domingo, 4 de maio de 2014

LULA É CANDIDATO À SUCESSÃO:

 ALGUÉM TEM DÚVIDAS?


A bancada do Partido da República - PR fez o lançamento da campanha “ VOLTA LULA”, na Câmara Federal, no último dia 28 de abril de 2014, no sentido de substituir a candidatura de Dilma Rousseff por Luiz Inácio Lula da Silva, como candidato do PT, para concorrer as eleições de 5 de outubro próximo. Na concepção do Deputado Federal Bernando Santana, líder do PR na Câmara, através da leitura da Carta Aberta, cujo teor está focado em fortalecer a campanha do “VOLTA LULA”, quando afirma que somente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “pode inaugurar um novo ciclo virtuoso de crescimento pela vida da conciliação nacional”.
█ Uma outra corrente partidária coordenada pelo Deputado Estadual Campos Machado, secretário-geral nacional do PTB,  e presidente do diretório da São Paulo, afirma “achar inevitável que LULA tome o lugar de Dilma se ela não chegar bem às vésperas da eleição”.
█  Caso a candidata Dilma Rousseff seja escolhida na convenção nacional do PT, que ocorrerá no período de 10 a 30 de junho, de acordo com a legislação eleitoral, e a performace da candidata Dilma Rousseff continuar caindo nas pesquisas de intenções de votos, até o prazo limite para que ainda possa haver a substituição, torna-se necessário a renúncia da candidatura de Dilma, até a data de 15 de setembro, ou seja, 20 dias antes das eleições, de acordo com a legislação eleitoral do TRE — que serão realizadas no dia 5 de outubro de 2014, quando a substituição de Dilma para a entrada do ex-presidente Lula será automática, num piscar de olhos. Mas para que isto ocorra, será necessário seguir os precedimentos da legislação eleitoral, com renúncia de um candidato e justificativas do ingresso do candidato substituto.
█ A ala lulista tem uma nova sugestão: que durante a realização da convenção nacional do partido dos vermelhos, que será realizada no período de 10 a 30 de junho de 2014, que já defina como candidato a presidente para a sucessão de Dilma Rousseff o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fim de se evitar desgastes com a troca de candidato, enquanto os partidos de oposição já estão com seus candidatos com as bocas nos trombones, com os blocos nas ruas e se utilizando dos dividendos políticos com os males praticados e feitos na administração da petesada, com muita fome de poder e com muito sede ao pote, e deverão ser revelados através das investigações da CPI da PETROBRAS, recém-criada e em fase de instalação, que sem dúvida, tudo que for revelado será jogado no ventilador, tudo que for encontrado de errado, com um grande desgaste para o Planalto — que não pode projetar onde isto poderá desaguar — sem falar  no escândalo do famigerado Mensalão e com os erros e desencontros da administração do PT, nos últimos quase 12 anos, com mais erros do que acertos, no discurso da oposição. 
█ O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou em entrevista neste 2 de maio, que no Encontro Nacional do PT previsto para ser realizado nesta sexta-feira e sábado, na capital paulista, irá sepultar definitivamente o movimento “VOLTA LULA” e, ao mesmo tempo, consolidar através de decisão dos delegados do Partido dos Trabalhadores a candidatura da presidente Dilma Roussef, como candidata à reeleição para residência da República.
█ Uma outra corrente partidária, coordenada pelo Deputado Estadual Campos Machado, secretário-geral nacional do PTB  e presidente do diretório da São Paulo, afirma “achar inevitável que LULA tome o lugar de Dilma se ela não chegar bem às vésperas da eleição”.
 █ A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, escreveu neste 1º de maio, quando o tema foi o “VOLTA LULA” que o mencionado Deputado Estadual Campos Machado, em visita de cortesia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se utilizou de uma premissa verdadeira muito forte, para servir de argumentação para convencer o ex-presidente Lula a concordar com o ‘VOLTA LULA”:
”Estamos aos 38 minutos do segundo tempo. O Palmeiras está perdendo de 1 a 0  para o Ituano. Eu olho para o banco de reserva e vejo o Lionel Messi, o Cristiano Ronaldo ou o Neynar. Eu faço o quê?, disse Campos Machado a Lula, comparando-o aos craques que poderiam virar o jogo. O ex-presidente teria dado ‘uma risadinha’, sem prolongar o assunto”.

█ No dia 4 de novembro de 2013, uma matéria de nossa autoria foi publicada tratando deste mesmo tema — a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — nos Portais: www.gentedeopiniao.com.br; www.rondoticias.com.br e em www.emrondonia.com.br, com o seguinte título e sub-título:  LULA É O CANDIDATO DO PT: O DISFARCE DO LAGARTO que por solicitação de leitores e internautas estamos reproduzindo alguns fragmentos da Coluna publicada naquela data — para mostrar que não estávamos tão futurista assim e errado, como alguns amigos e internautas insinuaram e ventilaram. Vejam a íntegra da matéria:
█ Enquanto as oposições não conseguem ver o sol por traz de uma simples peneira — quando ainda não entendeu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) para a eleição presidencial de 2014 —  e não tem quem me convença de que a própria presidente Dilma Rousseff não tenha plena consciência disto e, não resta dúvidas, de que esta tem toda a  fidelidade do mundo ao seu criador e padrinho  político. Isto são favas contadas e aptas para o consumo.
█ Não se pode, também, ter dúvidas de que a presidente Dilma Rousseff honrará com todos os compromissos, supostamente assumidos com o ex-presidente Lula, nunca revelados e mantidos trancafiados, a sete chaves, de que ela Dilma Rousseff só seria a candidata na eleição de 2010 e que não seria candidata à reeleição, exceto em caso excepcional — como um de seus mais sagrados segredos e compromissos, até hoje assumido. Acredita-se.  
█ Enquanto as forças de oposições vão se desgastando, a Presidente Dilma se mantém como virtual candidata à reeleição, com o simples aval do Planalto — e não do Diretório Nacional do PT— e as “forças ocultam” vão trabalhando, viabilizando, camuflando e materializando a candidatura do ex-presidente Lula, utilizando o DISFARCE DO LAGARTO, utilizando-se de técnicas semelhantes a estratégias de guerra e com os requintes do mais sofisticado marketing político de campanha silenciosa, com uma projeção biônica suficiente para visualizar o limite do crescimento da atual candidatura posta, da criatura (Dilma) e qual o crescimento em relação a  do criador, (Lula) em termos comparativos, com vistas à sucessão presidencial.
█ Após a publicação da última pesquisa de intenções de votos e no limite máximo possível de substituição, quando se constatar que a performance da hoje candidata Dilma Rousseff não atingir o volume de intenções de votos necessários para  ganhar a eleição e consumar a fatura já no primeiro turno, e, sim, o ex-presidente Lula, é nesta hora que tudo que estamos afirmando ocorrerá, a substituição será, automaticamente, num toque de mágica, sob pena da oposição ganhar a eleição com sobras de votos, num indesejável segundo turno contra o partido dos vermelhos.
█ Por que o ex-presidente Lula não se lançou oficialmente como o candidato do Planalto a sucessão da presidente  Dilma Rousseff?
Resposta óbvia.  A sua saúde está boa, segundo seus médicos. Qual seria o verdadeiro  PULO DO GATO. Aquele pulo que o gato não ensinou para a onça — que lhe salvou a vida.
Se o ex-presidente Lula fosse o candidato oficial à sucessão de Dilma Rousseff, neste momento, a oposição iria pegar-lhe no pé. Tanto as oposições quanto as redes sociais iriam convocar e incitar as massas e as manifestações populares iriam retornar às ruas e tentariam  esvaziar a sua candidatura, a todo custo,  até lá, como sendo o responsável por todos os erros do Governo, por todos os desmandos administrativos praticados pelo Governo do PT, como o pai, como o avô e até como o bisavô do famigerado MENSALÃO. Todos sabemos que gato escaldado tem medo de água quente ou é de água fria. Ou não tem? Ou tem medo de todos os tipos de água?
 █ A estratégia política que vem sendo utilizada pelo PT é capaz de projetar na tela o real crescimento da candidatura do ex-presidente Lula  e, assim, no momento exato, no dia “D”, no último momento, será feita a substituição,  de “Dilma” por “Lula” e, assim, se evitar um possível segundo turno, que é, na verdade, o que a “petezada” não quer.
 █ Em entrevista a uma emissora de TV portuguesa, neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou “que não será candidato a nenhum cargo eletivo e reiterou apoio à Dilma Rousseff como candidata à Presidente da República. ... Após um breve silêncio, complementou: “em política, a gente nunca pode dizer não. Mas eu acho que eu já cumpri com a minha tarefa no Brasil. Não vou ser candidato”.
█ Uma segunda campanha toma corpo, em nível nacional, e já chegou a ser operacionalizada e massificada no estado de Rondônia, utilizando, para tanto, de adesivos em carros e motos e nos demais tipos de transportes, com o seguinte slogan:

FORA
DILLMA

E LEVE O PT JUNTO

PENSAMENTO DA SEMANA

O disfarce dos petistas é tão perfeito que a Dilma será proclamada e aclamada na convenção nacional do PT como candidata à reeleição e no prazo limite de até 20 dias antes das eleições esta renunciará, como candidata ao Planalto, e será substituída por Lula, ao apagar das luzes, o único com chance real em concorrer e ganhar das forças aliadas dos partidos de oposição, tendo o Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), na coordenação de um frentão nacional, com apoio de outros partidos dissidentes e descontentes com a forma de administrar e de fazer política dos companheiros do PT. (Em entrevista recente.)

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais:         www.rondonoticias.com.br e www.gentedeopiniao.com.br    www.emrondonia.com.br

ENTREVISTA: POLÊMICA CHEIA DO RIO MADEIRA




Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca (UFC), com Pós-Graduação em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira (UNIR), Pós-Graduação em Tecnologia do Pescado (UFRPE/FAO/Ministério da Agricultura) e Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (UNIR).
Como Coordenador Regional da extinta SUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca, deu início aos primeiros trabalhos, no âmbito da Pesca e Aquicultura no Estado de Rondônia, no período de 1986 a 1989, culminando com a viabilização e implementação da Estação de Piscicultura de Rondônia e início de uma nova fase do setor produtivo primário: a piscicultura, em nível de produtor rural e de piscicultor.
Como sindicalista, foi o primeiro Diretor Social e o segundo Presidente do SENGE-RO – Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rondônia, no período de 1986 a 1989.
Antônio de Almeida Sobrinho foi aluno do conceituado Professor José Galizia Tundizi, PhD, e Professor de Limnologia da Universidade Federal de São Carlos, autor de vários livros sobre água, limnologia, meio ambiente e Presidente do Instituto Internacional de Ecologia – IIE, com sede em São Carlos –SP.
Hoje, Antônio de Almeida Sobrinho é colaborador dos Portais: www.rondonoticias.com.br, www.gentedeopiniao.com.br e www.emrondonia.com.br e Diretor Presidente da Pacaas Engenharia Oportunidades e Soluções Ltda onde atua como consultor técnico, com ênfase junto à atividade de pesca, aquicultura e meio ambiente.



█ www.rondonoticias.com.br: Por que as empresas responsáveis e a classe políticas estão em silêncio diante da maior cheia do rio Madeira que vem se transformando no maior desastre ambiental para a Bolívia e num dos maiores transtornos para os estados de Rondônia e do Acre?
AAS – A classe política do estado de Rondônia apoiou veementemente a construção das obras hidrelétricas do rio Madeira, (com raras exceções), tanto verbal, como no silêncio, em forma de documento, como através de influências políticas, e a formalização e recebimento de benesses, com apoio financeiro e ajuda de campanhas se tornaram lógicas, justas e merecidas, no entendimento entre as partes. Como agora estes políticos podem falar alguma coisa? Estão amordaçados e de mãos atadas.
█ www.rondonoticias.com.br: Quais os culpados diretos e indiretos pela cheia do rio Madeira ou são conjecturas científicas, com vistas em consultorias milionárias?
AAS – As especulações são muitas. De técnico de futebol e de analista ambiental o Brasil está cheio, principalmente neste momento de copa do mundo e de cheia do rio Madeira. Pior do que as especulações infundadas e se falar besteiras é o silencio da classe política e das empresas responsáveis, e, quando se pronunciam, fazem semelhante à presidente Dilma Rosseff que sobrevoou as áreas alagadas do Estado e falou sem conhecimento de causa e em tom de se eximir de culpa, sem nenhuma fundamentação técnica e científica “[ ... de que a cheia do rio Madeira não tinha nenhuma relação com as obras das usinas hidrelétricas em construção em Rondônia...]” e, depois, culpar a Bolívia pelo excesso de chuvas nas cabeceiras do rio Madeira. Têm culpados, sim. Vamos tentar explicar, com os mínimos detalhes. É por isso que neste momento o profissional que não é chapa branca leva muitas vantagens. Não se tem rabo preso com qualquer que seja o grupo político ou empresarial. Se considerarmos o teor do bate boca entre os diretores dos consórcios construtores pelas obras hidrelétricas do rio Madeira, os culpados estão bem próximos de todos nós e se defendem, a todo custo, e em tom bem acirrados como se pode perceber no texto que estamos reproduzindo  onde consta o desabafo do presidente da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), Victor Paranhos, sobre a culpa do agravamento da atual cheia do rio Madeira: “[... se a Santo Antônio Energia S.A (SAE) seguisse a regra proposta à ANA, em março de 2012, os impactos em Jaci-Paraná e em Porto Velho seriam inferiores ao verificado atualmente. Pela proposta, continua Paranhos, a Santo Antônio Energia S.A teria de iniciar a redução do nível do reservatório para a cota de 68,5 m quando a vazão do rio chegasse a 34 mil metros cúbicos/segundos. No dia 3 de fevereiro de 2014 o reservatório estava na cota 70,4 e a vazão de 38.315,68 metros cúbicos por segundo].” Para se ter um referencial da magnitude desta cheia do rio Madeira vejam as marcas históricas anteriores e compare com o nível atual. Em 1997, a marca histórica chegou a uma vazão de 47 mil m³ por segundo. Temos informações de que a vazão do rio Madeira já superou a vazão de uma semana atrás quando fora registrada uma vazão na ordem de 54,3 mil m³ por segundo e isto significa dizer que o nível da cheia de 2014 se aproxima de 16% superior da marca história anterior de 1997.
█ www.rondonoticias.com.br: Com todo aquele aparato científico e uma fábula de recursos financeiros, pagos com consultorias especiais na realização dos estudos ambientais e na elaboração do EIA/RIMA, ainda ocorreram falhas técnicas que possam responsabilizar os consórcios construtores das UHE Santo Antônio e UHE Jirau pela polêmica e inédita cheia do rio Madeira?
AAS – Quem tiver disposição para ler e interpretar o Estudo de Impacto Ambiental – EIA/RIMA que licenciou a UHE Santo Antônio e a UHE Jirau irá constatar que na pressa para iniciar as obras de ambos os empreendimentos hidrelétricos, algumas etapas técnicas foram invertidas, tais como se podem enumeras as mais simples. Neste sentido, vamos citar algumas incongruências para melhor entendimento do prezado leitor:
·         Quando um empresário decide construir um empreendimento hidrelétrico ou mesmo de piscicultura este deve procurar uma empresa credenciada, idônea e competente e que possa lhe orientar sobre os prós e os contras do projeto. Quando os custos das obras para mitigar os impactos sociais e ambientais forem superior aos custos das obras para implementação do empreendimento, normalmente os profissionais responsáveis pela empresa consultora mostram uma planilha orientando sobre a provável inviabilidade econômica e ambiental do investimento;
·         Quando um determinado empresário decide implementar um projeto semelhante ao anterior, este passará a assumir todos os passivos ambientais, até então existentes,  e no Plano de Controle Ambiental – PCA ou no Estudo de Impacto Ambiental - EIA/RIMA deverá ficar bem claro que todos os impactos ambientais serão mitigados e monitorados, periodicamente, não importando se antes da construção das obras já existiam naturalmente estes mencionados impactos;
·         Se antes do início da construção das obras as empresas que foram contratadas para elaborarem os estudos necessários para a elaboração do EIA/RIMA, tivessem levado em consideração os estudos topográficos e planialtimétricos, com a realização do Estudo de Impacto da Vizinhança, obrigatório no Estatuto da Cidade, mostrando as cotas e os trechos da BR-364 e RO-425, e quais cidades do entorno do empreendimento iriam sofrer alagamentos e em que níveis estas seriam alagadas, talvez os consórcios responsáveis tivessem pensado até duas vezes antes de iniciar as obras;
·         A não utilização de informações técnicas confiáveis sobre os níveis das cheias históricas para se adicionar a estes níveis uma margem de segurança como garantia  e se construir diques ou elevações de estradas ou vias de acesso para evitar o que hoje está ocorrendo: alagamento de vários bairros de Porto Velho; isolamento dos municípios de Nova Mamoré e de Guajará-Mirim e o estado do Acre;
·         Os planos de contingências vieram depois dos planos construtivos. Estas etapas são pré-requisitos técnicos, primários, obrigatórios e indispensáveis em quaisquer situações. Veja um exemplo visível aos olhos de todos: somente após da constatação dos famosos “banzeiros” que começaram a surgir do rio Madeira, provocados com o aumento da cota d’água e com a liberação da água, os desbarrancamentos das margens do rio Madeira foram intensificados, com a força e fúria da água  (as águas ficaram revoltadas, na versão dos ribeirinhos) colocando em risco a integridade física dos moradores residentes às margem direita e esquerda, principalmente no Bairro do Triângulo e na comunidade de São Sebastião. Somente após esta fase, e, nesta oportunidade, foi que a UHE Santo Antônio interditou a maioria das casas e removeu parte das famílias residentes, no trecho compreendido da construção das obras da UHE Santo Antônio ao Porto do Cai N’Água. As obras do plano de contingência foram providenciadas, de formas inadequadas, sem planejamento, sem critérios técnicos, com a utilização de britas jogadas sob as margens, que estavam se desbarrancando, que se o objetivo fora realmente para substituir o muro de arrimo das encostas, em processos de desmoronamento, estes serviços se constituíram como verdadeiros faz de conta e de desperdícios de recursos financeiros.


█ www.rondonoticias.com.br: Na verdade, quais são os pontos de estrangulamentos que possam responsabilizar as obras hidrelétricas do rio Madeira pelo atual nível desta cheia histórica, que afetou frontalmente os estados de Rondônia e do Acre e, ao mesmo tempo, vem causando transtorno à Bolívia?
AAS – É inquestionável os elevados índices de precipitações pluviométricas que vem se registrando nas cabeceiras da bacia hidrográfica do rio Madeira, na região dos Andes, em território da República da Bolívia, obras da natureza que independe de ações antrópicas, porém, a alerta fora feita  pelo Ministério Público do Estado de Rondônia — que fez muito bem feito o seu dever de casa — no que tange à preocupação com a abertura de comportas da UHE Santo Antônio e UHE Jirau, quando esta alerta fora feita bem antes do início da construção das obras hidrelétrica do rio Madeira, em 2007, através de expedição de documentos técnicos fundamentados e encaminhados aos poderem competentes para equacionar o problema, de acordo com o documento disponibilizado e que se teve acesso, tais como:
·         Documento do Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, ajuizado como ACP’s,  no sentido de evitar que o órgão licenciador, o IBAMA, expedisse a respectiva Licença de Operação (L.O), em 2012, quando os significativos impactos começaram a se materializar com a presença de “banzeiros”  a jusante da UHE Santo Antônio, induzindo o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal, em forma conjunta, a ingressarem com uma ação civil pública junto à Justiça Federal, em julho de 2012,  a fim de impedir o IBAMA a aprovação da Licença de Operação (L.O) para que a Santo Antônio Energia S.A concedesse a elevação da cota de 70,5 m para 71,3 m,  até que fossem cumpridas todas as condicionantes apontadas na Nota Técnica 5493/2013.
·         Fragmento do texto veiculado e remetido para a mídia eletrônica, falada e televisada, colocando os pingos nos “is”, e dando nomes aos bois, extraído do documento apresentado pelo Ministério Público Estadual,  com o seguinte teor:  
 [ ... neste mês de fevereiro de 2014, obtiveram na 5ª Vara Federal em Rondônia por meio de pedido de reconsideração, liminar para impedir que a Santo Antônio Energia proceda ao aumento da cota do seu reservatório de 70,5 para 71,3 m. Esta elevação, se ocorresse, poderia causar danos ainda mais desastrosos do que os já presenciados atualmente: inundações em vários bairros e distritos de Porto Velho e, que, nos próximos dias, podem afetar prédios públicos como o Tribunal Regional Eleitoral e a Justiça Federal, os quais certamente deverão ser desocupados por causa de chegada das águas do rio Madeira ... ].
█ www.rondonoticias.com.br: Você teria como nominar os verdadeiros culpados pela cheia histórica do rio Madeira?
AAS –: Não vejo nenhum empecilho em relacionar na ordem hierárquica de responsabilidades os responsáveis, diretos e indiretos, por tudo que está ocorrendo com a cheia do rio Madeira — que pela primeira vez vem afetando, diretamente, ao mesmo tempo, os estado de Rondônia e do Acre. Neste sentido, tornam-se necessários se interditar a geração de energia elétrica, em ambos as empresas: UHE Santo Antônio e UHE Jirau, por um período suficiente para que os estudos ambientais sejam complementados para, depois, se revelar com todas as letras os verdadeiros responsáveis e culpados por todos estes danos ambientais — que somente no lado do Brasil os prejuízos materiais causados pela cheia do rio Madeira, estão sendo estimados em torno de R$ 3.000.000,00 (Três bilhões de reais), em decorrência das enchentes do rio Madeira. Neste sentido, pretendemos fazer um relato preliminar porque a conclusão final somente poderá ser revelada após a realização de todos os estudos ambientais que estarão sendo solicitados pelo Ministério Público Estadual - MPE, Ministério Público Federal – MPF e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. 
·         Em primeiro plano, se poderia culpar a NATUREZA, tendo como gestor o Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U),  por ser benevolente, caprichar e não fazer economia de água remetida para Rondônia, através de elevados níveis de precipitações pluviométricas, com especial destaque para as cabeceiras dos rios, principalmente nos Andes, em território da República da Bolívia, rio Madre Dios e rio Beni, e ao longo da bacia hidrográfica do rio Madeira;
·         No segundo momento, os profissionais e as empresas responsáveis pela elaboração do EIA/RIMA que licenciaram a UHE Santo Antônio e, em seguida, a UHE Jirau;
·         No terceiro momento, o PODER PÚBLICO, através do IBAMA, que não tem atendido as recomendações do Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal e liberaram a Licença de Operação (L.O), com a ausência de Estudo de Impacto da Vizinhança, exigido pelo Estatuto da Cidade, com prováveis pressões políticas, sem a devida certeza  da indispensáveis projeções dos níveis de água do rio Madeira  a que poderia chegar e quais cidades e possíveis danos ambientais iriam causar.
·         E, em quarto momento, no ponto de vista técnico, são responsáveis diretos por tudo que está ocorrendo com as enchentes e com o isolamento de vários municípios do estado de Rondônia os Consórcios Santo Antônio Energia S.A e a Energia Sustentável do Brasil S.A como responsáveis pela construção das obras hidrelétricas de grande porte e de altos impactos ambientais;
·         No quinto momento, deve-se, também, considerar o ponto de vista ambiental e  responsabilizar primariamente os consórcios pela construção das obras hidrelétricas do rio Madeira (UHE Santo Antônio e UHE Jirau) pelas enchentes da bacia hidrográfica do rio Madeira,  no tocante à falhas técnicas do diagnóstico ambiental e nos estudos topográficos e planialtimétricos  que fundamentaram a elaboração do EIA/RIMA — quando não detectaram as cotas em que as águas iriam inundar alguns trechos das principais vias de acesso  ao município de Guajará-Mirim e ao  estado do Acre.
█ www.rondonoticias.com.br: Para maior compreensão do leitor, você poderia exemplificar esta situação?
AAS –: Nós que atuamos com a atividade da piscicultura e de meio ambiente, trabalhando  diretamente com situações emblemáticas semelhantes a estas que estamos vivenciado com as cheia do rio Madeira, guardadas as devidas proporções, e quase sempre nos deparamos com casos similares a este — que queremos incorporar a esta resposta como situação vivenciada com uma demanda empresarial para o melhor entendimento do prezado leitor: um determinado empresário, em Porto Velho, nos contratou para elaborar um Projeto de Piscicultura, incluindo a elaboração do Plano de Controle Ambiental – PCA. Ao realizar a topografia de toda a área, verificou-se que a estrada, contígua à propriedade, iria ficar intransitável e os principais vizinhos iriam sofrer alagamentos, ficar isolados e impossibilitados de transitarem e de escoarem suas produções.  O empresário empreendedor foi alertado e concordou em elevar os trechos da estrada que iria sofrer alagação e, também, ficou acordado no PCA que o nível da cota de água iria ser mantido, no nível médio de seu reservatório, sob pena de afetar a maioria dos proprietários de áreas a montante e a jusante de seu empreendimento e, assim, se criar problemas sérios com quase toda a vizinhança. Para tanto, podemos afirmar com todas as letras que as empresas responsáveis pelas obras hidrelétricas do rio Madeira não levaram em consideração as marcas históricas de cheias do rio Madeira e não consideraram relevantes o Estudo de Impacto de Vizinhança, exigido no Estatuto da Cidade, quando da realização dos estudos topográficas e planialtimétricos que revelam claramente as cotas que sofrerão alagamentos, independentemente da distância.
█ www.rondonoticias.com.br: Existem outros fundamentos científicos capazes de desmistificar a polêmica e emblemática cheia do rio Madeira e revelar com precisão os verdadeiros culpados por alagar os estados de Rondônia e Acre, e deixar a Bolívia debaixo d’água?
AAS – Muitos ainda não entenderam a diferença entre o funcionamento das turbinas da UHE Samuel  e UHE Santo Antônio e UHE Jirau. Quanto ao funcionamento da UHE, Samuel tiveram que construir a barragem sobre o rio Jamari e fazer as paredes para armazenar a água a um determinado volume para que água tenha queda e força suficiente para fazer girar e funcionar as turbinas e, assim, gerar energia elétrica. Neste caso, o lado onde a água se acumula é chamado de montante, com uma média anual em torno de 38 metros de profundidade, enquanto o outro lado, antes da barragem é chamado de jusante, quando o leito do rio fica recebendo apenas a água que passa nas comportas e faz girar as turbinas. No caso das UHE Santo Antônio e UHE Jirau são chamadas estruturantes, são de superfície, como o rio Madeira tem fortes correntezas, a água faz girar as turbinas e, assim, esta energia proveniente da velocidade da água se transforma em energia elétrica. Neste caso, os níveis da água, a montante e a jusante, do ponto de vista aparente, têm os mesmos níveis. Como o rio Madeira transporta sedimentos andinos, agravados com a velocidade da água que intensifica o desbarrancamento das encostas, estes sedimentos vão se decantando, ao longo dos reservatórios, que são tecnicamente chamados de curva de remanso, e em não se sabendo em quais níveis são aumentados no fundo do rio não se podem estimar as consequências e as proporções e por quanto tempo as cheias se possam prolongar. Em entrevista veiculada na mídia eletrônica regional, pelo respeitado Professor Artur  Moret, da Universidade Federal de Rondônia – UNIR,  em consonância com conceitos formulados e vivenciados pelo conceituado hidrólogo Jorge Molina, quando este afirma categoricamente  e com muito precisão sobre os  possíveis eleitos desta curva de remanso será capaz de produzir efeitos catastróficos em Rondônia e na Bolívia. Acredita-se que dependendo da complexidade dos resultados dos estudos que deverão ser refeitos e fiscalizados por os órgãos que ora estão exigindo a conclusão científica e precisa — podendo até ocorrer, num futuro bem próximo, a paralisação da operacionalização das hidrelétricas do rio Madeira, como forma de salvar as Províncias do Departamento do Beni e para se evitar um cáos ambiental, com o agravamento do problema atual. 
█ www.rondonoticias.com.br: Como assim? Você poderia dar mais detalhes e exemplificar?
AAS – Vejamos um exemplo bem prático que vem ocorrendo aqui próximo da cidade de Porto Velho: com o surgimento dos banzeiros que acarretam as quedas bruscas de barreiras (o desbarrancamento brusco e constante das margens do rio Madeira) o que se pode observar, a olho nu, é que quando estas encostas (barrancos do rio)  caem para dentro da calha do rio e este se torna automaticamente mais raso (assoreamento) e a água que antes passava livremente agora, transborda e alaga os Bairros periféricos da capital, tendo como agravantes a sedimentação de materiais orgânicas carreadas dos Andes, que em determinados anos vinham formando ilhas temporárias em determinados pontos do rio Madeira.  Caso semelhante vem, também, ocorrendo entre as UHE Jirau e a Bolívia. Como esta curva de remanso é bem mais intensa nesta área do que a da UHE Santo Antônio, e o volume de material sedimentado é bem mais superior ao da UHE Santo Antônio, este trecho a montante da UHE Jirau e a Bolívia fica bem mais raso, faz com que o refluxo das águas ocorram com maiores volumes e as consequências serão imprevisíveis e fizeram com que a Bolívia hoje se encontre em estado de calamidade pública e em desespero total.
█ www.rondonoticias.com.br: Quanto a afirmativa da presidente Dilma Rosseff de que as obras hidrelétricas do rio Madeira não tem nada a ver com o nível desta cheia história?.
AAS – A presidente Dilma Rosseff foi realmente muito infeliz e não tem informações técnicas suficientes para afirmar que os consórcios construtores da UHE Santo Antônio e UHE Jirau são  culpados ou inocentes pelos danos ambientais causados, até então pela cheia do rio Madeira, sendo interpretado como uma forma de se eximir da culpa pela construção das obras hidrelétricas do Madeira.  Este gesto da presidente Dilma foi visto com muita estranheza ao visitar o estado de Rondônia, a toque de Cometa Halley, (como fora apelidada) com um simples sobrevoou as áreas alagadas do rio Madeira. Para um bom entendedor e observador este gesto se constitui em uma falta de respeito e de consideração para com a comunidade científica e de pesquisadores e, ao mesmo tempo uma falta de respeito para com os seus eleitores e concidadãos brasileiros — para com os filhos de Rondônia e outros que escolheram e adotaram este Estado com seu torrão natal. Ela, por certo se esqueceu que daqui há pouco estão chegando as eleições ou talvez os votos da população de Rondônia não tenham muita importância para a sua eleição em outubro próximo. Por outro lado, pode-se, também, interpretar que a presidente Dilma está fugindo de Rondônia em decorrência de uma visita oficial que fora cancelada, recentemente, em decorrência de uma grande manifestação que se preparava para lhe recepcionar, composta por funcionários públicos e de membros de entidades de classe, que iriam reivindicar da presidente as justificativas e os motivos que levaram ao fiasco da transposição dos servidores públicos para ingressarem no plano federal da União. Os funerais do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, foram motivos muito bem justificados e oportunos para o cancelamento da visita oficial de presidente Dilma Rossef ao estado de Rondônia. E a população que se arrebente e procure suas melhorias.
█ www.rondonoticias.com.br: Qual o seu comentário para agradecer e encerrar esta entrevista?
AAS – Gostaria de me colocar à disposição das entidades governamentais e não governamentais, como já estou fazendo junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Rondônia - CREA-RO, para contribuir com os estudos ambientais que estarão sendo solicitados pelo Ministério Público Estadual – MPE; Ministério Público Federal – MPF; e Ordem dos Advogados do Brasil - OAB-RO, e, assim, contribuir para minimizar as agruras e os sofrimentos de irmãos do Brasil e da Bolívia, atingidos pela cheia do rio Madeira e  que estão desalojados de suas residências e acompanhando no dia-a-dia os sofrimentos de suas famílias, em abrigos improvisados e desconfortáveis.
Tenham todos um bom dia.

(69) 8111-9492 e (69) 9270-8610 e (69) 8446-1730.
Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca e Analista Ambiental, Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Conselheiro Administrativo do SESCOOP/OCB-RO, 2013/2017.
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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Aquicultura em RO, base para o desenvolvimento sustentável


       Antônio de Almeida Sobrinho
                                                 
                                                                  
  █ O nosso livro ESPINHA NA GARGANTA está no prelo para ser publicado e temos a maior satisfação em informar aos nossos leitores que todos que desempenharam o seu papel em busca da implementação, desenvolvimento e consolidação da pesca e da aquicultura no estado de Rondônia e região tiveram seus nomes citados e seus trabalhos reconhecidos como marcos reguladores, na qualidade de precursores e como os verdadeiros pioneiros da piscicultura no estado de Rondônia.
  █ Recheado de matérias técnicas e atualizadas, do dia-a-dia de nosso quotidiano — inclusive sobre as cheias do rio Madeiras e seus prováveis culpados — com temas relacionados à realidade amazônica, o ESPINHA NA GARGATA será publicado dentre em breve, e terá 154 páginas, com algumas ilustrações e fotos dos pioneiros e principais responsáveis pela implementação da aquicultura no estado de Rondônia, a exemplo de ex-Secretários Executivos da ASTER-RO, hoje, EMATER-RO, considerados e reconhecidos por todos como os principais responsáveis pela implantação e início da consolidação da piscicultura, em níveis de produtor rural e em escala econômica.
  █  O paradoxo foi necessário e gratificante e, ao mesmo tempo, indigesto, ao ter que encarnar e desempenhar o papel de um Samurai para exercer uma profissão tão digna e nobre, indispensável na produção de alimento, com geração de emprego e renda, inclusão social e segurança alimentar, e que, no dia-a-dia, tem se tornada emblemática e exercida ilegalmente por um ousado contingente de profissionais de outras áreas, mesmo sem qualificação específica, desprovidos de escrúpulos e com ausência de resultados significantes e necessários.
  █ De imediato se buscou a elevação do padrão de ética profissional de todos que atuam nestes setores e se dar um basta em situações suspeitas, comprovadas e abusivas de corrupção ativa e passiva, minimizar os desperdícios de recursos públicos, para se evitarem a improbidade administrativa, maximizar o aproveitamento racional das coleções de águas disponíveis no Brasil para criação de organismos aquáticos para promoverem o aumento da produção e da produtividade — através da geração e do aperfeiçoamento de tecnologias pesqueira, aquícola e gerencial.
 █ Quando se definiu escrever ESPINHA NA GARGANTA se buscou atender a uma imposição da realidade brasileira, no âmbito da pesca e aquicultura, a fim de se contribuir com a melhoria da qualidade da produção de pescado, desde a reprodução, recria e engorda — passando por todas as fases, desde a higienização ao mercado consumidor.
  █ Ao se fazerem um resgate histórico, com a inversão na equação, hoje, utilizada pela equipe econômica do Governo, o setor pesqueiro nacional por si só pode promover um resgate histórico na balança comercial e, assim, passar de maior importador de pescado da América Latina para maior pólo produtor e exportador de pescado, de acordo com as potencialidades dos recursos naturais e de coleções de águas represadas improdutivas ou com baixa produtividade e passar a ocupar o merecido lugar de destaque, dentre os países maiores produtores mundiais de pescado.
 █ Na ótica lógica da ética, justifica-se a necessidade da ESPINHA NA GARGANTA, no âmbito do setor pesqueiro e aquícola, para se fazer um desagravo diante da insatisfação em todos os quadrantes deste painel de uma profissão nova, com o exercício milenar, até então desconhecida por muitos e exercida ilegalmente por vários leigos, curiosos, aficionados e optantes pelo exercício ilegal da profissão, atribuição exclusiva do engenheiro de pesca e sem fiscalização do exercício profissional.
 █ Tudo que tem forma, tom e cheiro de críticas se tornam ácidos, cortantes e não cicatrizantes, mesmo em doses homeopáticas, ao contrário das chagas que são abertas no peito de todos que se omitem e desperdiçam oportunidades em colocar atrás das grades  os verdadeiros corruptos, em se cortar o mal pela raiz e se evitar que as ervas daninhas se enraízem, se proliferem e passem a brotar e a semear em torceras, em áreas contíguas.
 █ Todos que necessitam atuar no Rastro do Samurai têm que reafirmar o cumprimento do código de honra, denominado “bushidô” como caminho do guerreiro, de cabeça erguida, sem ter medo e sem se acovardar, diante de quaisquer circunstâncias e buscar, custe o que custar, a revelação da verdade, a concepção da prática do bem a fim de promover a elevação do padrão social — através da promoção econômica da população — lutar contra a proliferação do mal, combater de frente a corrupção e a execução do desserviço público, nos mais diversos níveis.  

PENSAMENTO DA SEMANA

Não existem culpados externos pelo fracasso de um homem, e, sim, suas próprias escolhas por  seguir os caminhos tortuosos que o distancia do alvo correto para atingir o sucesso.

E:mail: almeidaengenheiro@yahoo.com.br 
Tele-fones: (69) 8111-9492  e  (69) 8446-1730 e (69) 9919-8610
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Antônio de Almeida Sobrinho é Engenheiro de Pesca, com Mestrado
em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.

domingo, 16 de março de 2014

Saldos da cheia do Rio Madeira

       Antônio de Almeida Sobrinho
█ Altos níveis de precipitações pluviométricas que têm sido registrados nos últimos dias, nas cabeceiras do rio Madeira, no Andes, precisamente em territórios do Peru e da Bolívia, e, no Brasil — em toda bacia hidrográfica do rio Madeira e no estado de Mato Grosso — contribuindo para o aumentando do nível das águas, gradativamente, com pequenas oscilações, atingindo a marca histórica e inédita, até então de 19,11 metros, neste dia 15 de março de 2014, às 08h15, enquanto duas horas antes a cota máxiama histórica, até então havia atingido 19,12 metros,  de acordo com aferição realizada pela Agência Nacional de Água – ANA,  implicando na formação de um verdadeiro caos, com 2.500 famílias desabrigadas em Porto Velhos  e nos distritos,  com grandes prejuízos e transtornos para as famílias desabrigadas.
█Com as águas da cheia do rio Madeira alcançando até agora uma marca histórica inédita de 19,12 metros, em toda a sua história, em conformidade com os registros e informações de entidades que atuam nesta área — e não poderia deixar de expor e de submeter toda a população atingida, direta e indiretamente, a sérios riscos, além de transtornos e de prejuízos para as famílias que residem em áreas comprometidas com as enchentes e que vêm sofrendo por um longo período com o flagelo da cheia.
█ No período da pós-cheia as famílias desabrigadas e os responsáveis na  coordenação dos trabalhos de reconstrução e de recuperação dos danos materiais — através de levantamentos e de inventários para avaliar os prejuízos causados com a cheia do rio Madeira — sendo, portanto, esta a fase mais delicada e a que requer maior preocupação com a saúde pública.
█ Em contato com o Engº Jorge Luiz da Silva Alves, que integra a Comissão responsável pelo inventário dos danos causados com a cheia do rio Madeira, este foi enfático em afirmar: - os danos materiais contabilizados, até então, já está se aproximando dos R$ 3.000.000,00 (Três bilhões de reais), e esta dívida alguém irá ter que pagar.
█ Compete as entidades públicas — ambientais e de saúde — como à SEDAM, à SEMA ao IBAMA, à Defesa Civil, à SEMUSA, à SESAU e a outros organismos governamentais e não governamentais, a deflagrarem uma Campanha Educativa para conscientização da população, no âmbito da questão da saúde pública, a fim de evitar, com a máxima urgência, a captura e o consumo de espécies de peixes das águas da cheia (não praticar a pesca de subsistência), com caniço, linha-de-mão, com tarrafa ou com outros apetrechos artesanais e similares, nos municípios que estão alagados, com a cheia do rio Madeira, sob pena de estarem colocando a vida de toda sua família em risco, inclusive de morte.
█ Com a elevação das águas fora da calha do rio Madeira, as águas superficiais se misturam com os resíduos sólidos e líquidos das fossas domésticas, atingidas com as águas da cheia e, não temos dúvida de que os excrementos — como fezes e urinas de ratos e de outros animais — se juntam de forma natural — quando grande parte dos animais aquáticos, especialmente os peixes passam a se infectarem com a bactéria (Leptospira spp.) que transmite a leptospirose e outras doenças gastrointestinais e que pode colocar as famílias, indiscriminadamente, em risco, com possibilidade de levar a óbito.
█ A leptospirose também é conhecida com o nome de doença de Weil, sendo o seu principal transmissor e agente causador principal — o maior inimigo do homem: o rato, através de agentes responsáveis, direto e indireto, duas bactérias (Leptospira spp.) que se alojam nos rins do rato e são normalmente liberadas em sua urina.
█ Por ocasião das alagações e cheias, como esta que se contata com o transbordamento da calha do rio Madeira, a urina do rato normalmente é misturada à água, à lama, aos microorganismos — que em contato com a pele, principalmente em caso de ferimentos, machucados, mucosas ou por ingestão de alimentos aquáticos, sendo o mais comum o pescado.
█ Há controvérsias quanto ao consumo de pescado capturado em coleções de águas que receberam efluentes provenientes de ambientes com dejetos de roedores, incluindo o rato, se transmite ou não a leptospirose. Este tema tangencia a minha formação acadêmica, mas, mediante depoimentos de fontes pesquisadas, este assunto procede e tem tudo a haver.
█ Para se evitar a contaminação e, consequente, contração da leptospirose,  recomendam-se com toda veemência se evitar: i) contato direto com as águas das enchentes; ii) não utilizar a água da cheia para lavagem e preparo de alimentos, de roupa, de louças e para banho. Esta água, mesmo que seja devidamente filtrada e fervida, não deve ser recomendada para se beber, uma vez que a contaminação através de bactérias (Leptospira spp.) não será neutralizada através de uma simples filtragem.
█ Uma cena veiculada na mídia eletrônica, através do Programa Tempo Real, da TV Candelária, apresentado nesta última 4ª Feira, 12 de março, pelo apresentador Léo Ladeia, mostrou uma senhora preparando alimento (lavando um frango, com as águas das enchentes) quando causou um rápido comentário e constrangimento por parte do jornalista e que, também, deve ter chocado aos demais telespectadores — que estavam ligados na TV e que assistiam ao mencionado Programa, no horário nobre.
█ Os adultos não devem tomar banhos nas águas das enchentes e, como também, os pais não devem permitir que seus filhos brinquem, usem as águas para uso direto e mergulhem nas águas de enxurradas, principalmente nas águas do rio Madeira, neste nível em que se encontra — sob pena dessas crianças serem vítimas de contaminação ou mesmo sofrerem ataques de animais aquáticos, a exemplos de jacaré, cobras, peixes, escorpiões, arraias e por outros animais.
█ Sempre que a água da cheia retorna ao leito normal, as residências e casas comerciais afetadas ficam com muita lama, fruto da decantação das partículas em suspensão e com resíduos de sedimentos nos assoalhos, calçadas, tablados e nas paredes. Neste caso, devem-se ter muito cuidado para desinfetar todo o ambiente e não tentar reaproveitar alimentos que tiveram contato com as águas.
█ Para este procedimento de limpeza, recomendam-se utilizar água sanitária, na proporção de 20 partes de água limpa para uma de água sanitária, e empregar vassouras e material de limpeza que evite o contato direto da pele com a parte suja. Devem-se utilizar botas de borracha e sacos plásticos para se revestir as mãos e, assim, se evitar o contato direto com a lama e matérias indesejáveis. Devem-se, também, proceder à complementação da assepsia com o emprego de água limpa, por diversas vezes, até deixar o ambiente bem limpo, desinfetado e saudável.
█ Na pós-cheia do rio Madeira serão acionados os servidores responsáveis pelos serviços de limpeza. Este contingente de servidores deve ter toda a atenção especial para se evitar a contaminação e não esquecer em utilizar botas e luvas de borracha, nos seguintes momentos;
·         na remoção de entulhos;
·         na desobstrução de esgotos, valas e bueiros;
·         na limpeza de prédios públicos;
·         na limpeza de casas residenciais;
·         na recuperação e limpeza de obras de saneamento básico;
·         na recuperação de estradas e pavimentação asfáltica.
█ Na Bolívia, os pecuaristas e piscicultores estão sofrendo com as enchentes provenientes de altos níveis de precipitações pluviométricas registrados nos últimos dias nas cordilheiras dos Andes, quando já ocorreram vários óbitos de campesinos e de ribeirinhos, vítimas de afogamento e de doenças endêmicas da região, provenientes das cheias; perda de parte do rebanho bovino, podendo chegar a 900.000 cabeças, segundo informações veiculadas na mídia eletrônica, quando várias exemplares do rebanho bovino tiveram que ser sacrificados e comercializados, a fim de se evitar o prejuízo total.

Centenas de cabeças do rebanho bovino da Bolívia tiveram que ser abatidas
█  Entidades governamentais e não governamentais do Governo da Bolívia, a exemplo do Foro Boliviano de Meio Ambiente (Fobomade), a Liga de Defesa do Meio Ambiente (Lidema), a Câmara Agropecuária do Oriente, autoridades do Governo do Departamento do Beni e parlamentares estão reiterando insistentemente ao Governo da Bolívia para acionar junto ao Governo do Brasil para que os danos ambientais e prejuízos materiais causados, em territórios das sete das oito Províncias da Bolívia sejam ressarcidos, a curto prazo, pelos responsáveis diretos pelo refluxo das águas, sendo os Consórcios responsáveis pela construção das obras hidrelétricas do rio Madeira, na opinião das autoridades bolivianas.
█ Notícias proveniente da cidade de Guayaramerim, na Bolívia, dão conta da  ocorrência de uma grande mortandade de peixes adultos e de alevinos da espécie pirarucu (Arapaima gigas, SHINZ, 1822), com suspeita de contaminação por bactérias, com maior incidência nos lagos e lagoas naturais e da própria piscicultura — que de incipiente se transformou em frustração, em desespero e em prejuízos para os abnegados irmãos bolivianos que não se cansam em procurar desenvolver a piscicultura.

Exemplares de peixes mortos em decorrência de fortes impactos ambientais 
causados pelas enchentes dos rios da Bolívia
█ Você já imaginou se o estado de Rondônia sofresse um surto de aftosa e a exportação da carne bovina sofresse um embargo por parte dos países importadores? Qual seria a posição dos produtores rurais, dos criadores de gado, dos pecuaristas e exportadores de carne bovina do estado de Rondônia? Qual seria a posição do Governo do Estado?
Resposta:Obviamente, que de imediato o Governo do Estado, através da  IDAROM, iria procurar localizar onde estariam os focos da doença a fim de erradicar o mal pela raiz, e, assim, erradicar o problema, através de sacrifício e  de incineração dos exemplares infectados com a doença.
█ O estado de Rondônia tem uma produção de pescado estimada em 50.000 toneladas, na safra 2012/2013, e projetada para a safra 2013/2014, na ordem de 80.000 toneladas, vulnerável à ação da importação de alevinos da Bolívia, com sérios riscos em causar um problema muito sério capaz de comprometer a qualidade da piscicultura estadual, especialmente para os criadores da espécie pirarucu, em estágio crescente e acelerado de desenvolvimento, quando se estima que a produção de pescado com a espécie pirarucu (Arapaima gigas, SHINZ, 1822) se encontra, hoje, em torno de 2% da piscicultura do Estado.
█ Os alevinos da espécie pirarucu (Arapaima gigas SHINZ, 1822), conhecido na República da Bolívia com o nome de ‘paites’ estão contaminados e emprestáveis para a utilização na piscicultura, sob pena de contaminação na população existente, com sérios riscos de comprometerem a piscicultura do estado de Rondônia,  e de não sobreviverem ao transporte e/ou em não resistirem ao cultivo por muitos dias, de acordo com informações de piscicultores da Bolívia, vítimas das enchestes dos rios e lagos daquela região andina.
█ Qual deveria ser de imediato, a posição do poder público, em relação a esta provável importação de alevinos provenientes da Bolívia, infectados com bactérias?
Resposta:Obviamente, que seria localizar o foco desta importação; verificar se realmente estas informações são procedentes para, depois, tomar todas as medidas cabíveis.
  █ Se você, amigo leitor, é um piscicultor e está pensando em povoar a sua piscicultura com a espécie pirarucu, você deve ter muito cuidado e preste muito atenção para as seguintes preocupações:
·         procure se certificar se estes alevinos têm boa procedência;
·         não compre gato por lebre;
·         procure se inteirar se estes alevinos são provenientes da Bolívia
          ou de lavanderia clandestina;
·         evitar ter prejuízos financeiros;
·         cometer danos ambientais irreversível à atividade da piscicultura do estado de Rondônia
          com a introdução de alevinos contaminados é crime e pode até dar cadeia.
PARA LER E GUARDAR
A qualificação técnica para os piscicultores do estado de Rondônia é uma necessidade imperiosa e urgente: como método eficiente de aumento da produção e da produtividade, de melhoria da qualidade do pescado, redução dos custos de produção, incremento na receita líquida da produção comercializada e na redução do preço do pescado para o consumidor.

Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca e Analista Ambiental , Pós-Graduação em Tecnologia do Pescado, com  Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.

E-mail: almeidaengenheiro@yahoo.com.br (69) 9919-8610 e (69) 8111-9492.