes antibactericidas que combate vírus e bactérias.

   O tradicional chá de hortelã tem diversas propriedades teurapêuticas muito recomendadas no dia­a­dia como auxílio e combate nos seguintes aspectos: dores musculares; sistema digestivo; como complemento vitamínico do Complexo B; cálcio; potássio; combate à diarréia; cólicas diversas; dores estomacais; dores de barriga; mau hálito; dores de garganta e tantos outros.

  Foto 06: Em visita ao magestoso Shopping Center da cidade: “o magestoso MOROCCOM MOLL,
em Casablanca. Marrocos, África













sexta-feira, 17 de junho de 2016

POLÍTICA ASSISTENCIALISTA: COMPRA LEGALIZADA DE VOTOS

Quando o compositor e cantor Ataulfo Alves lançou ‘LARANJA MADURA’, um de seus maiores sucesso na música popular do Brasil, o tema não poderia deixar de ser o mais oportuno — trabalhar com um produto que o oportunista mais gosta: a mordomia, a moleza, a coisa fácil, aquilo caído do céu.

Você diz que me dar casa e comida
Boa vida e dinheiro pra gastar
O que é que há, minha gente o que é que há
Tanta bondade que me faz desconfiar
Laranja madura na beira da estrada
Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé.
Santo que vê muita esmola na sua sacola
Desconfia e não faz milagre não
Gosto da Maria Rosa
Mas quem me dar prosa é Rosa Maria
Vejam só que confusão
Laranja madura na beira da estrada
Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé.

Quando o Partido dos Trabalhadores (PT) assumiu o Governo em 2003, com o apoio de vários partidos políticos, tidos como base de sustentação, dentre eles o PMDB, o PTB, o PDT, o PSB e de diversos partidos menores, os considerados nanicos, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva teve de imediato a preocupação em ampliar alguns programas sociais que funcionaram muito bem no governo de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso e buscou ampliá-los a enésima potência, com o ‘Programa FOME ZERO, criado em substituição ao Programa Comunidade Solidária, que fora instituído pelo Decreto n. 1.366, de 12 de janeiro de 1995, para o enfrentamento da fome e da miséria’, criado no governo do FHC.

Através de Relatórios oficiais constata-se que o Programa Fome Zero e seus complementos similares, culminando com Bolsa Família, levaram múltiplos benefícios para milhões de famílias carentes que viviam em todas as regiões do Brasil, abaixo da linha da pobreza, residentes em estados insalubres, sem a mínima condição de sobrevivência humana, com qualidade de vida e com dignidade — por opções de seus ancestrais, vítimas de uma política oportunista, desde as Capitanias Hereditárias, passando por governos dos coronéis, do voto de cabresto, do ‘toma lá, dá cá’, ‘até a atual conjuntura do voto trocado por alimento’.

Porém, estes Programas devem ser revistos, analisados e realizados rigorosos recadastramentos a fim de evitar que servidores públicos, ligados a partidos políticos, com maior fluência do partido dos vermelhos continuem a se beneficiarem de formas irregulares.

O problema que mais preocupa no momento o Governo Interino de Michel Temer é que se estes Programas Sociais forem reduzidos, mesmo se tendo plena consciência e convicção  que este caminho a ser seguido é um mal necessário, e que a continuidade sem modificações irão comprometer sobremaneiras as despesas com os gastos públicos e este contingente de ‘pessoas carentes’ não estarão nenhum pouco dispostos a buscarem a assumir os próximos postos de trabalhos que estão surgindo, sob pena de perder estas benesses, em detrimento dos que trabalham e das despesas do governo para com os Programas Sociais.

Nas atuais condições, onde a escassez farta começa pela água, alimentação, moradia e termina com o isolamento à civilização, se contrapondo às consequências danosas ao País, sendo seus principais reflexos e frutos diretos do assistencialismo: a acomodação das famílias beneficiárias, inibição à produção, concorrência desleal com aqueles que trabalham sol a sol, baixa produção, queda abrupta do PIB, desemprego, inflação desenfreada e de uma infinidade de malefícios que o paternalismo acarreta.

Neste foco, pode-se, também, afirmar que o assistencialismo concorre deslealmente com quem produz e se constituindo como uma verdadeira algema da vergonha, unindo o estômago da população carente à urna eleitoral, roubando do cidadão o seu mais sagrado e precioso patrimônio moral: “a liberdade de votar, em troca dos benefícios e esmolas recebidas do governo”.

No bojo de todos os Programas sociais assistencialistas se escondem as grandes mazelas, desvios da administração pública e as falhas técnicas da Gestão de Governança de todo gestor.

Feliz é a nação que não necessita da famigerada esmola da cesta básica instituída pelo governo sob a égide em doar à dignidade as famílias de baixa renda, que além de acarretar gastos públicos, implicando diretamente em aumento dos gastos com as contas públicas, obriga o governo a contrair empréstimos, com pagamento de altos juros, para atender uma demanda sempre insatisfeita das necessidades alimentares e sociais da população.

Se um gestor público confia e deposita a aplicação de recursos públicos na mão de um simples apadrinhado político, por mais bem intencionado que o seja, este tem tudo para se apropriar indevidamente de parte destes recursos financeiros, induzido pelas facilidades oportunizadas, utilizando-se de todas as astúcias e estratégias possíveis, e amanhã quem pagará com o ônus por todos os danos administrativos é o detentor do cargo hierárquica, imediatamente superior.

O Mensalão é a prova material criado como estratégia de sustentação de um projeto ambicioso de cunho comunista, a fim de fazer as reformas necessárias e mudanças da Carta Magna, de acordo com os interesses necessários, nos moldes bolivariano, que tem como referência na América do Sul, a figura do ditador Fidel Castro e seu irmão sucessor Raul Castro, e na Venezuela, a Hugo Chávez Frías, sucedido por Nicolás Maduro Moros.

Para que o prezado leitor tenha plena consciência do que estava realmente sendo implementado no Brasil, podemos nos mirar no exemplo e no atual estágio político a que atingiu a vizinha República da Venezuela com a sua política bolivariana, seguida à risca do regime comunista cubano instituído por Fidel Castro.  Na capital Caracas, vem ocupando frequentemente às ruas bradando por justiça social, por abastecimento, por alimentos de primeiras necessidades e o governo responde com o silencio e com os rigores da lei, com as severas leis e com toques de recolher.

A presidente afastada Dilma Roussef (PT) pode até ser a pessoa mais honesta da face da terra, criada a semelhança do pai-padrinho — o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que continua em afirmar “que não tem uma viva alma mais honesta do que eu” e que “eu sou o homem mais honesto no Brasil” — mas, a então presidente afastada pecou frontalmente praticando as pedaladas fiscais, por excesso de ‘bondades e gentilezas feitas com o dinheiro do suor do trabalhador brasileiro” e praticou as famosas Pedaladas Fiscais, quando contraiu  empréstimos bancários aos bancos e empresas públicas, sem a devida autorização do Congresso Nacional  e, assim,  infringiu à Lei de Responsabilidade Fiscal, de acordo com a denúncia que culminou no Processo de Impeachment e que, posteriormente, afastou a então presidente, por até 180 dias, e deu no que deu.

O Mensalão nunca foi reconhecido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que defendeu, com unhas e dentes, os companheiros denunciados, condenados e presos e tratados pela ‘companheirada’ como injustiçados e chamados de presos políticos.

O PETROLÃO foi uma continuidade do MENSALÃO, só que teve uma roupagem mais granfinada, mais robusta e com muita propina rolando nos porões do Planalto. A roubalheira chegou ao limite máximo que partidos da base aliada, a exemplo do PMDB, fez indicações de apadrinhados para assumirem Diretorias, Departamentos e Subsidiárias da maior estatal do país, a PETROBRAS e o resultado está aí ocupando os noticiários dos principais veículos de comunicação, na mídia eletrônica escrita, falada e televisada e causando intrigas e futricas nas principais redes sociais.

Para se ter uma ideia de como a coisa correu  frouxa  no esquema do PETROLÃO o ex-chefe da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, enquanto cumpria pena na carceragem da Papuda, em Brasília, este vinha normalmente recebendo robustas propinas da estatal PETROBRAS, e a farra da alegria se proliferou a tal ponto de somente um partido da base aliada do governo, o PMDB, ter sido beneficiado com mais de R$ 100 milhões de reais, distribuídos entre seus principais caciques, rateados em percentuais de acordo com o grau de apadrinhamento e de influência para manutenção do afilhado no cargo, mediante a recente Delação Premiada do   ex-diretor-presidente da Companhia Elétrica Federal ELETROSUL, subsidiária da Petrobras, Sérgio Machado.

No meio a este vendaval de propinas e de um mar de lama de tanta corrupção, os assalariados e os desempregados madrugam para manter seus postos de trabalhos e nas filas quilométricas para obter um emprego de última categoria, respectivamente, que está muito difícil para todos.

Quando são denunciados todos se transformam em verdadeiros santos e ninguém assume de público que recebeu milhões e milhões para bancarem as milionárias campanhas eleitorais e comprarem votos para se perpetuarem no poder e quando são flagrados com a mão na botija passam a cumprir pena em luxuosas mansões, a exemplo desta do Sérgio Machado, adquiridas com o fruto do crime.

Mansão de propriedade do Delator Sérgio Machado onde este cumprirá pena
com uso de tornozeleira eletrônica. Foto: Folha de S. Paulo.


OBSERVAÇÃO ÓBVIA

O presidente interino Michel Temer não deveria ter nomeado nenhum ministro com citações em depoimentos de Delatores da Operação Lava Jato. Mas já que nomeou, agora terá  a obrigação moral de demiti-los, mesmo que contrariem a interesses de grupos e  partidos políticos.

PENSAMENTO DO DIA

De patriotas e de benfeitores da pátria amada as aves de rapina que hoje saqueiam os cofres e o erário público não tem nem as pontas das unhas. Estes políticos envolvidos com desvios milionários no Brasil merecem realmente que sejam banidos da vida pública-política e punidos a cumprirem penas em cadeias de segurança máxima e não em prisão domiciliar, com as benesses de uma simples tornozeleira eletrônica, em mansões de alto luxo, adquiridas com o dinheiro do crime, roubado dos cofres públicos, de forma criminosa e covarde.


Tenham todos um bom final de semana

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente neste Portal de Notícias.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

FILIPE DOS SANTOS X JOSÉ SARNEY: PODE-SE COMPARAR?


               Os livros de história do Brasil, escritos por historiadores como Armando Souto Maior, eram recheados de trechos de cunho nacionalista, páginas e capítulos com narrativas que estimulavam à leitura, de cunho literário, com uma grande variedade e diversidade de personagens que nos davam orgulho como cidadão brasileiro e induziram a sucessivas gerações a lhes homenagear e emprestar os nomes como homenagens ao registrarem seus filhos, netos e afilhados.

            Vejam como nossos valores morais foram dilapidados, com o passar dos tempos, em poucos anos, como se podem ver nestas premissas e afirmações;

“Jurei morrer pela liberdade, cumpro a minha palavra, certo de que um dia a canalha do Rei será esmagada pelo patriotismo dos brasileiros”.
Filipe dos Santos Freire.


“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.           
                                        Rui Barbosa.

            Após tomar conhecimento do pedido de prisão solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ex-presidente da República José Sarney bradou, em alto e bom som, como se um passado de glórias e de conquistas lhe assegurassem o direito para poder cometer erros e desmandos e ferir frontalmente a Constituição Federal.

“ Estou perplexo, indignado e revoltado.
Dediquei sessenta anos de vida pública ao País e à defesa do Estado de Direito. Julguei que tivesse o respeito de autoridades do porte do Procurador Geral da República. Jamais agi para obstruir a Justiça.

Sempre a prestigiei e fortaleci. Prestei serviços ao País, o maior deles, conduzir a transição para a democracia e a elaboração da Constituição da República.

Filho de magistrado e de membro do Ministério Público, mesmo antes da nova Constituição promovi e sancionei leis que o beneficiam, inclusive a criação da Ação Civil Pública e as mudanças que o fortalecem, sob a liderança do Ministro Sepúlveda Pertence, meu Procurador Geral e patrono do Ministério Público.

O Brasil conhece a minha trajetória, o meu cuidado no trato da coisa pública, a minha verdadeira devoção à Justiça, sob a égide do Supremo Tribunal Federal”.
José Sarney.

            Em cada período após o descobrimento do Brasil, determinados vultos de nossa história inspiraram a proliferação de registros de filhos nos cartórios do Brasil, nos mais diversos períodos:

FILIPE DOS SANTOS Freire
Joaquim José da Silva Xavier, O TIRADENTES.
DOM JOÃO VI – João Maria José Francisco Xavier de Paula.
DOM. PEDRO I – Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança Bourbon.
DOM PEDRO II – Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano. Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga.
PRINCESA ISABEL - Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga.
JOSÉ BONIFÁCIO de Andrada e Silva.
JOAQUIM Aurélio Barreto NABUCO de Araújo.
Joaquim Maria MACHADO DE ASSIS
GETÚLIO Dornelles VARGAS
OSCAR Ribeiro de Almeida  NIEMEYER Soares Filho.
JUSCELINO KUBTSCHEK de Oliveira.
DARCI RIBEIRO.
PAULO Reglus Neves FREIRE.
MÁRIO Raul Moraes DE ANDRADE
José Bento Renato MONTEIRO LOBATO.
JOSÉ Martiniano de ALENCAR  e outros.;
             
A Revolta de Filipe dos Santos  — Revolta de Vila Rica, 1720, na então Vila Rica (Ouro Preto), cidade de Real Capitania das Minas de Ouro e dos Campos Gerais dos Cataguases, na Colônia do Brasil, de propriedade de Portugal.  
OBJETIVOS:

(1)   Redução de vários tributos;
(2)   Diminuição das custas processuais;
(3)   Abolição dos monopólios comerciais do gado, fumo, aguardente e sal;
(4)   Fim das casas de fundição;
DESFECHO:
(5)   Acirrar a fúria do Governador João de Almeida Portugal;
(6)   Prisão, enforcamento e esquartejamento de Filipe dos Santos Freire.
A Coroa portuguesa cobrava um quinto (20%) de toda produção de ouro extraído das minas auríferas de Vila Rica, enquanto todos os garimpeiros da região se revoltavam com a exploração.

            Alguns personagens da história recente do Brasil serão lembrados para as futuras gerações, através de processos jurídicos, de capítulos de Livros de História do Brasil e nos  Anais da História Contemporânea do Brasil, através de narrações com passagens bizarras e citações inacreditáveis, com manchetes em letras garrafais, deste nível, que não serão motivos de orgulho para nenhum brasileiro.  

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do ex-presidente da República José Sarney, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); do presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e do ex-ministro do Planejamento e Sen. Romero Jucá (PMDB-RR).

Ø   O presidente da República Federativa do Brasil Fernando Affonso Collor de Mello foi cassado num Processo de Impeachment por receber um carro ELBA de presente de um amigo;

Ø  A presidente afastada da República Federativa do Brasil, Dilma Vana Rousseff, sofreu Processo de Impeachment e é cassada por Crime de Responsabilidade, por Pedaladas Fiscais e por contrair empréstimos de bancos oficiais, sem autorização do Congresso Nacional;

Ø  O Delator da Lava Jato Nestor Cuñat Serveró afirmou que a presidente afastada Dilma Vana Rousseff sabia de todas as irregularidades com a compra da Refinaria de Pasadena pela PETROBRAS e com as propinas recebidas;

Ø  O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede ao Superior Tribunal Federal – STF a prisão do presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Federal Eduardo Cunha que  virou réu na Operação Lava Jato por recebimento de propina da PETROBRAS;

Ø  O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede ao Superior Tribunal Federal – STF a prisão do presidente do Senado Federal, SEN. Renan Calheiros (PMDB-AL), flagrado em conversas telefônicas com outros políticos com estratégias para obstruir a Operação Lava Jato;

Ø  O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede ao Superior Tribunal Federal – STF a prisão do ex-ministro do Planejamento e atual SEN. Romero Jucá (PMDB-RR) flagrado em conversas telefônicas com outros políticos com estratégias para obstruir a Operação Lava Jato;

Ø  O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede ao Superior Tribunal Federal – STF a prisão do ex-presidente da República, ex-presidente do Senado e ex-Senador José Sarney (PMDB-AP), com prisão domiciliar, com uso de tornozeleiras,   ao ser flagrado em conversas telefônicas com outros políticos com estratégias para obstruir a Operação Lava Jato.

REVELAÇÃO CONFIDENCIAL

Aproveito esta oportunidade para revelar que como um dedicado aluno de História do Brasil e de História Geral, em diversos níveis do Curso Secundário, por onde passei e estudei, me inspirei no exemplo de FILIPE DOS SANTOS e registrei o nome de meu segundo filho de FILIPE, e como católico que sou, fiz, ao mesmo tempo, uma dupla homenagem com o mais confidente e Apóstolo de Jesus Cristo,

SERIEDADE X CORRUPÇÃO

Homem honesto e trabalhador como FILIPE DOS SANTOS, o principal líder da Inconfidência Mineira, foi preso, enforcado e esquartejado — amarrado em caudas de quatro cavalos bravios, sendo despedaçado, em Vila Rica, em 1720 — por lutar para que a Coroa Portuguesa reduzisse os altos imposto de 20% cobrado em toda produção da atividade aurífera, enquanto na atualidade, políticos do Brasil, do alto escalão da República, cobraram e receberam 20% da PETROBRAS, segundo denúncias de Delatores, de toda a produção e distribuição de petróleo comercializado pela estatal e estufa o peito e se intitula de injustiçado.

Tenham um bom final de semana.
Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:

e no Blog ESPINHA NA GARGANTA.




quarta-feira, 1 de junho de 2016

O VELHO E O MAR: A SEMELHANÇA COM MICHEL TEMER

O espadarte de Ernest Hemingway


Na obra de Ernest Hemingway, The Ord Man and the Sea, o autor fala do velho pescador de nome Santiago que luta incansavelmente com um gigante espadarte e contra as altas ondas do Golfo, em alto mar, e no 84º dia ainda não havia capturado nenhum peixe.

No 85º dia de pescaria consegue emalhar um peixe descomunal, com 5 metros de comprimento, pesando 700 kg. Apesar de sua habilidade na arte de pescar, Santiago e seu assistente Manolim tem muita dificuldade em retirar o enorme peixe d’água, tendo como adversários:

·         as turbulências das águas do Golfo Pérsico;
·       as dificuldades com a pouca capacidade de armazenamento da embarcação que navegava em alto mar;
·    a preocupação com os buracos no casco do barco que ameaçava alagar  e risco de afundar no oceano, em decorrência de infiltração e vazamentos de águas;
·         o peso de peixe capturado e a limitada força de apenas pescadores;
·         os raios solares cegante que refletem diretos nos olhos e na pele de ambos;
·         os cardurmes de tubarões famintos que os seguem e atacam;
·        a fome dos vorazes cardumes de tubarões deixaram do produto da pescaria somente as espinhas;
·         o autor da obra teve que se explicar durante muito tempo sobre a procedência, o peso e a idade do espadarte capturado;
·       o chegar à costa e tentar retirar o peixe da água, percebe que restam somente as espinhas e Santiago sem forças conclui resignadamente que:

“A essência da história é a luta constante do homem contra a natureza, despertado sua sobrevivência, com destaque para a importância não só da experiência, mas, também, da sorte e da preservação”.

Em ter o Partido dos Trabalhadores (PT) como adversário político pode ser considerado como enfrentar uma guerra e não simplesmente uma guerra, mas uma luta constante e desleal.

Para tanto, o Governo Interino de Michel Temer tem que estudar atentamente A ARTE DA GUERRA, obra de SUN TZU, sobre as estratégias para se ganhar uma guerra:

“Toda guerra é baseada no engano. Por isso, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes; ao utilizar nossas forças, devemos parecer inativos; quando estamos pertos, devemos fazer o inimigo acreditar que estamos longe, quando longe, devemos fazê-lo acreditar que estamos perto.”


“Trate seus homens como se fossem seus próprios filhos amados. E eles irão segui-lo no mais profundo vale”.

  Quando um homem que conhece as artes da guerra assume o comando de batalha o objetivo principal pode não ser é o de vencer esta primeira luta, logo no começo. Mas, sim, a guerra completa. A estratégia traçada pode ser a de sofrer baixas com todo o primeiro pelotão e, depois, derrotar o adversário com o restante da tropa.

         O Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB, com 2.355.475 (dois milhões trezentos e cinquenta e cinco mil e quatrocentos e setenta e cinco eleitores filiados)  — aceitou em participar de uma coligação partidária para concorrer as eleições presidenciais de 2010, na condição de coadjuvante junto ao Partido dos Trabalhadores (PT), na condição de candidato a vice-presidente, tendo o presidente da legenda Michel Temer (PMDB), numa chapa encabeçada por Dilma Roussef (PT), nas eleições de 2010 e 2014.

Durante os seis (6) primeiros anos o vice-presidente sempre se comportou como vice e como o próprio Michel Temer se definiu em carta aberta  ‘que não passou de uma mera figura decorativa’.

            Na verdade, nos primeiros anos do casamento político Dilma e Michel se entenderam nos limites do tolerável e das conveniências políticas aceitáveis, agravado com as cobranças de espaços de ambos os lados. No lado petista, os militantes reclamavam da indiferença da presidente Dilma, uma vez que as militâncias dos petistas berravam por mais tetas e mais benesses. No outro lado, os pmdbistas cobravam mais participação do vice e mais espaços e mais ministérios no governo.

Com o tempo as coisas foram tomando formas e se encarregando em ajustar as melancias no assoalho da carruagem da governabilidade.

O casamento político entrou em crise aguda desde que o PMDB se viu mergulhado no meio do mar de lama revelada com a Operação Lava Jato com uma série de políticos envolvidos diretamente e outros denunciados através de delatores de plantão. Para o PMDB a gota d’água transbordou com a abrupta queda do PIB, o aumento acelerado do desemprego, a baixa popularidade da Presidente Dilma Rousseff e o povo nas ruas clamando por mudanças.

 De repente uma reflexão: para governar o PMDB não passou de uma figura decorativa e para assumir o ônus no momento crucial da crise tem que ser leal?

Com esta avaliação surge uma carta escrita pelo vice-presidente e entregue a presidente Dilma. Este documento a água transbordou de uma vez e culminou no desembarque do partido e daí para chegar ao processo de Impeachment, foi uma questão de tempo.

Em muitos situações do mundo real, a vida imita a obra de ficção, assim como a recíproca, também, pode ocorrer com perfeição. Então vejamos o que vem ocorrendo na vida política real do atual presidente interino Michel Temer, quando fatos semelhantes aos vivenciados na obra de ficção de Ernest Hemingway  “ O VELHO E O MAR” têm acontecido, a olhos visíveis:

                                          Quando o barco começou a afundar o PMDB desembarcou.

·         as turbulências nas águas da política do Brasil levou o navio a ficar a pique;
·         as dificuldades com a crise econômica que atravessa o país;
·         o tamanho do rombo nas contas públicas;
·    a preocupação com a quantidade de vazamentos de diálogos entre os tripulantes da embarcação e sucessivos afogamento de membros da tripulação por falta de  prevenção;
·         o peso do conteúdo dos diálogos entre peixes graúdos procurando respirar oxigênio nas águas profundas da Lava Jato;
·        os rojões disparados por delatores na Lava Jato ameaçam, comprometem e mutilam integrantes da Nau do Palácio do Governo;
·   os densos e famintos cardumes de tubarões do erário público procuram se defender, sem escrúpulos, em detrimento de padrinhos de ontem e deixaram do erário público apenas as dívidas;
·     baixas no time principal do presidente Michel Temer irão ocorrer ao longo da travessia, até a realização da próxima eleição.
Após o desfecho e conclusão do Processo de Impeachment que afastou a então  presidente Dilma Rousseff e a consequente titularidade de Michel Temer, como presidente da República, este vai despertar do pesadelo e passar por agruras para concluir este mandato.

O presidente Michel Temer vai ter muita dificuldade e irá comer o pão que o diabo amassou para fazer a travessia, até as próximas eleições presidenciais, cercado de tubarões por todos os lados, tendo os petralhas como maiores opositores e que já estão se comportando como verdadeiros tubarões famintos, inimigos do Brasil, que dilapidaram a maior estatal do Brasil, a PETROBRAS, semelhante aos tubarões que comeram a carne do espadarte e deixar as espinhas, como na obra “O VELHO E O MAR”, como têm demonstrado, até então.

            Se é verdade a premissa afirmada por Ernest Remingway que “quando duas pessoas se amam uma à outra, não pode haver final feliz” se pode concluir que o casamento político entre Dilma e Michel teve, sim um período de núpcias (na lua de mel de duas eleições vitoriosas) e, depois, o mel se transformou em fel, desde que a vaca começou a tossir, quando ficou tossindo, ficou rouca e caiu no brejo. Escafedeu-se.

COMO GANHAR A GUERRA
A essência das estratégias de guerra  de SUN TZU, o autor de A ARTE DA GUERRA,  estão contempladas as premissas indispensáveis para se ganhar uma guerra:

·         A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.
·         O que é de suprema importância na guerra é atacar a estratégia do inimigo.
·         A velocidade é a essência da guerra.
·         Tire proveito do despreparo do inimigo; viaje por rotas inesperadas e atinja-o onde ele não tomou precauções.

Tenham todos um bom dia.
Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:
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