terça-feira, 10 de junho de 2014

PENSAMENTOS: VERDADES EM PARÁFRASES



Figura 01: Face da população.
A paráfrase quase sempre é necessária, pode se tornar benéfica e  contribui com os resultados que se pretendem atingir, em prol da humanidade, enquanto o plágio é crime e deve ser combatido, veementemente.

No país em que a educação e a saúde não são prioridades, se deixam roubam o dinheiro para comprar a merenda escolar e os livros para as crianças e se gastam 33 bilhões de reais com obras superfaturadas para construir 12 estádios de futebol para a realização da Copa do Mundo, a população eleitora tem que ter vergonha na cara e dar uma grande banana para esta corja de aproveitadores e um NÃO BEM ROBUSTO na hora de votar.

Neste sentido, algumas destas afirmações são frutos de citações que estarão sendo publicadas no término dos capítulos do Livro ESPINHA NA GARGANTA: AQUICULTURA – BASES PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, como forma de fundamentação — uma espécie de prego batido e ponta virada.

█ Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida.
(Lao Tsé.)

█ Melhor do que dar um peixe a um homem é ensiná-lo a pescar.
(Kung Fu Tsé)

Se pescares um peixe ovado, alimentarás um homem por um dia; Se deixares um peixe ovado desovar, alimentarás as futuras gerações.
Texto que se ajustou no formato de Campanha Ambiental, veiculada na mídia eletrônica regional, sobre a preservação da espécie
tambaqui (Colossoma macropomum Cuvier, 1818), no período de três anos.

Enquanto houver um brasileiro sequer recebendo cesta básica do governo federal, o Brasil não terá motivos para comemorar avanços sociais e nem anunciar as realizações do Governo Federal.
Texto que se ajustou e foi encaminhado ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em documento técnico
que mostrou a viabilidade da criação de peixes em tanques-rede.
A criação de peixes em tanques-rede é o caminho mais curto para se erradicar a fome no Brasil.

Sabemos tão pouco do que estamos a fazer neste mundo, que eu me pergunto a mim próprio se a própria dúvida não está em dúvida.
                                                                               (Lord Byron)

Por falar em eternidade, este tema não me agrada. Eu deverei ter uma vida eterna inteira para pensar e vivenciar os mistérios do oriente eterno. De uma coisa eu tenho certeza: se fosse tão boa como pregam alguns espíritas, religiosos, evangélicos e diversos segmentos que acreditam na vida pós-morte, muitos destes não fariam tanta questão em viver na fartura, no luxo, no conforto e não fariam opções em arrecadar milhões, acumular fortunas e montar impérios na terra.
Em entrevista recente, ao se referir à vulnerabilidade que todos estamos correndo ao transitar pela BR-364, a estrada da morte, e após comentar sobre as arrecadações bilionárias nas Igrejas que se proliferam, a cada dia, em todo o País e publicada no Livro
  AQUICULTURA EM RONDÔNIA:
BASE PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
NO RASTRO DO SAMURAI.

Enfim, a Lei nº 12.820, de 5 de junho de 2013, data do Dia Nacional do Meio Ambiente, foi assinada pela  Presidente Dilma Roussef  que institui o Dia Nacional do Engenheiro de Pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro. Esta Lei nº 12.820 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 6.6.2013.

Ser um Engenheiro de Pesca é um sacerdócio que exige muito poder de renúncia, dedicação diária, muita seriedade, horas de estudo, ética profissional e, acima de tudo, obstinação e seguir o rastro do Samurai.

Um homem inteligente é por vezes forçado a embebedar-se ou a isolar-se, para conseguir aguentar os idiotas com que se vai cruzando todos os dias.  
                                                                                (Ernert Hemingway).

█ A sabedoria dos velhos é um grande engano. Eles não se tornam mais sábios, mas sim, mais prudentes.
                                                                                (Ernert Hemingway).

Não gostaria de acreditar, mas infelizmente neste mundo tem gente idiota para tudo e ainda sobra um CABEÇA DE BAGRE para fazer um documento para o Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA e para Agência Nacional de Água – ANA – gesto este de um gângster, no sentido de inviabilizar toda e quaisquer atividades que possam ajudar os pescadores de Rondônia a buscarem alternativas de sobrevivência, através da criação de peixe em tanques-rede, afirmando que pescador tem é que pescar e não criar peixes. Este documento estará sendo resgatado, aí todos irão ver com quantos paus se faz uma jangada.
Um sistema produtivo sem sustentabilidade é uma forte ameaça à sobrevivência de seus usuários e transtorna uma sociedade. Neste sentido, para que o desenvolvimento sustentável ocorra é necessário o monitoramento ambiental constante, verificando as velocidades de mudanças e a capacidade de responder satisfatoriamente em defesa do meio ambiente
                                                              (WCED, 1987).         

Eu não acredito que exista outra profissão no mundo tão corrupta quanto à arte de se fazer política no Brasil, fruto do aprimoramento e do aperfeiçoamento das técnicas de roubar, postas em práticas por nossos representantes, em todos os níveis do poder, com raras exceções.

Burocrata do setor pesqueiro do estado do Amazonas pegou o vácuo do pensamento adotado por um CABEÇA DE BAGRE de Rondônia, em ser contra a criação de peixes em tanques-rede, sob a alegação de que peixe não cresce e polui o meio ambiente, e vejam o resultado que deu: hoje, o estado do Amazonas não dispõe de pescado para abastecer o mercado consumidor e, assim, atender as necessidades de consumo da população e, para suprir a demanda insatisfeita de proteína, vem absorvendo cerca de 90% da produção de pescado de Rondônia e 40% da produção de Roraima —  por ausência de planejamento e por excesso de incompetência de um cabeça de prego. 

A criação de camarão na região Amazônica é uma necessidade do momento para atender a demanda insatisfeita do mercado consumidor desta proteína e, ao mesmo tempo, para aproveitar racionalmente o potencial aquícola da região.

Para um sistema de governo populista a solução do problema não interessa e, sim, os paliativos assistencialistas eleitoreiros que se assemelham com o bater de pratos para aguçar o estômago do homem faminto, formar seu curral eleitoral e obter o voto de cabresto.

O possível está feito e o impossível far-se-á.
          François Marie Arouet - Voltaire

Quando o ser humano esquece o seu EGO e pensa no seu próximo as energias cósmicas convergem para o mesmo alvo e passam a apoiar o seu semelhante e é neste momento que tudo acontece: o possível se concretiza e o impossível se torna sonho e, depois, se materializa.

As energias cósmicas escutam, obedecem e cumprem o comando de voz de um homem determinado, do mesmo modo que ocorre com o leão selvagem ao ouvir a palavra de ordem de seu domador enérgico.

O homem inteligente não é apenas uma pessoa de muitos livros e de muita leitura mas, sim, um homem observador, humilde e temente a Deus.

Enquanto houver um brasileiro sequer recebendo cesta básica do governo federal, o Brasil não terá motivos para comemorar avanços sociais e nem anunciar as realizações do Governo Federal.

█ A vida é um eterno renascer. Enquanto uns nascem outros morrem. No momento em que eu atinjo a curva do Cabo da Esperança  o meu filho Filipe Octávio se torna pai — com o nascimento de seu filho primogênito  e meu neto Rafael Matos de Almeida, neste 9 de junho, na cidade de Porto Velho-RO — como uma dádiva de Deus e para  a felicidades de todos os familiares e amigos.

█ Enquanto o Governo Federal gastou 33 bilhões com as obras inacabadas dos 12 estádios de futebol para realização da Copa do Mundo da FIFA, a população morre na fila do SUS, sem médicos, sem medicamentos, sem condução para trabalhar, sem dinheiro para assistir aos jogos do Brasil, enquanto  a classe política dominante fará a campanha política bancada pelas construtoras, com os milhões do nosso dinheiro, pagos com os impostos.

Antônio de Almeida Sobrinho é colaborador dos seguintes Portais:
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

NUNCA MAIS, À SABEDORIA PETISTA.

O político tucano bate à porta da filha, feminista, petista vermelha-rocha e presidente do Partido das Manifestações Constantes do Brasil – PMCB, quando a filhota leva o maior susto ao ver o pai com o uniforme e bandeira do PT e já chamando-a de companheira.

- Paizão, que mudança radical foi esta que aconteceu com o senhor?. – Eu já vi homem virar lobisomem. Lagarta virar borboleta.  Eu também já vi petista virar tucano,  mas o contrário, esta é a primeira vez. Mudou da água para o vinho? O que aconteceu?

- Companheira, eu analisei bastante a sua proposta, revi seus conceitos e me decidi virar a casaca. - Agora estou no time dos vermelhos e me convenci que realmente vocês do PT estão  com toda razão. - Portanto, temos que comemorar minha filhota. - Você é um dos meus maiores orgulho!!!.

- Que legal!!! Paizão!!! - Hoje é o dia mais feliz da minha vida. - Agora, temos muito que conversar. - Só falta, agora, também, convencer a mama a virar a casaca e fazer o mesmo. - A mama tem que fazer parte do nosso grupo. -Ela vai ser uma ótima ativista e tanto. Entendeu?

- Filhota, deixa comigo que eu vou amaciar a velhota e, depois, você faz as costuras e os  arremates.

- Vamos, a partir de agora, agendar a primeira reunião de trabalho com todos os seus amigos e amigas do condomínio.   Eu já quero mostrar trabalho, a partir de agora!!!.

- Na hora e local acordados, tem início a reunião.

- Companheiros e companheiras!!!. - Eu tenho várias notícias importantes e medidas adotadas, seguindo à risca a linha do partido, a apresentar para vocês:

- Minha filha, tu sabes aquela poupança de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais) que eu fiz para ti e te dei de presentes ao completares 18 anos?

- Sim, o senhor dobrou?

- Não, minha filha. Eu fiz doação para os pobres de Cuba. Eu entreguei todo o dinheiro para o companheiro Fidel administrar e transformá-la em alimento, agasalhos e em remédios para os pobres, coitadinhos, da periferia de Havana.

- Papai, o Senhor ficou pirado e maluco, tudo de uma vez? - O Senhor pirou a cabeça? – O dinheiro não era seu.

–Toda a poupança era minha. –Não era sua!!!.

- Não, minha filha. - Esta política de doação de tudo que é dos outros é a política adotada pelos petistas. Agora, mesmo,  a presidenta Dilma acabou de construir o maior Porto de Cuba com o nosso dinheiro, sem avisar para nós. - O povo autorizou ela fazer esta doação? - O PT atua assim mesmo. - E tem que ser assim mesmo. - Esta é a nossa tradição.

- Filha, sabes aquela Ferrari que eu te dei de presente, no dia do teu aniversário?

- Sei papai? – O senhor mandou revisá-la?

-Não, minha filha. - Eu fiz doação para a Santa Casa de Misericórdia de Cuba  para vender e ajudar a atender as famílias carentes de vários bairros pobres, em respeito à solidariedade tão propalada pelo PT.

- Pai, você está mesmo doido da cabeça. - O senhor não poderia fazer isto? O carro não era seu!!!.

- Minha filha, esta é a política de doação do patrimônio do povo brasileiro adotada pelo PT. - Veja o exemplo da Petrobras, na Bolívia?

- Filha, você parece que está esquecendo que agora eu sou petista!. Eu tenho que dar bom exemplo!!!.

- Vejam, vocês, companheiros e companheiras, o gesto nobre do companheiro Genoíno: após correr aquela sacola, a fim de arrecadar dinheiro proveniente do bolso dos próprios companheiros para pagar a sua dívida do Mensalão, ainda sobraram R$ 30.000,00 (Trinta mil reais) e ele fez doação para ajudar o companheiro Delúbio.  - Pobre homem,  que também não dispunha de recursos financeiros suficientes para pagar aquela dívida monstruosa cobrada pelo Joaquim.

- Filha, eu tive a liberdade de pegar todas as suas jóias, o tablet, o computador, a bicicleta elétrica, aquela moto de 1.000 cilindradas, os sapatos e parte das roupas que estavam no guarda-roupa social, que você quase nem usa, e fiz doação para o abrigo dos dependentes químicos. Eles irão fazer um bom uso de tudo que estava aí guardado, sem utilização.

- Pai,  isto é uma tremenda sacagem que o senhor fez comigo! – Eu não estou quase nem acreditando em tudo que o senhor fez e falou?!! – Isto é mesmo verdade?

- Filhota, tu sabes aquele Plano de Saúde do Bradesco que eu fiz para ti?

- O senhor renovou, PAI?

- Não,  minha filha. – Eu cancelei!.

 – Agora você vai ser atendida pelo SUS e vai se dar ao luxo em falar pessoalmente e ser atendida  com médicos Cubanos. – Para os petistas, isto é motivo de muito orgulho!.

- Todos os presentes vaiaram, em um só tom, por longo tempo, o novo petista, em solidariedade à presidente do PMCB. E tome vaia, até chamar a atenção dos demais condomínios do Bairro. No meio de tantas vaias e de tanta confusão, teve início a uma nova manifestação, contrariando o horário previsto das próximas reivindicações.
Ao chegar a casa, no dia seguinte, com a cara pintada de preto, com parte do corpo tatuado, toda machucada e com hematomas de balas de borracha,  em conflito com a polícia,  e, ainda, com a máscara e os chifres do Diabo na cabeça, seu pai pegou-a pelo braço, tirou o cinturão da cintura e lhe deu aquela surra de fazer coaxar todos os sapos da lagoa para que a filha aprendesse a seguir, rigorosamente, a cartilha, com as normas e costumes do PT. - Depois,   expulsou-a de casa, a partir daquele momento.

Após uma semana morando na rua, a filhota retorna a casa paterna e se ajoelha aos pés do PAI e fala: paizinho vamos fazer um acordo de companheiro: – Vamos deixar este partido, que  nós escolhemos para seguir à risca porque tudo que ele orienta, nós só temos a perder.  Eu perdi tudo e agora eu quero ser mesmo é Neoliberal. O senhor tinha, realmente ração.



CONTRAPONTO
Faça o que eu digo e não faça o que eu faço.

Tenham todos um bom dia.
Antônio de Almeida Sobrinho é colaborador dos seguintes portais:
www.gentedeopiniao.com.br; www.emrondonia.com.br; www.rondonoticias.com.br

quarta-feira, 4 de junho de 2014

AQUICULTORES PIONEIROS EM RONDÔNIA: OS VERDADEIROS SAMURAIS



Os primeiros passos da aquicultura na região amazônica sempre foram interpretados como ato de heroísmo, de determinação e de obstinação de primeiros colonos, de agricultores, de empresários empreendedores e de profissionais que apostaram em explorar as potencialidades da região e em utilizar seus conhecimentos para se dedicar à exploração racional dos recursos naturais renováveis, em caráter economicamente rentável e compensador, ecologicamente sustentável e socialmente justo.

O precursor da piscicultura no então Território Federal de Rondônia foi o senhor Francisco Braga de Paiva (falecido), que nos idos de 1970, proveniente do estado do Ceará, ex-Fuzileiro Naval da Marinha Mercante do Brasil, passou a residir em Porto Velho — quando preparou um viveiro de barragem em sua propriedade, com autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, onde hoje funciona o Centro de Tradição Gaúcha — CTG, na estrada da Penal, segundo depoimento de familiares, quando este viveiro foi povoado com exemplares de peixes das espécies jatuarana (Brycon spp.), branquinha (Potamorhina latior); jaraqui (Semaprochilodus taeniurus) e curimatã (Prochilodus nigricans),  capturados na então cachoeira do Teotônio e transportados para  sua fazenda em caixas d’água de 1.000 litros, acopladas na carroceria de caminhão Chevrolet.

Francisco Braga de Paiva chegou ao então Território Federal do Guaporé no final da 2ª Guerra Mundial, no ano de 1946, e como um dos maiores latifundiários do então Território Federal do Guaporé, se  tornou proprietário de vários seringais e da principal indústria de borracha da região — com uma visão futurista, se tornou o maior produtor de borracha da Amazônica e deixou a piscicultura em plano secundário, por ausência de alevinos e de incentivo do Governo. 

O primeiro aquicultor profissional, com registro junto ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF—  que tivemos a oportunidade em conviver e trabalhar  em Rondônia—, foi o então empresário do ramo madeireiro, Sr. Bento da Mota Braga, hoje com 86 anos, residente em Porto Velho, que deu os primeiros passos na criação semi-intensiva e intensiva de quelônios, especificamente das espécies: tartaruga-da-Amazônia (Podocnames expansa, Scheigger,1812) e tracajá (Podocnamis unifiles, Troschel, 1848), na Fazenda Areia Branca, antiga estrada da Areia Branca, passando pelo igarapé Bate-estacas, hoje, transformada em área urbana e em bairro residencial.

Por seu pioneirismo e aguçada versatilidade, o filho do cearense, Bento da Mota Braga, nascido e criado na Boca do Acre – AM e, depois, transferido para o Território Federal de Rondônia,  residente em Porto Velho, preparou em sua propriedade diversos berçários, no sistema de viveiro de barragem, na Fazenda de sua propriedade, na Areia Branca, então área rural do município de Porto Velho, diversos berçários para criação de quelônios, com tecnologia adquirida em uma bibliografia consultada e recomendada para este tipo de cultivo, [uma cartilha], no formato de viveiros de barragens, e passou a receber do Governo do ex-Território Federal de Rondônia e de entidades do Governo Federal, como o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF (extinto) e da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca – SUDEPE (extinta) orientações e assistência técnica, e na condição de fiel depositário e de preservador-colaborador, cultivou por muitos anos exemplares de quelônios que eram apreendidos, chegando, na época, a formar um plantel de mais de 12.000 exemplares de quelônios, em diversas faixas etárias, de tamanhos e de pesos, destas espécies mencionadas.

Conciliando com o cultivo de quelônios, o empresário Bento da Mota Braga construiu a jusante de uma nascente de água, com domínio dentro de sua propriedade, dois viveiros de derivação, abastecidos através de tecnologia se utilizando do sistema de bombeamento através de   “Carneiro Hidráulico”, com duas unidades, sem custo com energia elétrica para abastecer de água os viveiros, passondo a receber orientações técnicas de seu grande amigo Aníbal Vítor Lemos, então Chefe da então SUDEPE, em convênio com o Governo do então Território Federal de Rondônia, sob a gestão da Secretaria de Estado da Agricultura – SEAG, hoje SEAGRI-RO, com objetivos de produção de pescado para o consumo familiar. Em diversas oportunidades a SUDEPE fez doação de exemplares da espécie pirarucu (Arapaima gigas, SHINZ, 1822) e devido à fragilidade técnica do momento esta atividade se tornou secundária e sem fins econômicos e empresariais para o empreendedor.

Um outro pioneiro no cultivo de peixe na região que tivemos oportunidade em conviver e trabalhar é o Sr. Antônio Xavier da Silva, hoje com 83 anos, proprietário de terras na comunidade pesqueira denominada Belmont, às margens do rio Madeira, quando o igarapé que entra em sua propriedade anualmente era fechado, através de redes, principalmente após a maior alto do nível das águas.

Após o confinamento de um significativo número de exemplares da população natural de animais aquáticos, dentre estes: peixes, quelônios e répteis ficarem retidos nesta coleção de água, dentro de sua propriedade, e, sendo mais tarde, no período de seca, utilizados como o principal alimento familiar e o excedente sendo disponibilizado para atender as necessidades de moradores do entorno, de familiares e de amigos, em área contíguas as suas terras. Esta prática, hoje, é proibida pela legislação pesqueira vigente no país.

Quando do início de nossos incipientes trabalhos de desova artificial, nos idos de 1978, recebemos o apoio integral do Sr. Antônio Xavier da Silva que nos possibilitou fazer diversas capturas de centenas de exemplares da espécie curimatã (Prochilodus nigricans) e jaraqui (Semaprochilodus taenipurus) para extração da hipófise (glândula pituitária) para se preparar um banco de hormõnios para serem utilizados na realização da desova induzida, em exemplares da espécie tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818), como, também, para que fossem realizadas capturas de alevinos e de matrizes para se fazer o povoamento de peixes com espécies regionais em viveiros de barragem na propriedade do Sr. Bento da Mota Braga, na mencionada área na Areia Branca, uma vez que em Rondônia na existia alevinos produzidos, em níveis de laboratório e com a tecnologia de reprodução artificial, conhecida como desova induzida.

Um outro aquicultor pioneiro de Rondônia que se deve destacar foi o então empresário do ramo madeireiro, José Elvan de Freitas Braga, (o popular Braguinha), na época proprietário da Madeireira Santa Maria, na cidade Ariquemes-RO, filho do Sr. Bento da Mota Braga, que nos idos de 1984, através do cultivo intensivo da espécie de camarão gigante da Malásia (Macrobrachium rosembergii), com a implementação de um Projeto Piloto, utilizando-se de 20.000 post-larvas deste crustáceo, adquiridas da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro - PESAGRO, atingindo resultados satisfatórios.

Após a criação do camarão gigante da Malásia, o empresário José Elvan de Freitas Braga, passou a investir na construção de um Laboratório de Desova, com recursos próprios, para produção de alevinos de tambaqui e, em 1984, após dezenas de tentativas frustradas, se conseguiu o primeiro resultado positivo com a eclosão e sobrevivência de mais de 20.000 alevinos da espécie tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818), obtendo, assim, uma façanha e passando para a história como o idealizador e realizador da primeira desova de tambaqui no estado de Rondônia, em nível de laboratório e de propriedade rural.

Parte dos alevinos desta primeira desova exitosa da espécie tambaqui foi doada para o Governo de Rondônia, na pessoa do Engenheiro Agrônomo Haroldo Augusto Franklin de Carvalho Santos, ex-Deputado Estadual Haroldo Santos, na época difusor de tecnologia da SEAGRI-RO, para que este fizesse a distribuição destes alevinos para diversos municípios, no eixo da BR-364, e, assim, implementasse os primeiros experimentos de criação de peixes, com a espécie tambaqui (Colossoma macropomum, Cuvier, 1818), em nível de produtor rural no estado de Rondônia.
                       

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SER OU SE TORNAR PIONEIRO
            Ninguém nasce pioneiro ou se planeja sê-lo. Quando um homem se torna um pioneiro este feito estava definido em seu DNA, mesmo antes de seu nascimento, e isto ocorre porque foi realizado um trabalho secreto que ninguém se ousara a descrever ou a revelar. Um homem preguiçoso jamais se tornará um pioneiro, digno de reconhecimento e de louvor.

            Ser ou se tronar pioneiro é um estado de espírito e tudo ocorre por determinação de forças ocultas que poucos têm a capacidade para explicar e convencer.

            Tudo que leva a uma criatura humana a se tornar um pioneiro, um desbravador e a construir algo que irá beneficiar seus semelhantes tem embutido neste gesto uma força superior bem suprema que supera a segunda força de se praticar o mal, que acompanha a essência da criatura humana.

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Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca, com Pós-Graduação em Tecnologia do Pescado pela FAO/UFRPE, com Pós-Graduação em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira, Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Conselheiro Administrativo do Sistema SESCOOP/OCB-RO, 2013/2017.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

PISCICULTURA FAAARTA


PISCICULTURA FAAARTA



█ Com o advento da criação do estado de Rondônia e, consequente, incentivo de sua colonização através do Governo, um significativo número de produtores rurais do sul, sudeste e nordeste do País, migrou para o novo Estado, trazendo consigo a tradição agrícola e alguma experiência em criação de peixes.

█ A maioria destes colonos se instalou ao longo da BR—364, distante de rios piscosos, e passaram a construir pequenas, médias e grandes represas para armazenar água para atender a demanda da criação do rebanho bovino e, posteriormente, através de orientações técnicas da então ASTER-RO, hoje, EMATER-RO, passaram a desenvolver os primeiros cultivos de peixes em suas propriedades para atender as necessidades da família e, depois, passaram a comercializar o excedente da produção de pescado para atender outros centros consumidores de distritos vizinhos e do entorno da região.

█ Através da elaboração, legitimação, publicação e implementação do Sistema de Produção para Criação de Tambaqui em Rondônia, 1991, através da EMATER-RO, EMBRAPA e SEAGRI-RO, quando o serviço de ATER – Assistência Técnica e Extensão Rural passou a intensificar os trabalhos de piscicultura em Rondônia — podendo-se, no entanto, concluir que a piscicultura atingiu ao patamar que chegou graças à força empreendedora de alguns conhecimentos técnicos adquiridos por estes colonos, em seus estados de origens; com esforço próprio do produtor rural, que teve a iniciativa em implementar os primeiros viveiros de peixes em suas propriedades, com recursos próprios e, depois, financiados por agentes financeiros da região; da ação revolucionária do associativismo e do cooperativismo; do apoio logístico das prefeituras municipais e do incentivo do Governo Estadual.

█ Para que o Governo do estado de Rondônia incentive o crescimento da piscicultura torna-se necessário se fazer uma avaliação do atual estágio de produção de pescado, através de um Diagnóstico Estatístico, quando o Governo teria a sua disposição um diagnóstico real da atual situação desta atividade e, ao mesmo tempo, passaria a dispor das necessidades e dificuldades do setor aquícola, mostrando claramente os prós e os contras do setor aquícola, com ênfase especial para os pontos de estrangulamentos da atividade e suas possíveis equacionamentos e soluções.

█ É lamentável quando nos deparamos com Estatísticas da Produção de Pescado do estado de Rondônia sendo divulgados na mídia nacional, sem nenhum critério técnico, proveniente da piscicultura, na base do ‘achismo’, e, não temos dúvida, de que tudo isto está ocorrendo com a aproximação das eleições, sendo, portanto, com cunho eminentemente eleitoreiro. Neste sentido, estamos anunciando, em primeira mão, que estamos fazendo um trabalho em nível estadual para termos com precisão de estatística-matemática, um Diagnóstico da Piscicultura do Estado de Rondônia, a exemplo do que foi realizado no ano de 2001, (o único até então realizado) com critério técnico, cujos resultados foram publicados no Livro: AQUICULTURA NO BRASIL, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq, Funep e UNESP – Centro de Aquicultura, sendo este articulista como responsável técnico pela elaboração da Estatística da Aquicultura do Estado de Rondônia.

█ Após a realização e conclusão deste Diagnóstico Estatístico que estaremos realizando, com início previsto para esta segunda quinzena de maio e conclusão após os jogos da Copa do Mundo, quando nós iremos mostrar os resultados destes estudos e que deverão ser publicados no Livro AQUICULTURA DE RONDÔNIA: Bases para o desenvolvimento sustentável — que estaremos publicando, com recursos próprios, quando este trabalho estará sendo implementado com apoio de entidades governamentais e não governamentais, quando estaremos mostrando os pontos críticos e de estrangulamento da piscicultura, bem como as incongruências, omissões e não verdades do setor aquícola do estado de Rondônia.

 █ Hoje, atuando junto ao setor aquícola do estado de Rondônia e com um determinado e suficiente conhecimento, ao considerarmos um trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo  dos  caminhos trilhados nestes últimos 35 anos de dedicação profissional — se pode afirmar com todas as letras — sem medo de errar, que em Rondônia a piscicultura é FAAARTA porque:
FAAARTA planejamento estratégico para desenvolver a piscicultura;
FAAARTA diretrizes para desenvolver à piscicultura;
FAAARTA políticas públicas para desenvolver à piscicultura;
FAAARTA gestão pública para coordenar à piscicultura;
FAAARTA tecnologia para verticalizar a produção pesqueira;
FAAARTA vontade política para apoiar à piscicultura;
FAAARTA técnicos em quantidade para assistir á piscicultura;
FAAARTA técnicos qualificados para capacitar os piscicultores;
FAAARTA assistência técnica de qualidade para assistir à piscicultura;
FAAARTA insumos básicos para apoiar à piscicultura;
FAAARTA ração de qualidade e preços justos para atender a demanda da piscicultura;
FAAARTA preço mínimo para comprar a safra de pescado;
FAAARTA energia subsidiada para incentivar à piscicultura;
FAAARTA armazéns para armazenar a produção;
FAAARTA transporte para transportar a produção;
FAAARTA mercado para comercializar a produção. 

PENSAMENTO DA SEMANA

Quando o governador Confúcio Moura escolheu o slogan Governo da Cooperação o cooperativismo do estado de Rondônia aplaudiu de pé esta iniciativa governamental — pensando, não temos dúvidas, que os elos de toda a cadeia iriam receber apoio integral e as cooperativas e seus cooperados iriam ser apoiados com todas as letras. Com o passar do tempo, se constatou que ao invés do apoio do Governo ocorreu um descaso e uma rígida e covarde retaliação com a diretoria da COOMAPEIXE – Cooperativa Mista e Aquícola do Estado de Rondônia, afetando parte de seus cooperados  que, num piscar de olhos, viu os seus dezoite (18) Projetos ITACPP elaborados caírem na vala do descaso governamental e, depois, rolarem nas correntezas das águas do rio Madeira, tendo como responsáveis diretos membros do próprio Governo que solicitaram à PGE- Procuradoria Geral do Estado de Rondônia  para indeferir os mencionados PROJETOS. Agora querem votos?

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