sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

CANDIDATURA LULA NO FIO DA NAVALHA


          A pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à sucessão presidencial de 2018, está no fio da navalha e se assemelha a farinha de trigo quando está sendo preparada para se transformar em pão na padaria — ao se usar fermento e se bater, está sempre crescendo. Quanto mais se bate no Lula mais ele cresce nas pesquisas de intenções de votos.


                       Sempre nestes julgamentos enigmáticos, bizarros e com características e desfechos de filme de Cherlock Homes, o improvável pode muito bem acontecer. É quase 100% de certeza que os juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF-4) não irão contrariar ao julgamento do Juiz Federal Sérgio Moro e após anunciada a sentença o próprio Juiz Sérgio Moro irá decretar a prisão do Lula, em regime fechado, como coroamento e desfecho de um longo e tenebroso trabalho de investigação, no âmbito da Operação Lava-Jato.   
       Você parece que não parou ainda para verificar o fenômeno muito raro que ocorre no cenário político do Brasil.
       Você parece que não parou ainda para verificar o fenômeno muito raro que ocorre no cenário político do Brasil.
   
Veja o caso do ex-candidato a presidente da República em 2014,  senador Aécio Neves. Ele recebeu uma votação muito expressiva quando concorreu à presidência da República contra a ex-presidente Dilma Rousseff, com uma votação superior a 58 milhões de votos e no primeiro escorregão o seu patrimônio político foi para o ralo e a sua carreira política foi reduzida a pó.
           Todos têm consciência de que o senador mineiro não será eleito mais nem ao cargo de guarda noturno de quarteirão. Sua carreira política acabou. Seu patrimônio político foi dizimado e acabou. Agora, a partir de 2018 ele terá que arranjar uma outra ocupação.
           Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o papel se investe. Quanto mais ele é acusado de ladrão, processado, condenado e até xingado nos restaurantes, aeroportos, ruas e avenidas de todo o pais os seus ferrenhos seguidores o aplaudem e sempre que a mídia falada, escrita e eletrônica, incluindo as redes sociais revelam seu indiciamento em mais um processo por corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha seus níveis de intenções de votos, no que tange à sucessão presidencial para 2018,  vão crescendo  e se a eleição fosse hoje dificilmente ocorreria um segundo turno.
           Lula acaba de fechar o sexto mês em crescimento e chaga a 45% de aprovação, de acordo com as pesquisas Barômetro Político Estadão – Ipsos, contra os demais possíveis candidatos com Geraldo Alckmim (PSDB-SP), Marina Silva (REDE) e Jair Bolsonaro (PSC) que tem sofrido bastante desgaste, nos últimos meses.
           De acordo com a pesquisa mencionada, “em junho, o ex-presidente era aprovado “um pouco” ou “totalmente” por 28% dos brasileiros, segundo o instituto. Nos meses seguintes, a taxa passou para 29%, 32%, 40%, 41%, 43% e, finalmente, 45%. Já a desaprovação caiu 14 pontos porcentuais desde junho”.
           De acordo com a mesma fonte, o índice de rejeição de Lula ainda é superior aos que o seguem: está na faixa de 54%.
           Na opinião do diretor do Ipsos “a mudança de percepção sobre o ex-presidente está vinculada à crise da rede de proteção social no País. “Lula é bastante associado a causas sociais, e essa associação é relevante em um momento de degradação do emprego, da economia e dos programas de assistencialismo e fomento de políticas públicas de combate à desigualdade, que vem aumentando no Brasil.”
           Parte da população brasileira não quer trocar o certo pelo duvidoso quando prefere repetir o que ele tem certeza, especial quando a exigência do estomago fala mais alto — quando colocam na balança os programas sociais adotados nos 13 anos do governo do PT, que deram sustentação e serviram como dividendo políticos para as quatro últimas vitórias nas eleições de presidente da República do Brasil, extensivo aos demais níveis dos poderes, municipal, estadual e federal. 
           No dia 24 de janeiro de 2018, o dia D e o ponto alto e decisivo da polêmica se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornará ou não candidato à presidente da República à sucessão de 2018.
            Neste julgamento, do dia 24 de janeiro na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF-4) deverá estar cercado com centenas de policias e com dezenas de centenas de petistas, e de petralhas, empunhandos com bandeiras, bandeirolas, cartazes e faixas solicitando a não condenação do ex-presidente Lula e acusando o Juiz Federal Sérgio Moro de imparcial, acusando de julgamento político, de perseguidor e implacável perseguidor do ex-presidente petista.    
            Quanto ao pré-candidato Jair Bolsonaro (PSC),  tem 21% de aprovação e 62% de reprovação.Com o crescimento abrupto de Lula,  houve piora nas taxas de crescimento de Bolsonaro, em relação aos dois levantamentos anteriores.
A pré-candidata Marina Silva vista favoravelmente por 28% e desaprovada por 62% - desde outubro, a aprovação caiu oito pontos.
Nesta mesma pesquisa Ipsos, o pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 19% de aprovação e 72% de rejeição, enquanto anteriormente, antes de sua ascensão  a presidência do PSDB, era de 24% e 67% respectivamente.
         PERSPECTIVAS NO PÓS 24 DE JANEIRO DE 2018
1.    Os 3 Juízes Federais do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF-4) irão condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mais de 12 anos de prisão, em regime fechado;
2.    Ocorrerá, a partir da decretação da prisão de Lula uma grande movimentação coordenada pelos ferrenhos defensores e apoiadores do Lula, fruto da insatisfação popular, em nível nacional, deverá ser desencadeada, com quebra-quebra e muitas prisões;
3.    O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes já deverá está redigindo o texto do HC e não tenham nenhuma dúvida, libertará o ex-presidente Lula das garras da prisão e será recebido triunfalmente, por seus ferrenhos defensores e apoiadores, todas pessoas íntegras e do bem, como herói e perseguido político, injustiçado e condenado por crimes não praticados, como se roubar neste pais não ferisse dispositivos da Constituição de 1988.
4.    Como justificativa do HC, o ex-presidente Lula será libertado das grades da prisão sob a alegação da idade avançada e uma possível grave doença, quando uma polêmica geral, em níveis dos poderes constituídos, se acirram;
5.    Neste clima de disse-me-disse,  a República Federativa do Brasil passe a viver e a presenciar a mais uma convulsão social e a democracia se degrada, a níveis invejáveis, e se decompõem, o país ficará em pé de guerra e, desta forma, a anarquia se aperfeiçoará e o Brasil se transformará numa verdadeira republiqueta de bananas, onde até os macacos se irritam e tentam fugir com medo das bananas;
6.    O  Partido dos Trabalhadores não tem um Plano B para substituir o Lula, com um candidato popular e elegível Ficha Limpa, ao Planalto para 2018;
7.    Aparecem, automaticamente, vários candidatos se intitulando como herdeiros naturais  do ex-presidente Lula;
8.     Enfim, o pré-candidato Ciro Gomes (PDT) aparece como o cavaleiro montado no CAVALO BRANCO e um CHAPÉU DE COURO, representando os nordestinos no Nordeste e os espalhados em todas as regiões do Brasil, como herdeiro natural do PT e com o aval do LULA,  para receber o apoio do partido dos vermelhos e solicitando a indicação de um vice-presidente petista para erguer a bandeira de luta e assegurar uma disputa no segundo turno, com perspectivas até de se tornar vitorioso para assumir a presidência da República, no dia 1º. de janeiro de 2019. Este é o sonho que o Ciro Gomes espera que se materialize. Vamos ver que bicho vai dar.
Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais:
Blogspot ESPINHA NA GARGANTA
www.emrondonia.com.br.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

RONDÔNIA EXIGE TECNOLOGIA DO PESCADO: A HISTÓRIA É CÍCLICA




             Filé da espécie Pirarucu (Arapaima gigas, SHINZ, 1822).


HOUVE UM TEMPO

           Houve um tempo em que tinha tanta fartura de peixe nos rios e tributários da bacia hidrográfica de Rondônia — que se capturava peixe com as mãos, com ajuda da camisa e até com o próprio chapéu — que foi necessário o Governo do Território Federal criar um Programa de Tecnologia do Pescado, através da então ASTER-RO, hoje EMATER-RO, para geração de  tecnologia apropriada e difusão desta para beneficiar parte da produção de pescado, ao longo das comunidades tradicionais ribeirinhas dos rios Madeira, Mamoré e Guaporé.
   
COM O ADVENTO DA CRIAÇÃO

    Com o advento da criação do Novo Estado, o Governo de Rondônia implementou um Programa de Governo – o PROTA – Programa de Tecnologia Apropriada,  sob a coordenação da então Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral – SEPLAN, em Convênio de Cooperação Técnica com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, através de Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial - DTI, para que as populações ribeirinhas tradicionais fossem capacitadas em tecnologia do pescado.

                         TECNOLOGIA ADAPTADA

Para que uma tecnologia adaptada as peculiaridades regionais fossem difundidas, a ASTER-RO nos possibilitou a realização de um Curso  de Pós-Graduação em Tecnologia do Pescado (Lato sensu) nos idos de 1979, coordenado pela Organização das Nações Unidades para Alimentação e Agricultura - FAO, em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco  (UFRPE) e Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (MARA), atendendo as necessidade do então Território Federal de Rondônia e, daí, teve início a execução de um Programa de Extensão Pesqueira, (PESCART), em Convênio de Cooperação Técnica com a então SUDEPE – Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (extinta em 1989),  para   ser implementado  primeiros trabalhos de ATER – Assistência Técnica e Extensão Rural, em nível de comunidades tradicionais ribeirinhas para difusão de tecnologia do pescado, em níveis de comunidades pesqueira artesanais, nas calhas dos rios Madeira, Mamoré e Guaporé.

TECNOLOGIA MODERNA

Através de tecnologia moderna e eficiente, preconizada pela  FAO e ajustada as peculiaridades do estado de Rondônia, os pescadores artesanais do então Território Federal de  Rondônia passaram a ser capacitados em tecnologia do pescado, com uma gama de tecnologia pesqueira e gerencial nesta área para beneficiar e conservar a produção de pecado e, assim, passar a ter alimento suficiente para manter o sustento de suas famílias.

ASTER-RO, HOJE, EMATER-RO


           A então ASTER-RO, hoje EMATER-RO, montou uma infraestrutura organizacional e o Projeto do PESCART foi implementado em Rondônia, uma vez que os estoques pesqueiros de nossos rios eram piscosos e abundantes e na época as estatísticas pesqueiras nos controles de desembarques de pescado registravam safras anais otimistas, variando de 4.500 a 5.000 toneladas produção de pescado/ano safras estas, bastante expressivas.


CENSO E CONSUMO DE PESCADO

Para  o censo populacional e de consumo per capita de pescado anual era uma  com um volume de pescado com excesso de produção e todas as comunidades ribeirinhas não dispunham de infraestrutura física para produção do insumo gelo e de “know-how” tecnológico suficiente para conservar e beneficiar  o pescado capturado e o excedente de suas capturas.

ANTES DA PISCICULTURA

           Temos que considerar que naquela época ainda não se falava em piscicultura
em Rondônia e quando ousávamos em falar sobre este tema, em reunião, em seminários e em outros eventos do gênero era quase sempre motivos de gozação e de boas gargalhadas.

PRODUÇÃO ANIMAL E PISCICULTURA

           De acordo com o cronograma e as metas programadas pela Gerência de Produção Animal e Piscicultura da ASTER-RO, na qual tivemos a felicidade de fazer parte por longos anos, várias Comunidades Pesqueiras Ribeirinhas do rio Madeira foram dotadas de infraestrutura física: Unidades Produtivas Comunitárias para Conservação do Pescado, composta com os seguintes instrumentos tecnológicos, tais como:1) Salgadeira Artesanal Comunitária, dotada com energia elétrica, água encanada; 2) Tanques-de-Cura, em madeira e em material plástico,  para 1.000 kg de pescado; 3) Secador Solar; 4) Estendais para Secagem do Pescado; 5) Defumador de Alvenaria Indireto e Defumador Metálico Indireto, nas comunidade de Jatuarana, próximo a Comunidade da Cachoeira do Teotônio (hoje, extinta com a Barragem de Santo Antônio), Comunidade Pesqueira do Lago do Cuniã (hoje, Reserva Extrativista do Lago do Cuniã); Comunidade de São Carlos (hoje Distrito de São Carlos) e Distrito de Calama, todos no município de Porto Velho.

O TEMPO PASSOU

           O tempo passou, a pesca predatória assumiu as capturas nos rios de Rondônia e contribuiu para dizimou os estoques pesqueiros “transeuntes” (estes estoques estão sempre percorrendo as águas no rio Madeira, sempre contra as correntezas), culminando com a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, no leito do rio Madeira, coincidindo com a extinção dos estoques pesqueiros e, ao mesmo tempo, que contribuíram com a extinção da pesca artesanal na região, com os grandes impactos e aumento da área alagada — não porque dizimaram os cardumes e, sim, por dificultar a realização da migração para alimentação e defesa — uma vez que os cardumes que faziam o percurso no trecho do maior afluente do rio Amazonas, de sua margem direita, sofreram obstáculos por serem espécies migradoras e anádromas, que migram sempre contra as correntezas, utilizando as águas  como verdadeiras passarelas.

ESPÉCIES MIGRADORAS ANÁDROMAS

            Estes cardumes de espécies migradoras anádromas (são espécies de peixes anádromas – que sempre se deslocam contra as correntezas e nunca são catádromas, a favor das correntezas), em cumprimento ao instinto biológico migratório em busca de alimentação, defesa e não para reprodução, como insistem em falar erroneamente os pseudos pesquisadores da ictiofauna da bacia amazônica.

           Estas espécies não foram dizimadas, não estão mais migrando  em níveis anteriores e surge a falsa impressão de que a pesca artesanal está em franca extinção — porque as obras das hidrelétricas foram as responsáveis diretas pela extinção dos estoques pesqueiros e deixaram as populações ribeirinhas sem o  alimento básico para o sustento de suas  famílias.

ESCLARECIMENTO DE CUNHO CIENTÍFICO

           Aqui, vale um esclarecimento de cunho científico e, um tanto quanto polêmico, e, neste sentido, necessita de aprofundamento científico, através de pesquisas mais detalhadas para se ter a devida constatação científica destas evidências que iremos revelar: as espécies da ictiofauna que migram utilizando o rio Madeira como uma verdadeira  passarela não realizam a migração trófica para a reprodução e se constitui em uma verdadeira falácia se afirmar que os cardumes que migram nas águas do rio Madeira estão se preparando para realizarem a migração reprodutiva nas áreas encachoeiradas.

NÃO É JUSTO SE AFIRMAR

           Na verdade não é justo se afirmar que os estoques pesqueiros foram dizimados, porque estes densos cardumes de peixes então existentes em épocas passadas não eram residentes na bacia do rio Madeira e, sim, estes estavam se deslocando provenientes do estado do Amazonas, migrando rio a cima, e por onde passavam  encontravam as bocas livres dos igarapés e de tributários do rio Amazonas e rio Madeira, no trajeto da viagem entre estas águas.
           Quando estes densos cardumes entravam e permaneciam por um período necessário suficiente para realizarem a desova e, depois,  estes  saiam destes berçários-criadouros,   locais de desovas — deixando suas proles nas águas destes tributais e que serviram para praticar suas desovas, quando os reprodutores, após realizarem a desova, retornavam à bacia principal do rio Madeira e seguiam as suas trajetórias naturais, se defendendo de ataques de outros cardumes de espécies carnívoras, especialmente dos bagres, espécies como a piraíba (Brachyplathystoma filamentosum); dourada (Brachyplatystoma flavicans); a pirarara (Phractocephalus hemioliopterus); o jaú (Zungaro zungaro), o surubim (Sorubimichtthys planiceps), dentre outros.

DECLÍNIO POPULACIONAL DOS ESTOQUES PESQUEIROS

           Com o declínio populacional dos estoques pesqueiros, nos últimos 25 anos, a pesca artesanal extrativa foi reduzida, a níveis drásticos, com um abrupto impacto do ponto de vista econômico para o estado, e, paradoxalmente, ao mesmo tempo, com a surpreendente “boom” produtivo da piscicultura, em nível nacional, nos últimos anos ao atingir o topo do ranking nacional, com uma invejável produção de 100.000 toneladas de pescado, safra 2016/2017, de acordo com projeções do Governo do estado de Rondônia, chegando a ocupar o primeiro lugar a nível de pescado, em nível nacional.  
       
COM O PASSAR DO TEMPO

           Hoje, com o passar do tempo, o potencial aquícola que falávamos que Rondônia era possuidor seguiu rigorosamente os indicadores da inclinação à piscicultura e, assim, o estado de Rondônia vem superando todas as adversidades e dificuldades econômicas e políticas e vem se confirmando com o maior polo produtor e exportador de pescado do Brasil contando com o apoio incondicional do Governo do estado de Rondônia, através da EMATER-RO, SEDAM, IDARON  e SEAGRI-RO, em parceria com as prefeituras municipais, setor privado, com a obstinação e a força de vontade dos produtores rurais, piscicultores e empresários.

VERTICALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE PESCADO

           Agora, além da necessidade de verticalização da produção de pescado no estado de Rondônia, para aumentar a geração de emprego e renda, escoar o excesso de produção, agregar valor ao produto, através de tecnologia do pescado nos padrões preconizados por Códigos de Conservação do Pescado da FAO, com sistemas de beneficiamento de pescado: com a utilização de Salga Seca, Salga Mista e Salga Úmida, ainda, dispomos do Processo de Defumação do Pescado, semi-conservas e embutidos.

           No limiar de um novo tempo, o estado de Rondônia tem a obrigação moral de retroceder à história e implementar um trabalho intensivo de difusão de tecnologia do pescado, em níveis de propriedades rurais e de Associações de Produtores Rurais e de Cooperativas, ligadas direta e indiretamente ao pescado — para difusão de tecnologia do pescado e, assim, agregar valor ao pescado e  oferecer ao produtor-piscicultor um incremento das receitas líquidas e, ao consumidor final, alternativa de um produto saudável, beneficiado e facilitar a vida da culinária regional à base de pescado.
            Estou com um Programa de Governo, no âmbito da QUALIFICAÇÃO EM TECNOLOGIA DO PESCADO – capaz de dotar o setor aquícola com tecnologia do pescado, nos aspectos de beneficiamento, filetagem, higiene, acondicionamento, conservação, secagem e defumação do pescado — pronto e apto para equacionar os graves problemas da produção de pescado do estado de Rondônia para ser implementado na próxima administração.

          Este Projeto-Solução não pode ser agora apresentado ao Governador Confúcio Moura  a fim de se evitar que seja implementado de forma equivocada por profissionais sem qualificação específica para tal e aumentar o número de profissionais no exercício ilegal da profissão no estado de Rondônia que, neste atual momento, o estado vem batendo todos os recordes dentre todas as demais profissões.

            Estarei pessoalmente nestes próximos dias em Rondônia, e estaremos acionando o apoio da Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado de Rondônia - AEP-RO, do qual sou sócio, e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA-RO, entidade que congrega os profissionais Engenheiros de Pesca e com apoio de entidades estaduais e Federais, com Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal, estaremos fazendo uma varredura para identificar e retirar do mercado um número significante de profissionais de outras categoriais, sem a habilitação para exercer o cargo de Engenheiro de Pesca, e até outros fantasmas, sem formação superior, estão exercendo a função de Engenheiros de Pesca no estado de Rondônia. 
    
           Quero aqui, neste espaço, aproveitar esta oportunidade para parabenizar o Governador  Confúcio Moura por significativos avanços, apesar dos tropeços na área da piscicultura e, ao mesmo tempo, fazer um desabafo e aproveitar para  informar aos nossos amigos leitores e seguidos das redes sociais, por onde escreve e fala, que após o término desta atual administração estadual — que desejamos que termine sem maiores problemas —  estaremos de retorno as nossas atividades ao estado de Rondônia para atuar onde sempre estivemos, no âmbito da pesca e da aquicultura, e brigar para que os profissionais com formação específica em Engenharia de Pesca passem a atuar e a exercer com dignidade suas respectivas atividades e contribuir para DETETIZAR e EXPURGAR de Rondônia uma leva de ROEDORES – que hoje se locupletam com as atividades da pesca e da piscicultura, sem o mínimo conhecimento técnico e com improvisações que não funcionam e não levam a nada, com salários não merecidos e exorbitantes — sugando as tetas do estado, com a proteção do padrinho Confúcio.

           
           Por sugestões de amigos, não estaremos nesta oportunidade nominando a relação dos RATOS E RATASANAS que estão se locupletando nas tetas do estado e praticando o exercício ilegal da profissão,  exercendo a função de Engenheiro de Pesca, sem a devida  em detrimento de tantos profissionais graduados em Engenharia de Pesca,  através da UNIR e de outras entidades de ensino no país, que estão desempregados ou subempregados.
            Não há mal que perdure e nem pedra dura que a água não consiga diluir.
Vejamos, com o passar do tempo!

CURIOSIDADE 1.
 SOBRE OS CARDUMES DE PEIXES NO RIO MADEIRA

           A maioria dos profissionais da impressa – da mídia falada, escrita e televisada, costuma errar sempre que se refere a migração de peixes no rio Madeira, inclusive profissionais que militam na piscicultura, com as facilidades que todos têm, por enquanto,  em desenvolver o exercício profissional ilegal sem profissão: os peixes que migram no rio Madeira são espécies de peixes reofílicas (peixes de escama, a exemplo da curimatã, jaraqui, jatuarana, branquinha e outros) e anádramas  (peixes que nadam contra as correntezas). Todos os peixes que migram no rio Madeira não praticam a migração para desovar e, sim, para se defender de outros cardumes e para se alimentar. 

CURIOSIDADE 2.
SOBRE A  PESCA DO RIO MADEIRA

           Uma das espécies de peixe que tem sido explorada comercialmente, ao longo dos anos na pesca extrativa do rio Madeira (em extinção) é a espécie PIRAÍBA (Brachyplathystoma filamentosum), considerado o maior peixe de couro dos rios do Brasil — que chega a medir até 2,5 e a pesar 300 kg.

PIRAÍBA (Brachyplathystoma filamentosum).

CURIOSIDADE 3.
SOBRE A  PESCA NA AMÉRICA DO NORTE

  Alligator gar (Alligator Gar Feeding) é o maior peixe de água doce na América do Norte e pode ser tão longo quanto 8 a 10 pés. Estes peixes enormes podem sobreviver fora da água por 2 horas.
Alligator Gar Feeding

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos
seguintes Portais e redes sociais:
BLOGSPOT ESPINHA NA GARGANTA

domingo, 26 de novembro de 2017


POEMA
AMOR EM DIMENSÕES

POEM
LOVE IN DIMENSIONS



Antônio de Almeida Sobrinho

No limiar da idade da certeza
At the threshold of the age of certainty

A vida tem a cor da precisão;
Life has the color of precision;

No branco, encontro a pureza
In white, I find purity

No vermelho, a confusão
In the red, the confusion
 
Na dúvida, a certeza da verdade
In doubt, the certainty of truth

Na resposta, uma indagação
In the answer, an inquiry

Para a pergunta, descobrir a idade
For the question, find out the age

Armazeno a resposta para alimentar a emoção
I store the answer to feed the emotion
 
Na nascente de um sentimento
At the source of a feeling

Água cristalina a percorrer
Crystalline water to go

Não sinto nenhum ressentimento
I do not feel any resentment

Vejo uma cascata de água a chover
I see a cascade of rainwater

No dia consagrado ao sentimento
On the day dedicated to feeling

Celebro com uma pétala multicor
I celebrate with a multicolored petal

Comemoro com o som do pensamento
I commemorate with the sound of thought

A vitória em cores, com o perfume do amor
The victory in colors, with the perfume of love
 

Hoje, tem início uma nova caminhada
Today, a new journey begins.

Amanhã, depende de nossa atuação
Tomorrow, it depends on our performance

Somos o caminho e a ponte da estrada
We are the road and the road bridge

Atuamos no princípio, no meio e na conclusão

We act in the beginning, in the middle and in the conclusion


Antônio de Almeida Sobrinho é Membro da Academia de Letras de Jaguaruruana, 
ocupa a Cadeira de nº 27.

Este Poema estará sendo publicado no Livro que o autor está publicando,
através da Academia de Letras de Jaguaruana - ALJ.